Formações Como você corrige as pessoas?

janeiro 27, 2010

 Lembre-se de que lidamos com pessoas e não com gado

Como você corrige seu filho, seu esposo, sua esposa, seu empregado, seu colega, seu subordinado de modo geral? É um dever e uma necessidade corrigir aqueles a quem amamos, mas isso precisa ser feito de maneira correta. Toda autoridade vem de Deus e em Seu nome deve ser exercida; por isso, com muito jeito e cautela. Não é fácil corrigir uma pessoa que erra; apontar o dedo para alguém e dizer-lhe: “Você errou!”, dói no ego da pessoa; e se a correção não for feita de modo correto pode gerar efeito contrário. Se esta for feita inadequadamente pode piorar o estado da pessoa e gerar nela humilhação e revolta. Nunca se pode, por exemplo, corrigir alguém na frente de outras pessoas, isso a deixa humilhada, ofendida e, muitas vezes, com ódio de quem a corrigiu. E, lamentavelmente, isso é muito comum, especialmente por parte de pessoas que têm um temperamento intempestivo (“pavio curto”) e que agem de maneira impulsiva. Essas pessoas precisam tomar muito cuidado, porque, às vezes, querendo queimar etapas, acabam queimando pessoas. Ofendem a muitos. Quem erra precisa ser corrigido, para seu bem, mas com elegância e amor. Há pais que subestimam os filhos, os tratam com desdém, desprezo. Alguns, ao corrigi-los, o fazem com grosseria, palavras ofensivas e marcantes. O pior de tudo é quando chamam a atenção dos filhos na presença de outras pessoas, irmãos ou amigos, até do (a) namorado (a). Isso o (a) humilha e o (a) faz odiar o pai e a mãe. Como é que esse (a) filho (a), depois, vai ouvir os conselhos desses pais? O mesmo se dá com quem corrige um empregado ou subordinado na frente dos outros. É um desastre humano! Gostaria de apontar aqui três exigências para corrigir bem uma pessoa: 1 – Nunca corrigir na frente dos outros. Ao corrigir alguém, deve-se chamá-lo a sós, fechar a porta da sala ou do quarto, e conversar com firmeza, mas com polidez, sem gritos, ofensas e ameaças, pois este não é o caminho do amor. Não se pode humilhar a pessoa. Mesmo a criança pequena deve ser corrigida a sós para que não se sinta humilhada na frente dos irmãos ou amigos. Se for adulto, isso é mais importante ainda. Como é lamentável os pais ou patrões que gritam corrigindo seus filhos ou empregados na frente dos outros! Escolha um lugar adequado para corrigir a pessoa. Gostaria de lembrar que a Igreja, como boa Mãe, garante a nós o sigilo da Confissão, de maneira extrema. Se o sacerdote revelar nosso pecado a alguém, ele pode ser punido com a pena máxima que a instituição criada por Cristo pode aplicar: a excomunhão. Isso para proteger a nossa intimidade e não permitir que a revelação de nossos erros nos humilhe. E nós? Como fazemos com os outros? Só o fato de você dar a privacidade à pessoa a ser corrigida, ao chamá-la a sós, ela já estará mais bem preparada para a correção a receber, sem odiá-lo. 2 – Escolha o momento certo. Não se pode chamar a atenção de alguém no momento em que a pessoa errada está cansada, nervosa ou indisposta. Espere o melhor momento, quando ela estiver calma. Os impulsivos e coléricos precisam se policiar muito nestes momentos porque provocam tragédias no relacionamento. Com o sangue quente derramam a bílis – às vezes mesmo com palavras suaves – sobre aquele que errou e provocam no interior deste uma ferida difícil de cicatrizar. Pessoas assim acabam ficando malvistas no seu meio. Pais e patrões não podem corrigir os filhos e subordinados dessa forma, gritando e ofendendo por causa do sangue quente. Espere, se eduque, conte até 10 dez, vá para fora, saia por um tempo da presença do que errou; não se lance afoito sobre o celular para o repreender “agora”. Repito: a correção não pode deixar de ser feita; a punição pode ser dada, mas tudo com jeito, com galhardia. Estamos tratando com gente e não com gado. 3 – Use palavras corretas. Às vezes, um “sim” dito de maneira errada é pior do que um “não” dito com jeito. Antes de corrigir alguém, saiba ouvi-lo no que errou; dê-lhe o direito de expor com detalhes e com tempo o que fez de errado, e por que fez aquilo errado. É comum que o pai, o patrão, o amigo, o colega, precipitados, cometam um grave erro e injustiça com o outro. O problema não é a correção a aplicar, mas o jeito de falar, sem ofender, sem magoar, sem humilhar, sem ferir a alma. Eu era professor em uma Faculdade, e um dos alunos veio me dizer que perdeu uma das provas e que não podia trazer atestado médico para justificar sua falta. Ter que fazer uma prova de segunda chamada, apenas para um aluno, me irritava. Então, eu lhe disse que não lhe daria outra prova. Quando ele insistiu, fui grosseiro com ele, até que ele pôde se explicar: “Professor, é que eu uso um olho de vidro, e no dia da sua prova o meu olho de vidro caiu na pia e se quebrou; por isso eu não pude fazer a prova”. Fiquei com “cara de tacho” e lhe pedi mil desculpas. Nunca me esqueci de uma correção que o meu pai nos deu quando eu e meus oito irmãos éramos ainda pequenos. De vez em quando nós nos escondíamos para fumar escondidos dele. Nossa casa tinha um quintal grande e um pequeno quarto no fundo do quintal; lá a gente se reunia para fumar. Um dia nosso pai nos pegou fumando; foi um desespero… Eu achei que ele fosse dar uma surra em cada um; mas não, me lembro exatamente até hoje, depois de quase cinquenta anos, a bela lição que ele nos deu. Lembro-me bem: nos reuniu no meio do quintal, em círculo, depois pediu que lhe déssemos um cigarro; ele o pegou, acendeu-o, deu uma tragada e soprou a fumaça na unha do dedo polegar, fazendo pressão, com a boca quase fechada. Em seguida, mostrou a cada um de nós a sua unha amarelada pela nicotina do cigarro. E começou perguntando: “Vocês sabem o que é isso, amarelo? É veneno; é nicotina; isso vai para o pulmão de vocês e faz muito mal para a saúde. É isso que vocês querem?” Em seguida ele não disse mais nada; apenas disse que ele fumava quando era jovem, mas que deixou de fazê-lo para que nós não aprendêssemos algo errado com ele. Assim terminou a lição; não bateu em ninguém e não xingou ninguém; fomos embora. Hoje nenhum de meus irmãos fuma; e eu nunca me esqueci dessa lição. São Francisco de Sales, doutor da Igreja, dizia que “o que não se pode fazer por amor, não deve ser feito de outro jeito, porque não dá resultado”. E se você magoou alguém, corrigindo-o grosseiramente, peça perdão logo; é um dever de consciência. Felipe Aquino felipeaquino@cancaonova.com Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br 15/01/2010 – 08h10

Retirado: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11714


O direito de ser frágil

janeiro 24, 2010

Por medo perdemos o direito de chorar

Não é possível falar de crescimento humano se antes não falarmos de reconhecimento dos nossos limites. O bom treinador é aquele que vai saber salientar a qualidade do atleta, mas, sobretudo, vai saber encaminhá-lo para a superação dos limites. O primeiro passo é reconhecer onde a gente precisa melhorar.

É um grande desafio para todos nós porque, lamentavelmente, as pessoas não estão preparadas para nos educar para a coragem. Pois, muitas vezes os incentivos que nos são dados estão mais voltados para esquecermos as nossas fragilidades. Quando mostramos as nossas fragilidades, há uma série de repreensões diante de nós.

Você já reparou que a gente não deixa a criança chorar? Já reparou que quando o recém-nascido chora, nós fazemos de tudo para calar a boca dele.

Nós, humanos, temos uma dificuldade imensa de lidar com a fragilidade do outro – ainda que seja filho da gente. Nós gostamos é de todo mundo feliz. Não estamos preparados para encarar a fragilidade. Parece que a nossa educação está sempre voltada para nos revestir de uma coragem que nos faz esquecer o limite.

São Paulo nos fala para que o seu espírito não se enchesse de orgulho e vaidade, foi lhe colocado um “espinho na carne”.(2Cor 12,1-10). Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouquinho maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. Não estou pronto, eu não sou perfeito, estou sendo feito aos poucos e neste processo aos poucos eu vou descobrindo onde é que dói este espinho.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos que tirar aquilo que não nos pertence. Tem algumas inflamações do espírito, da personalidade que tem gente que é tão aborrecida que a gente não pode nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

E aí é que entra a grande contribuição do Cristianismo, numa proposta antropológica. Deus não quer que você seja um anjinho na terra. Ele quer te mostrar as inflamações para que você lute.

Cara feia, arrogâncias, isso é complexo de inferioridade. Sabe qual é o espinho? O medo, a insegurança. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

A pior ignorância é aquela que finge que sabe! Temos medo de mostrar que não aprendemos, que somos frágeis. Quantas vezes na nossa vida, por medo, perdemos a oportunidade de aprender.

Às vezes, por medo de expor a nossa fragilidade, perdemos o direito de chorar.

Nós somos todos iguais. Nós, padres, somos todos iguais. Não adianta a gente fingir que é forte, ou ficar fingindo que não sente e que não tem medo. Eu não sei se você tem mais de cinco pessoas que conhecem os seus segredos. Pessoas que te enxergam por dentro são raras.

Conversão é isso. É você educar o seu filho para ele poder te contar onde estão os espinhos. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos que trabalhar para ser melhor.

Há tantas situações que nos deixam com o “coração na boca”. Às vezes, nós colocamos muito mais atenção naquilo que as pessoas estão achando de nós, do que no que nós pensamos de nós mesmos.

Examine-se, você é uma pessoa que consegue levar o outro à cura. Em última instância, o que vai sobrar de nós é a nossa vontade de amar. Vamos descobrir o que hoje em nós está “infeccionado”, porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil.

 Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa “Direção espiritual” na TV Canção Nova.31/08/2009 – 08h20

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=11582


Benevolência um amor que não possui

janeiro 23, 2010

Acampamento para famílias

Benevolência um amor que não possui

Padre Paulo Ricardo
Foto: Wesley Almeida / Fotos CN

Existem mulheres, esposas e esposos controladores ao extremo estes precisam em Deus dar controle a tudo isso.

São Máximo confessor, fala sobre três amores desordenados, você pode amar uma pessoa pelo prazer que ela lhe dá. Você pode amar aquela menina pelo prazer que ela lhe dá, porque ela é envolvente, lhe atrai e você na verdade não ama esta pessoa, você ama o prazer que ela lhe oferece. Se você ama a pessoa a partir do prazer, está errado! Também temos o caso do filho que ama a mãe porque lhe dá carinho, ou a pessoa que ama pelo prazer da comida que aquela outra pessoa faz, ou pelo sexo que ela lhe proporciona, esse não é amor de qualidade, é amor de concupiscência.

Existe também o amor pela pessoa que dão presentes, dinheiro, muitos pais fazem isso com seus filhos.O amor que acontece por aquilo que ganho é um amor sem fundamento. Outra coisa são as pessoas que querem conquistar um amor pelos presentes que dá. Você sabe muito bem que a pessoa que lhe ama pelo presente, pelo dinheiro que você dá a ela, você é descartável para esta pessoa.

Terceira tipo de amor é aquele que ama quem me bajula, quem me elogia. Vocês imaginem se eu como padre amasse uma pessoa porque ela sempre me traz doce ao vir às minhas Missas, seria muito triste que um sacerdote amasse você pelo doce que você dá e não pelo que você é. É triste aquele padre que ama aquele paroquiano que tem mais dinheiro, um padre avarento que trata melhor aquele que tem mais dinheiro, isso é horrível, pois todos acabam percebendo isso.

E como é triste também aquele padre que ama só aqueles que estão a sua volta e que o bajulam, que o elogiam. Mas tudo isso que falo dos padres é aplicável em nossas vidas. Nós não temos que amar qualquer coisa, a atitude do mundo atual é “se eu amo é porque é bom” e não é assim, o certo é, “se a coisa é boa, então eu devo amá-la”. O amor é uma decisão. O amor é como um carro que para dar a partida no motor precisa da bateria, mas a bateria não é capaz de sustentar o carro o tempo todo sozinha, depois que a bateria passa é preciso da gasolina, do combustível, assim também é o amor, ele vem como sentimento, mas depois é preciso fazer uso do amor verdadeiro e que não está baseado no sentimentalismo, mas em uma escolha racional.

O amor não é de frieza racional, não é isso, mas eu devo eleger aquilo que vou amar. Por exemplo, sabemos quando nossos filhos começam a andar com más companhias, e de repente quando chamamos atenção deles por conta daquelas más companhias, o filho faz o seguinte comentário: “Mas eu gostei dessa pessoa e meu coração gostou dela”. Mas você pode dizer a ele, “você escolheu mal”. Outro exemplo, um marido que se apaixona pela vizinha e diz que não teve culpa, justificando e dizendo que o amor é cego, ele teve culpa sim, pois ele escolheu amar aquela pessoa!

Você tem que amar aquilo que te faz bem e não pode escolher amar aquilo que te prejudica. Eu conheci um caso de uma moça que era apaixonada por um rapaz, mas este rapaz era agressivo e batia nela, a família era contra o relacionamento e ela se separou dele, porém mesmo tendo sofrido com ele, ela começou a se encontrar as escondidas com o rapaz, pois ela dizia no seu coração, eu só amo este homem. Eu disse a ela, “você precisa entender que você tem muita atração por esta pessoa, mas racionalmente ela não te faz bem”.

Usando a linguagem do mercado, você tem calcular o custo x beneficio, escolha alguém que te faça bem! Muitas vezes as pessoas escolhem os seus futuros esposos, marido e mulher, escolhem pelo prazer, mas isso é um péssimo negócio, pois muitas vezes o paraíso na cama é o inferno na vida. Não devemos escolher as pessoas irracionalmente, devemos saber que existe uma escolha racional do amor.

Agora, você pode me dizer, “mas padre eu já escolhi”. E agora o que você pode fazer? Amar de forma racional, colocando limites em suas tendências. Se você é controlador ou é aquela pessoa que gosta de ser controlada, trabalhe sua insegurança, lute contra suas tendências desordenadas para amar as pessoas de verdade.

“Há uma escolha racional no amor”
Foto: Wesley Almeida/CN

No Evangelho de hoje, Jesus demonstra que sabe como se libertar dos seus parentes que o amarravam, que o prendiam. Lembrem-se do episódio de Jesus sendo encontrado por Maria no templo e Jesus diz a sua mãe: “Porque me procuráveis? Não sabia que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”. Vejam que Jesus dá uma boa resposta, Ele tem uma boa independência, não deu uma má resposta e Maria viu que seu filho tinha feito a melhor escolha, ela viu que Ele queria cuidar das coisas do Pai. Ela não fez chantagem por tudo o que passou para criar a Jesus. Ela viu que o filho não era para ela que Ele era para Deus e o deixou, guardou todas as coisas em seu coração. Esse é o amor sadio que não possui a pessoa.

A tendência nossa de possuir os outros e de fazê-los como cachorrinhos ou de ser possuídos por eles, esta tendência não é um verdadeiro amor. O amor é unitivo, mas também é concretivo, para ter amor é preciso ter dois, eu sou um e o outro é o outro e eu não posso querer que aquela pessoa seja aquilo que eu sou ou que quero. O amor gera e causa a liberdade.

O bonito do amor entre os casais é que é verdade que os opostos se atraem e exatamente aquela diferença atrai um ao outro. No entanto esta diferença não pode querer se transformar em uma causa de guerra, pois assim o amor deixaria de ser unitivo e causaria separação e também não pode querer diminuir está diferença, pois cada um é um.

De alguma forma em nossas famílias nosso amor esta ferido e precisa ser fiscalizado. Identifique sua tendência, sua forma de amar está ferida porque você quer ser dono ou porque você quer ter um dono. Saiba que você vai ter que lutar com esta tendência pelo resto de sua vida, mas que não deixará ela te dominar. Atrás desta tendência existe uma idolatria, Jesus não deixou que ninguém fosse dono D’Ele, pois Deus é Deus. Nós somos família e ser família é estar unido no vinculo ao qual o pai nos deu e precisamos combater as tendências que estão em nossos corações e nos corações dos que estão em nossa volta. Que Deus nos dê a graça de combater tudo aquilo que esta desordenado em nosso amor, para que nosso coração ferido torne-se cada vez mais curado em Deus.

Transcrição e adaptação: Flávio Pinheiro


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Padre Paulo Ricardo
Reitor do seminário de Cuiabá (MT)
www.padrepauloricardo.org
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23/01/2010 – 16h00

2º DOMINGO DA QUARESMA.

janeiro 20, 2010

SÃO PAULO 28 DE FEVEREIRO DE 2010 ANO 34 Nº 19 C

 

2º DOMINGO DA QUARESMA.

 

 

Anim.  Irmãos e irmãs, sejam bem-vindos à celebração que nos transporta ao Monte Tabor, onde Jesus se transfigurou e mostrou a extensão da sua glória e o futuro da humanidade redimida.  Mostrou também o caminho da Cruz como a única via da transfiguração. Aproveitemos o apelo de Cristo e as sugestões da Campanha da Fraternidade, para instauramos em nossa cidade uma convivência mais fraterna e solidária.

 

1. ABERTURA(CD XIV$fx4)

Ah, se o povo de Deus no Senhor cresse, * ah, se hoje atendesse à sua voz! (Bis)

1. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Vamos juntos fazer louvação, * neste templo, aclamar o Senhor, * o rochedo pra nós salvação, * /:com alegria cantar seu louvor!:/

2. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Grande Deus, sobre todos é rei. * Fez a terra, as montanhas, o mar. * de alto a baixo, o que existe é seu. * /:nosso Deus tem o mundo na mão!:/

3. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * De joelhos, em adoração, * na presença do Deus criador, * o rebanho do seu coração. * /:Ele é nosso Deus e Pastor!:/

4. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Sem a ele fechar o coração, * como outrora fizeram os pais, * no deserto uma provocação, * /esquecidos do Deus Salvador.:/

5.Ah, se a gente atendesse à sua voz! * “Desgostou-me tão má geração. * Por quarenta anos peregrinou, * de mim longe o seu coração. * /:o repouso, jurei não lhe dar”.:/

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. ATO PENITENCIAL

P. No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

(Silêncio)

P. Senhor, que na água e no Espírito nos regenerastes à vossa imagem, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, que enviais o vosso Espírito para criar em nós um coração novo, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, que nos tornastes participantes do vosso Corpo e do vosso Sangue, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

 

4. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. A transfiguração de Cristo no Tabor revela a glória divina e o futuro desejado por Deus para a humanidade: Ouçamos com atenção: 

 

5. PRIMEIRA LEITURA

(Gn 15, 5-12.17-18)

Leitura do Livro do Gênesis.

Naqueles dias,

5o Senhor conduziu Abraão para fora e disse-lhe:

“Olha para o céu e conta as estrelas, se fores capaz!”

E acrescentou:

“Assim será a tua descendência”.

6Abrão teve fé no Senhor, que considerou isso como justiça.

7E lhe disse:

“Eu sou o Senhor que te fez sair de Ur dos caldeus,

para te dar em possessão esta terra”.

8Abrão lhe perguntou:

“Senhor Deus, como poderei saber que vou possuí-la?”

9E o Senhor lhe disse:

“Traze-me uma novilha de três anos,

uma cabra de três anos,

um carneiro de três anos,

além de uma rola e de uma pombinha”.

10Abrão trouxe tudo

e dividiu os animais pelo meio,

mas não as aves,

colocando as respectivas partes uma frente à outra.

11Aves de rapina se precipitaram sobre os cadáveres,

mas Abrão as enxotou.

12Quando o sol já se ia pondo,

caiu um sono profundo sobre Abrão

e ele foi tomado de grande e misterioso terror.

17Quando o sol se pôs e escureceu,

apareceu um braseiro fumegante e uma tocha de fogo,

que passaram por entre os animais divididos.

18Naquele dia o Senhor fez aliança com Abrão, dizendo:

“Aos teus descendentes darei esta terra,

desde o rio do Egito

até o grande rio, o Eufrates”.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

6. SALMO RESPONSORIAL Sl 26(27)

(CD XIV Fx. 15)

Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, * meu coração fala convosco confiante!

1. O Senhor é minha luz e salvação; * de quem eu terei medo? * O Senhor é a proteção da minha vida; * perante quem eu temerei?

2. Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, * atendei por compaixão! * Meu coração fala convosco confiante; * e vossa face que eu procuro!

3. Não afasteis em vossa ira o vosso servo, * sois vós o meu auxílio! * Não me esqueçais, nem me deixeis abandonado, * meu Deus e Salvador!

4. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver * na terra dos viventes. * Espera no Senhor e tem coragem * espera no Senhor!

7. SEGUNDA LEITURA (Fl 3,17-4,1)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

-17Sede meus imitadores, irmãos,

e observai os que vivem

de acordo com o exemplo que nós damos.

18Já vos disse muitas vezes,

e agora o repito, chorando:

há muitos por aí que se comportam

como inimigos da cruz de Cristo.

19O fim deles é a perdição,

o deus deles é o estômago,

a glória deles está no que é vergonhoso

e só pensam nas coisas terrenas.

20Nós, porém, somos cidadãos do céu.

De lá aguardamos o nosso Salvador,

o Senhor, Jesus Cristo.

21Ele transformará o nosso corpo humilhado

e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso,

com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas.

4,1Assim, meus irmãos, a quem quero bem

e dos quais sinto saudade,

minha alegria, minha coroa, meus amigos,

continuai firmes no Senhor.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

8. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Honra, glória, poder e louvor, * a Jesus, nosso Deus e Senhor!

De uma nuvem brilhante falou Deus, o Pai: * O meu Filho querido, ó povo, escutai!

9. EVANGELHO (Lc 9, 28b-36)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

28Jesus levou consigo Pedro, João e Tiago,

e subiu à montanha para rezar.

29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência

e sua roupa ficou muito branca e brilhante.

30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus:

eram Moisés e Elias.

31Eles apareceram revestidos de glória

e conversavam sobre a morte,

que Jesus iria sofrer em Jerusalém.

32Pedro e os companheiros estavam com muito sono.

Ao despertarem, viram a glória de Jesus

e os dois homens que estavam com ele.

33E quando estes homens se iam afastando,

Pedro disse a Jesus:

“Mestre, é bom estarmos aqui.

Vamos fazer três tendas:

uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.

Pedro não sabia o que estava dizendo.

34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem

que os cobriu com sua sombra.

Os discípulos ficaram com medo

ao entrarem dentro da nuvem.

35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia:

“Este é o meu Filho, o Escolhido.

Escutai o que ele diz!”

36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho.

Os discípulos ficaram calados

e naqueles dias não contaram a ninguém

nada do que tinham visto.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

10. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai …

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, elevemos ao Pai as nossas preces, suplicando juntos: 

T. Transfigurai-nos em Cristo, nosso Senhor.

1. Concedei à vossa Igreja a fidelidade da Cruz e a alegria da transfiguração.

2. Fortalecei nossa contínua adesão ao mistério de Cristo.

3. Dai-nos sempre o fervor da contemplação e a ousadia da missão.

4. Ajudai os que vivem nas trevas da morte a acolher a luz pascal.

5. Inspirai-nos a buscar uma nova luz para conduzir a economia da vida.

6. Iluminai nossos governantes para o serviço a Deus e não ao dinheiro.

7. Ajudai-nos a experimentar o Tabor e enfrentar as lutas de cada dia. 

(Outras intenções da Comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

CD XIV (Fx 13)

Todo povo sofredor * o seu pranto esquecerá * /: Pois o que plantou na dor * na alegria colherá! (bis)

1. Retornar do cativeiro, * fez-se sonho verdadeiro, * sonho de libertação. * Ao voltarem os exilados, * Deus trazendo os deportados, * libertados pra Sião!

2. Nós ficamos tão felizes, * nossa boca foi sorrisos, * nossos lábios, só canções! * Nós vibramos de alegria: * “O Senhor fez maravilhas”, * publicaram as nações!

3. Ó Senhor, Deus poderoso, * não esqueçais o vosso povo * a sofrer na escravidão. * livrai-nos do cativeiro, * qual chuvada de janeiro * alagando o sertão.

4. Semeando na agonia, * espalhando cada dia * a semente do amanhã, * a colheita é uma alegria, * muito canto e euforia: * é fartura, é Canaã.

13. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a Santa Igreja.

P. Ó Deus, que estas oferendas lavem os nossos pecados e nos santifiquem inteiramente para celebrarmos a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

14. ORAÇÃO EU CARÍSTICA II

(Pref. p. 188)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E com o testemunho da Lei e dos Profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela Paixão e Cruz, chegará à glória da ressurreição. E, enquanto esperamos a realização plena de vossas promessas, com os anjos e com todos os santos nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP. ou CC. Por Cristo, …

T. Amém.

 

15. PAI NOSSO

P. Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos …

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

P. Senhor Jesus Cristo, ….

T. Amém.

P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T. O amor de Cristo nos uniu.

P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

P. Felizes os convidados para o Banquete nupcial do Cordeiro. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

16. CANTO DE COMUNHÃO

(CD XIV Fx 8)

Então, da nuvem luminosa dizia uma voz: * “Este é meu Filho amado, escutem sempre o que ele diz!”

1. Transborda um poema do meu coração: * Vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção,

2. Sois tão belo, o mais belo entre os filhos dos homens! * Porque Deus, para sempre, vos deu sua benção.

3. Levai vossa espada de glória no flanco, * Herói valoroso, no vosso esplendor;

4. Saí para a luta no carro de guerra * em defesa da fé, da justiça e verdade!

5. Vosso trono, ó Deus, é eterno, sem fim; * Vosso cetro real é sinal de justiça:

6. Vós amais a justiça e odiais a maldade. * É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo.

7. Cantarei vosso nome de idade em idade, *para sempre haverão de louvar-vos os povos!

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Nós comungamos, Senhor Deus, no mistério da vossa glória, e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

(MR p. 521 Quaresma)

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

20. CANTO FINAL (CD CF 2010 – Fx 1)

Hino da

Campanha da Fraternidade

Jesus Cristo anunciava por primeiro * um novo reino de justiça e seus valores: (Mt 4,17) * /:Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro * E muito menos agradar a dois senhores.:/ (Mt 6,24)

1. Voz de um profeta contra o ídolo e a cobiça: * “Endireitai hoje os caminhos do Senhor!” (Mt 3,3) * Produzi frutos de partilha e de justiça! (Lc 3,8.11) * Chegou o reino: Convertei-vos ao amor! (Mt 6,24)

2. Não é a riqueza, nem o lucro sem medida * que geram paz e laços de fraternidade; (Lc 16,19-31) * mas todo o gesto de partilha em nossa vida (Mc 12,42-44) * que faz a fé se transformar em caridade. (Gl 5,6)

3. No evangelho encontrareis a luz divina, * não no supérfluo, na ganância ou na ambição. * Ide e vivei a boa nova que ilumina
(Mt 7,21) * e a palavra da fraterna comunhão. (Mt 18,20)

Cantos:  CD XIII; XIV – CF 2010

 

LEITURAS DA SEMANA: 1º a 7 de março de 2010

l2ª: Dn 9, 4b-10; Sl 78(79),8.9.11.13 (R/. Sl 102 [103], 10a); Lc 6, 36-38

l3ª: Is 1, 10.16-20; Sl 49 (50), 8-9. 16bc-17. 21. 23 (R/. 23b); Mt 23, 1-2

l4ª: Jr 18, 18-20; Sl 30 (31), 5-6. 14. 15-16 (R/. 17b); Mt 20, 17-28

l5ª: Jr 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R/. Sl 39 [40], 5a); Lc 16, 19-31

l6ª: Gn 37, 3-4.12-13a.17b-28; Sl 104 (105), 16-17.18-19. 20-21 (R/. 5a); Mt 21, 33-43.45-46

lSáb.: Mq 7, 14-15.18-20; Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 9-10.11-12 (R/. 8a); Lc 15, 1-3.11-32

l 3º DOM. DA QUARESMA : Ex 3, 1-8a.13-15; Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 6-7. 8 e 11 (R/. 8a); 1Cor 10, 1-6.10- 2; Lc 13, 1-9

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_02domingo.htm


1º DOMINGO DA QUARESMA.

janeiro 20, 2010

SÃO PAULO 21 DE FEVEREIRO DE 2010 ANO 34 Nº 18 C

 

1º DOMINGO DA QUARESMA.

 

Anim. Irmãos e irmãs, hoje no deserto Jesus vence as tentações e mostra-nos que o jejum, a oração e a caridade são meios eficazes para vencermos as ciladas do inimigo. Somente com o coração purificado, poderemos restabelecer as relações fraternas e criar e manter sistemas de economia solidária. Que esta seja a nossa profunda conversão, inspirada pela Campanha da Fraternidade. Iniciemos nossa celebração, cantando.

 

1. ABERTURA(CD XIV fx14)

Ah, se o povo de Deus no Senhor cresse, * Ah, se hoje atendesse à sua voz! (Bis)

1. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Vamos juntos fazer louvação, * neste templo, aclamar o Senhor, * o rochedo pra nós salvação, * /:com alegria cantar seu louvor!:/

2.Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Grande Deus, sobre todos é rei. * Fez a terra, as montanhas, o mar. * De alto a baixo, o que existe é seu. * /:Nosso Deus tem o mundo na mão!:/ (bis)

3.Ah, se a gente atendesse à sua voz! * De joelhos, em adoração, * na presença do Deus criador, * o rebanho do seu coração. * /:Ele é nosso Deus e Pastor!:/ (bis)

4. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * Sem a ele fechar o coração, * como outrora fizeram os pais, * no deserto uma provocação, * /:esquecidos do Deus Salvador.:/

5. Ah, se a gente atendesse à sua voz! * “Desgostou-me tão má geração. * Por quarenta anos peregrinou, * de mim longe o seu coração. * /: O repouso, jurei não lhe dar”.:/

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém!

P. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

3. ATO PENITENCIAL

P. O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

(Silêncio)

P. Senhor, que nos mandastes perdoar-nos mutuamente antes de nos aproximar do vosso altar, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, que na cruz destes o perdão aos pecadores, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, que confiastes à vossa Igreja o ministério da reconciliação, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

4. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Jesus mostra que a oração e o jejum são meios eficazes para vencermos as ciladas do Inimigo.  Ouçamos com atenção.

 

5. PRIMEIRA LEITURA (Dt 26, 4-10)

Leitura do Livro do Deuteronômio.

Assim Moisés falou ao povo:

4”O sacerdote receberá de tuas mãos a cesta

e a colocará diante do altar do Senhor teu Deus.

5Dirás, então, na presença do Senhor teu Deus:

‘Meu pai era um arameu errante,

que desceu ao Egito com um punhado de gente

e ali viveu como estrangeiro.

Ali se tornou um povo grande, forte e numeroso.

6Os egípcios nos maltrataram e oprimiram,

impondo-nos uma dura escravidão.

7Clamamos, então, ao Senhor, o Deus de nossos pais,

e o Senhor ouviu a nossa voz e viu a nossa opres­são,

a nossa miséria e a nossa angústia.

8E o Senhor nos tirou do Egito

com mão poderosa e braço estendido,

no meio de grande pavor, com sinais e prodígios.

9E conduziu-nos a este lugar

e nos deu esta terra, onde correm leite e mel.

10Por isso, agora trago os primeiros frutos da terra

que tu me deste, Senhor’.

Depois de colocados os frutos

diante do Senhor teu Deus,

tu te inclinarás em adoração diante dele”.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

6. SALMO Responsorial Sl 90 (91) (CD XIV – Fx 15)

Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo * e a seu lado eu estarei em suas dores.

1.Quem habita ao abrigo do Altíssimo * e vive à sombra do Senhor onipotente, * diz ao Senhor: “ sois meu refúgio e proteção, * sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

2.Nenhum mal há de chegar perto de ti, * nem a desgraça baterá à tua porta: * pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos * para em todos os caminhos te guardarem.

3.Haverão de te levar em suas mãos, * para os teus pés não se ferir n’alguma pedra: * passarás por sobre cobras e serpentes, * pisarás sobre leões e outras feras.

4.“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo * e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. * Ao invocar-me, hei de ouvi-lo e atendê-lo * e a seu lado eu estarei em suas dores”.

7. SEGUNDA LEITURA (Rm 10, 8-13)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos,

8O que diz a Escritura?

“A palavra está perto de ti,

em tua boca e em teu coração”.

Essa palavra é a palavra da fé, que nós pregamos.

9Se, pois, com tua boca confessares Jesus como Senhor

e, no teu coração,

creres que Deus o ressuscitou dos mortos,

serás salvo.

10É crendo no coração que se alcança a justiça

e é confessando a fé com a boca

que se consegue a salvação.

11Pois a Escritura diz:

“Todo aquele que nele crer não ficará confundido”.

12Portanto, não importa a diferença entre judeu e grego;

todos têm o mesmo Senhor,

que é generoso para com todos os que o invocam.

13De fato,

todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

8. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO CD (XIV Fx. 12)

Honra, glória, poder e louvor, * a Jesus, nosso Deus e Senhor!

O homem não vive somente de pão, * mas de toda palavra da boca de Deus!

9. EVANGELHO (Lc 4, 1-13)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão,

e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito.

2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias.

Não comeu nada naqueles dias

e, depois disso, sentiu fome.

3O diabo disse, então, a Jesus:

“Se és Filho de Deus,

manda que esta pedra se mude em pão”.

4Jesus respondeu:

“A Escritura diz:

‘Não só de pão vive o homem’”.

5O diabo levou Jesus para o alto,

mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo

6e lhe disse:

“Eu te darei todo este poder e toda a sua glória,

porque tudo isso foi entregue a mim

e posso dá-lo a quem eu quiser.

7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração,

tudo isso será teu”.

8Jesus respondeu:

“A Escritura diz:

‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.

9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém,

colocou-o sobre a parte mais alta do Templo,

e lhe disse:

“Se és Filho de Deus,

atira-te daqui abaixo!

10Porque a Escritura diz:

‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito,

que te guardem com cuidado!’

11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos,

para que não tropeces em alguma pedra’”.

12Jesus, porém, respondeu:

“A Escritura diz:

‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”.

13Terminada toda a tentação,

o diabo afastou-se de Jesus,

para retornar no tempo oportuno.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

10. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai…

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, no início desta Quaresma, imploremos ao Pai que alimente nosso profundo desejo de conversão. Rezemos juntos:

T. Iluminai-nos, Senhor, no deserto das tentações!

1. Protegei, ó Pai, a Santa Igreja em suas contínuas provações e perseguições. 

2. Protegei os cristãos em suas dificuldades de cada dia.

3. Protegei as famílias da invasão da publicidade enganadora.

4. Protegei as crianças de todo o perigo.

5. Protegei os jovens da violência arrasadora. 

6. Protegei os excluídos da crueldade e da injustiça. 

7. Protegei os que sonham e lutam por uma economia mais solidária.

(Outras intenções da comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

CD XIV (fx13)

Todo povo sofredor * o seu pranto esquecerá * /: Pois o que plantou na dor * na alegria colherá! (bis)

1. Retornar do cativeiro, * fez-se sonho verdadeiro, * sonho de libertação. * Ao voltarem os exilados, * Deus trazendo os deportados, * libertados pra Sião!

2. Nós ficamos tão felizes, * nossa boca foi sorrisos, * nossos lábios, só canções! * Nós vibramos de alegria: * “O Senhor fez maravilhas”, * publicaram as nações!

3. Ó Senhor, Deus poderoso, * não esqueçais o vosso povo * a sofrer na escravidão. * Livrai-nos do cativeiro, * qual chuvada de janeiro * alagando o sertão.

4. Semeando na agonia, * espalhando cada dia * a semente do amanhã, * a colheita é uma alegria, * muito canto e euforia: * é fartura, é Canaã.

13. ORAÇÃO sobre as oferendas

P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a Santa Igreja.

P. Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

14. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(Pref. MR – p. 181)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

15. PAI NOSSO

P. Rezemos, …

T. Pai Nosso…

16. CANTO DE COMUNHÃO

(CD XIII fx7)

Quem vive à sombra do Senhor, lhe diz na oração: * “Sois meu Senhor e Deus, no qual confio inteiramente”!

1.Nenhum mal há de chegar perto de ti * nem a desgraça baterá á tua porta;

2.Pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos * para em todos os caminhos te guardarem.

3.Haverão de te levar em suas mãos, * para o teu pé não se ferir n’alguma pedra:

4.Passarás por sobre cobras e serpentes, * pisarás sobre leões e outras feras.

5.“Porque a mim se confiou, hei de livrá-lo * e protegê-lo, pois meu nome ele conhece.

6.Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo * e a seu lado eu estarei em suas dores.

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

20. CANTO FINAL (CD CF 2010 – Fx 1)

Hino da

Campanha da Fraternidade

Jesus Cristo anunciava por primeiro * um novo reino de justiça e seus valores: (Mt 4,17) * /:Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro * E muito menos agradar a dois senhores.:/ (Mt 6,24)

1. Voz de um profeta contra o ídolo e a cobiça: * “Endireitai hoje os caminhos do Senhor!” (Mt 3,3) * Produzi frutos de partilha e de justiça! (Lc 3,8.11) * Chegou o reino: Convertei-vos ao amor! (Mt 6,24)

2. Não é a riqueza, nem o lucro sem medida * que geram paz e laços de fraternidade; (Lc 16,19-31) * mas todo o gesto de partilha em nossa vida (Mc 12,42-44) * que faz a fé se transformar em caridade. (Gl 5,6)

3. No evangelho encontrareis a luz divina, * não no supérfluo, na ganância ou na ambição. * Ide e vivei a boa nova que ilumina
(Mt 7,21) * e a palavra da fraterna comunhão. (Mt 18,20)

Mensagem do nosso Cardeal

Dom Odilo P. Scherer para a Quaresma

 

Querido Povo de Deus em São Paulo.

Mais uma vez iniciamos o tempo litúrgico da Quaresma, que, com seu teor penitencial, nos prepara para a celebração jubilosa da Páscoa. Esse tempo sagrado, por meio da riqueza das suas celebrações litúrgicas e da prática do jejum, da esmola e da oração, nos faz reviver o Mistério de Cristo, morto na cruz por nosso amor e ressuscitado para a nossa vida.

Neste ano, a Campanha da Fraternidade (CF), com tema “Economia e Vida”, nos alerta para a exortação de Jesus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). A busca dos bens deste mundo não deve substituir a busca de Deus, que deve ter sempre o primeiro lugar na vida.

Quando o dinheiro é colocado acima de Deus, acontecem todas as injustiças, desonestidades, corrupções, crimes e o desrespeito ao próximo. Os frutos amargos aparecem nas desigualdades sociais gritantes, nas multidões de excluídos, expostos a todo o tipo de risco; aparece nos negócios desonestos e “sujos”, no tráfico de drogas e de armas (comércio da morte”), no aumento da violência que apavora a todos nós, no desrespeito à dignidade humana…

A CF deste ano é um convite para refletir sobre os males profundos da economia e para a conversão para uma economia solidária, que proteja a vida e promova a fraternidade. A Páscoa é a vitória da vida sobre a lógica da morte; por isso, nesta quaresma, somos convidados a fazer um salto de qualidade nas relações econômicas, mediante a conversão aos valores do reino de Deus: “buscai antes de tudo o reino de Deus e a sua justiça, e tudo o mais vos será dado por acréscimo”, ensinou Jesus.

Recomendo a todos a participação ativa nas celebrações litúrgicas, nas reuniões de grupos de rua e das comunidades durante a Quaresma, além de outras iniciativas, também ecumênicas, para fazer acontecer a CF deste ano; nossos pequenos
gestos de “fraternidade na economia” são importantes para mudar a lógica econômica da busca do lucro e da vantagem, acima de tudo. E pratiquemos intensamente os “exercícios da Quaresma” recomendados pela Igreja, como práticas penitenciais para a conversão a Deus: o jejum, a oração e a esmola.

 A Quaresma deste Ano Sacerdotal também é tempo propício para valorizar os sacerdotes e promover as vocações sacerdotais. Cristo chamou os Apóstolos e continua a chamar discípulos e missionários ainda hoje, para continuarem a propagar o Evangelho, reunir as comunidades em seu nome e celebrar os mistérios da nossa redenção e da vida nova em Cristo.

E rezemos pelo bom êxito do Congresso de Leigos da nossa Arquidiocese, que foi lançado e aberto oficialmente em 25 de janeiro passado. Os leigos cristãos, atuando na economia, podem fazer muito para promover uma economia mais solidária, onde a ganância não tome o lugar de Deus e acabe matando também o homem. Os leigos cristãos são chamados a ser artífices de uma economia solidária e fraterna.

Desejo que todos tenham uma Quaresma muito proveitosa para o crescimento pessoal e comunitário e que cheguemos todos bem preparados para a celebração da Páscoa do Senhor. Deus abençoe a todos!

Cantos:

 

CD XIII; XIV – CF 2010

 

LEITURAS DA SEMANA: 22 a 28 de fevereiro de 2010

l2ª: 1Pd 5, 1-4; Sl 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R/. 1); Mt 16, 13-19
l3ª: Is 55, 10-11; Sl 33 (34), 4-5. 6-7. 16-17. 18-19 (R/. 18b); Mt 6, 7-15 

l4a: Jn 3, 1-10; Sl 50 (51), 3-4. 12-13. 18-19 (R/. 19 b); Lc 11, 29-32

l5a: Est 4, 17n.r.aa-bb.gg-hh; Sl 137 (138), 1-2a. 2bc-3.7c-8 (R/. 3a); Mt 7,7-12

l6a: Ez 18, 21-28; Sl 129 (130), 1-2. 3-4ab. 4c-6. 7-8 (R/. 3); Mt 5, 20-26

lSáb: Dt 26, 16-19; Sl 118 (119), 1-2. 4-5. 7-8 (R/. 1b); Mt 5, 43-48

l2o DOM. DA QUARESMA.Gn 15, 5-12.17-18; Sl 26 (27), 1.7-8. 9abc.13-14 (R/. 1a); Fl 3, 17 – 4, 1 ou (mais breve) Fl 3, 20 – 4, 1; Lc 9,28b-36 (Transfiguração)

 Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_01domingo.htm


Quarta-feira de cinzas

janeiro 20, 2010

SÃO PAULO 17 DE FEVEREIRO DE 2010 ANO 34 Nº 17 C

 

Quarta-feira de cinzas

 

“Economia e Vida”

Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”

(Mt 6,24)

 

 

Anim. Irmãos e irmãs, bem-vindos para a celebração do início da Quaresma, que se constitui de quarenta dias de penitência, marcados pela oração, pelo jejum e pela esmola,  em preparação para a Páscoa, que é o centro da vida cristã. Também se realiza hoje a abertura da Campanha da Fraternidade de 2010, que, assumindo o tema “Economia e vida”, quer, com o seu lema, alertar-nos para a exortação de Jesus: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24). A mensagem desta campanha ecumênica deve ecoar, a partir de nossas Igrejas, no coração da sociedade e do mundo, mostrando não somente às pessoas individualmente, mas também aos que controlam as estruturas sociais, que a economia que promove a vida não é aquela que serve ao dinheiro, mas sim a Deus.

 

 

1. ABERTURA - (CD CF 2010 – Fx 1)

Jesus Cristo anunciava por primeiro * um novo reino de justiça e seus valores: (Mt 4,17) * /:Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro * E muito menos agradar a dois senhores.:/ (Mt 6,24)

1. Voz de um profeta contra o ídolo e a cobiça: * “Endireitai hoje os caminhos do Senhor!” (Mt 3,3) * Produzi frutos de partilha e de justiça! (Lc 3,8.11) * Chegou o reino: Convertei-vos ao amor! (Mt 6,24)

2. Não é a riqueza, nem o lucro sem medida * que geram paz e laços de fraternidade; (Lc 16,19-31) * mas todo o gesto de partilha em nossa vida (Mc 12,42-44) * que faz a fé se transformar em caridade. (Gl 5,6)

3. No evangelho encontrareis a luz divina, * não no supérfluo, na ganância ou na ambição. * Ide e vivei a boa nova que ilumina
(Mt 7,21) * e a palavra da fraterna comunhão. (Mt 18,20)

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

Omite-se o Ato Penitencial.

3. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. A oração, o jejum e a esmola são meios eficazes de conversão e reconciliação neste tempo favorável da  Quaresma.

4. PRIMEIRA LEITURA ( Jl 2, 12-18 )

Leitura do Livro do Profeta Joel.

12“Agora, diz o Senhor,

voltai para mim com todo o vosso coração,

com jejuns, lágrimas e gemidos;

13rasgai o coração, e não as vestes;

e voltai para o Senhor, vosso Deus;

ele é benigno e compassivo,

paciente e cheio de misericórdia,

inclinado a perdoar o castigo”.

14Quem sabe,

se ele se volta para vós e vos perdoa,

e deixa atrás de si a bênção,

oblação e libação

para o Senhor, vosso Deus?

15Tocai trombeta em Sião,

prescrevei o jejum sagrado,

convocai a assembléia;

16congregai o povo,

realizai cerimônias de culto,

reuni anciãos,

ajuntai crianças e lactentes;

deixe o esposo seu aposento,

e a esposa, seu leito.

17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar,

os ministros sagrados do Senhor, e digam:

“Perdoa, Senhor, a teu povo,

e não deixes que esta tua herança sofra infâmia

e que as nações a dominem”.

Por que se haveria de dizer entre os povos:

“Onde está o Deus deles?”

18 Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra

e perdoou ao seu povo.

- Palavra do Senhor

T. Graças a Deus.

5. SALMO RESPONSORIAL Sl 50(51) (CD Liturgia XIII, Fx 2)

Piedade, ó Senhor, tende piedade, * pois pecamos contra vós!

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * Na imensidão de vosso amor, purificai-me! * Do meu pecado, todo inteiro, me lavai * e apagai completamente a minha culpa.

2. Eu reconheço toda a minha iniqüidade, * o meu pecado está sempre à minha frente, * foi contra vós, só contra vós que eu pequei * e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

3. Criai em mim um coração que seja puro, * dai-me de novo um espírito decidido. * Ó Senhor, não me afasteis de vossa face * nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

4. Dai-me de novo a alegria de ser salvo * e confirmai-me com espírito generoso! * Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar * e minha boca anunciará vosso louvor!

6. SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,20-6,2)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos,

2somos embaixadores de Cristo,

e é Deus mesmo que exorta através de nós.

Em nome de Cristo, nós vos suplicamos:

deixai-vos reconciliar com Deus.

2Aquele que não cometeu nenhum pecado,

Deus o fez pecado por nós,

para que nele nós nos tornemos justiça de Deus.

1Como colaboradores de Cristo,

nós vos exortamos

a não receberdes em vão a graça de Deus,

2pois ele diz:

“No momento favorável, eu te ouvi

e no dia da salvação, eu te socorri”.

É agora o momento favorável,

é agora o dia da salvação.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

7. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(CD XIV Fx. 12)

Honra, glória, poder e louvor, * a Jesus, nosso Deus e Senhor!

O homem não vive somente de pão, * mas de toda palavra da boca de Deus!

8. EVANGELHO (Mt 6,1-6.16-18)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

disse Jesus aos seus discípulos:

1“Ficai atentos

para não praticar a vossa justiça na frente dos homens,

só para serdes vistos por eles.

Caso contrário, não recebereis a recompensa

do vosso Pai que está nos céus.

2Por isso, quando deres esmola,

não toques a trombeta diante de ti,

como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas,

para serem elogiados pelos homens.

Em verdade vos digo:

eles já receberam a sua recompensa.

3Ao contrário, quando deres esmola,

que a tua mão esquerda não saiba

o que faz a tua mão direita,

4de modo que a tua esmola fique oculta.

E o teu Pai, que vê o que está oculto,

te dará a recompensa.

5Quando orardes,

não sejais como os hipócritas,

que gostam de rezar em pé,

nas sinagogas e nas esquinas das praças,

para serem vistos pelos homens.

Em verdade vos digo:

eles já receberam a sua recompensa.

6Ao contrário, quando tu orares,

entra no teu quarto, fecha a porta,

e reza ao teu Pai que está oculto.

E o teu Pai, que vê o que está escondido,

te dará a recompensa.

16Quando jejuardes,

não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas.

Eles desfiguram o rosto,

para que os homens vejam que estão jejuando.

Em verdade vos digo:

eles já receberam a sua recompensa.

17Tu, porém, quando jejuares,

perfuma a cabeça e lava o rosto,

18para que os homens não vejam

que tu estás jejuando,

mas somente teu Pai, que está oculto.

E o teu Pai, que vê o que está escondido,

te dará a recompensa”.

- Palavra da Salvação

T. Glória a vós, Senhor.

 

9. Bênção e distribuição das cinzas.

P. Caros irmãos e irmãs, roguemos instantemente a Deus Pai que abençoe com a riqueza da sua graça estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças em sinal de penitência.

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que não quereis a morte do pecador, mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar V estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado. Que vive e reina para sempre.

T. Amém.

(Aspersão sobre as Cinzas com água benta e imposição das Cinzas).

P. Convertei-vos e crede no Evangelho.

10. Distribuição das Cinzas

(CD XIII, fx 4)

1. Pecador, agora é tempo de pesar e de temor * /: Serve a Deus despreza o mundo, já não sejas pecador!:/

2. Neste tempo sacrossanto o pecado faz horror: * /: Contemplando a cruz de Cristo, já não sejas pecador!:/

3. Vais pecando, vais pecando, vais de horror em mais horror: * /:Filho, acorda dessa morte, já não sejas pecador!:/

4. Passam meses, passam anos, sem que busques teu Senhor: * /:Como um dia para o outro, assim morre o pecador!:/

5. Pecador arrependido, pobrezinho pecador, * /:Vem, abraça-te, contrito, com teu Pai, teu Criador!:/

6. Compaixão, misericórdia vos pedimos, Redentor: * /:Pela Virgem, Mãe das Dores, perdoai-nos, Deus de amor!:/

CD XIV (fx4) HL 2 p.155

1. João Batista clamou no deserto: * “preparai ao Senhor uma estrada, * eis que o reino de Deus está perto, * escuta, geração transviada!”

Mudai de vida, mudai, * convertei-vos de coração! * Fazei a vontade do Pai, * amai, servi aos irmãos, * fazei a vontade do Pai, * lutai por um mundo de irmãos; * fazei a vontade do Pai * o chão é de todos e o pão!

2. Jesus Cristo, o Filho de Deus, * batizado por João no Jordão, * inaugura o reino do Pai, * co’ este santo e solene pregão:

3. Escutai, ó Igreja de Deus; * eis, o tempo da graça chegou, * é o Senhor da justiça que passa, * sua Páscoa entre nós começou.

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, com o coração contrito. roguemos confiantes na bondade do Pai

T. Ajudai-nos a servir somente a vós, nosso Deus.

1. Pai Santo, fortalecei a Igreja, que hoje inicia o tempo sagrado da Quaresma.

2. Abençoai todas as Igrejas que abrem hoje a Campanha Ecu­mênica da Fraternidade.

3. Abri a inteligência dos nossos governantes para a busca de uma economia solidária. 

4. Fazei-nos artífices de uma economia da vida, para nos contrapormos à cultura da morte.   

5. Renovai as forças dos que lutam pela justiça e resistem à corrupção do mal.

6. Reacendei em nós as chamas do amor e as relações fraternais.

7. Iluminai os nossos leigos e leigas, que se propõem, por meio do seu primeiro Congresso, ser luz e sal no mundo.

(Outras intenções da Comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

Liturgia XIV, (fx 13)

Todo povo sofredor * o seu pranto esquecerá * /: Pois o que plantou na dor * na alegria colherá! (bis)

1. Retornar do cativeiro, * fez-se sonho verdadeiro, * sonho de libertação. * Ao voltarem os exilados, * Deus trazendo os deportados, * libertados pra Sião!

2. Nós ficamos tão felizes, * nossa boca foi sorrisos, * nossos lábios, só canções! * Nós vibramos de alegria: * “O Senhor fez maravilhas”, * publicaram as nações!

3. Ó Senhor, Deus poderoso, * não esqueçais o vosso povo * a sofrer na escravidão. * Livrai-nos do cativeiro, * qual chuvada de janeiro * alagando o sertão.

4. Semeando na agonia, * espalhando cada dia * a semente do amanhã, * a colheita é uma alegria, * muito canto e euforia: * É fartura, é Canaã.

13. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

P. Oferecendo-vos este sacrifício no começo da Quaresma, nós vos suplicamos ó Deus, a graça de dominar nossos maus desejos pelas obras de penitência e caridade, para que, purificados de nossas faltas, celebremos com fervor a paixão do vosso Filho, que vive e reina para sempre.

T. Amém.

14. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

Pref MR, p. 416)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e a abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

15. PAI NOSSO

P. Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor Jesus nos ensinou:

T. Pai nosso, …

16. CANTO DE COMUNHÃO

 CD XIII (Fx 6)

Reconciliai-vos com Deus * em nome de Cristo rogamos, * que não recebais em vão * sua graça, seu perdão; * eis o tempo favorável, * o dia da salvação!

1a.Quem tem sede, venha à fonte, * quem tem fome, venha à mesa, * vinho, trigo, leite e mel * comereis, manjar do céu!

b. Vinde, vinde, e se me ouvirdes, * vida nova vivereis, * aliança nós faremos, * minha promessas cumprirei!

2a. Um sinal de vós farei, * das nações sereis o Guia, * chamareis os que estão longe * e virão todos um dia.

b. Ao Senhor vinde e buscai, * pois se deixa encontrar, * ao Senhor vinde, invocai, * pois tão perto Ele está!

3a. O mau, deixe sua maldade, * pecador, deixe seus planos, * ao Senhor volte e verá * o perdão de seus enganos.

b. Meu pensar não é o vosso, * vosso agir não é o meu, * tão distantes um do outro, * quanto a terra está do céu!

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, fazei que sejamos ajudados pelo sacramento que acabamos de receber, para que o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.

Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.

Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu Reino.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

(MR p. 521 Quaresma)

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

20. CANTO FINAL (CO 161, HL2, 132)

Dizei aos cativos: “Saí!” * Aos que ‘stão nas trevas: * “vinde à luz!”*Caminhemos para as fontes,*é o Senhor quem nos conduz!

1 Foi no tempo favorável * que eu te ouvi, te escutei, * no dia da salvação * socorri-te e ajudei. * E assim te guardarei, * te farei Mediador * d’Aliança com o povo, * serás seu Libertador!

2 Não terão mais fome e sede, * nem o sol os queimará, *o Senhor se compadece, *qual pastor os guiará. * Pelos montes, pelos vales * passarão minhas estradas, * e virão de toda parte * e encontrarão pousada.

Cantos:

(CD XIII, XIV, CF 2010)

 

LEITURAS DA SEMANA: 18 a 21 de fevereiro de 2010

l5ª- : Dt 30, 15-20; Sl 1,1-2.3.4 e 6 (R/. cf. Sl 39, 5a); Lc 9, 22-25

l6ª-: Is 58, 1-9ª; Sl 50(51), 3-4.5-6a.18-19 (R/. 19b); Mt 9, 14-15

lSáb-: Is 58, 9b-14; Sl 85(86), 1-2.3-4.5-6 (R/. 11a); Lc 5,27-32

l 1º DOM. DA QUARESMA. Dt 26, 4-10; Sl 90 (91), 1-2. 10-11. 12-13. 14-15 (R/. cf. 15b); Rm 10, 8-13; Lc 4, 1-13

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_00_cinzas.htm


6º Domingo do Tempo Comum

janeiro 20, 2010

SÃO PAULO 14 DE FEVEREIRO DE 2010 ANO 34 Nº 16 C

 

6º Domingo do Tempo Comum

 

Anim. Irmãos e irmãs, bem vindos a esta celebração do banquete pascal. Alimentados pela Palavra e pela Eucaristia, seremos fortalecidos para seguir o caminho das bem-aventuranças e solidificar a nossa fé, depositando a confiança somente em Deus. Com este apelo,  nos preparamos para, na próxima quarta-feira, iniciarmos o tempo sagrada da Quaresma, com a celebração das cinzas e a abertura da Campanha da Fraternidade. Iniciemos, cantando.

 

1. ABERTURA Sl30(31) (HL3, p. 121) (Lit. VI Fx.8)

Sê a rocha que me abriga, casa forte que me salva; para a honra do teu nome, és o guia que me ampara.

1. Ponho em Deus minha esperança, * que eu não seja envergonhado. * Já que és justo, me defende; * sei que vou ser libertado. * Vem ouvir a minha voz, * eu estou angustiado!

2. Sê pra mim uma rocha firme, * sê pra mim seguro abrigo, * sê pra mim uma fortaleza. * Me orienta e eu vou contigo. * Eu te entrego o meu espírito * desde agora, eu te bendigo.

3. Confiando em tua face, * vamos vencer os intrigantes. * Recebidos em tua tenda, * proteção teremos constante. * Sê bendito meu Senhor, * sê bendito a todo instante.

4. Eu dizia na aflição: * “Deus não quer saber de mim”. * Vejo agora que me ouviu, * quando eu reclamava assim. * Santos todos amem, louvem * o Senhor até o fim!

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. ATO PENITENCIAL

P. De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores.

(Silêncio)

P. Tende compaixão de nós, Senhor.

T. Porque somos pecadores.

P. Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.

T. E dai-nos a vossa compaixão.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

Kyrie

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

 

4. GLÓRIA

P. Glória a Deus nas alturas,

T. e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

5. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. O caminho das bem-aventuranças é constituído pela confiança absoluta em Deus e pelo amor concreto ao próximo. Ouçamos com atenção:

6. PRIMEIRA LEITURA (Jr 17, 5-8)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

5Isto diz o Senhor:

“Maldito o homem que confia no homem

e faz consistir sua força na carne humana,

enquanto o seu coração se afasta do Senhor;

6como os cardos no deserto,

ele não vê chegar a floração,

prefere vegetar na secura do ermo,

em região salobra e desabitada.

7Bendito o homem que confia no Senhor,

cuja esperança é o Senhor;

8é como a árvore

plantada junto às águas,

que estende as raízes em busca de umidade,

por isso não teme a chegada do calor:

sua folhagem mantém-se verde,

não sofre míngua em tempo de seca

e nunca deixa de dar frutos”.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

7. SALMO RESPONSORIAL Sl 1

(HL3, p. 170/171 Lit XI Fx 9)

É feliz quem a Deus se confia. (bis)

1. Feliz aquele homem que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.

2. Eis que ele é semelhante a uma árvore que, à beira da torrente, está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, mas bem outra é a sorte dos perversos.

3. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento; por isso, os ímpios não resistem no juízo nem os perversos, na assembléia dos fiéis. Pois, Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 15,12.16-20)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos:

12Se se prega que Cristo ressuscitou dos mortos,

como podem alguns dizer entre vós

que não há ressurreição dos mortos?

16Pois, se os mortos não ressuscitam,

então Cristo também não ressuscitou.

17E se Cristo não ressuscitou,

a vossa fé não tem nenhum valor

e ainda estais nos vossos pecados.

18Então, também os que morreram em Cristo pereceram.

19Se é para esta vida

que pusemos a nossa esperança em Cristo,

nós somos – de todos os homens –

os mais dignos de compaixão.

20Mas, na realidade, Cristo ressuscitou dos mortos

como primícias dos que morreram.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (HL3, p. 232) Lit XI Fx 8)

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia. Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Alegrem-se e saltem vocês de alegria, porque têm um prêmio bem grande nos céus, Alegrem-se e saltem vocês de alegria, Amém. Aleluia, Aleluia.

10. EVANGELHO (Lc 6,17.20-26)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

17Jesus desceu da montanha com os discípulos

e parou num lugar plano.

Ali estavam muitos dos seus discípulos

e grande multidão de gente

de toda a Judéia e de Jerusalém,

do litoral de Tiro e Sidônia.

20E, levantando os olhos para os seus discípulos, disse:

21“Bem-aventurados vós, os pobres,

porque vosso é o Reino de Deus!

Bem-aventurados, vós que agora tendes fome,

porque sereis saciados!

Bem-aventurados vós, que agora chorais,

porque havereis de rir!

22Bem-aventurados sereis,

quando os homens vos odiarem,

vos expulsarem, vos insultarem

e amaldiçoarem o vosso nome,

por causa do Filho do Homem!

23Alegrai-vos, nesse dia, e exultai,

pois será grande a vossa recompensa no céu;

porque era assim

que os antepassados deles tratavam os profetas.

24Mas, ai de vós, ricos,

porque já tendes vossa consolação!

25Ai de vós, que agora tendes fartura,

porque passareis fome!

26Ai de vós, que agora rides,

porque tereis luto e lágrimas!

Ai de vós quando todos vos elogiam!

Era assim que os antepassados deles

tratavam os falsos profetas.

-Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

11. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso,

T. Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

12. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, elevemos a Deus as nossas preces cheios de confiança e amor filial, suplicando:

T. Sede, Senhor, nossa única esperança.

1. Iluminai a Santa Igreja em sua missão de anunciar e testemunhar as bem-aventuranças.

2. Ajudai-nos a cultivar a fé, depositando em vós toda a nossa confiança.

3. Cumulai os governantes do temor divino e do senso da justiça.

4. Pela força da vossa Palavra, confortai os que mais sofrem.

5. Atraí os descrentes para o consolo da fé. 

6 Com a serenidade do vosso amor, convertei os que praticam violência.

(Outras intenções da Comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(Lit VI Fx9)

A vós, Senhor, apresentamos estes dons: * o pão e o vinho, aleluia!

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus por * tudo aquilo que ele fez em meu favor?

2. Elevo o cálice da minha salvação, *invocando o nome santo do Senhor.

3. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor * na presença de seu povo reunido.

4. Por isso oferto um sacrifício de louvor, * invocando o nome santo do Senhor.

14. ORAÇÃO sobre as oferendas

P. Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para nosso bem e de toda santa Igreja.

P. Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove, e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

 Pref. MR, 432

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso. Vós criastes o universo e dispusestes os dias e as estações. Formastes o homem e a mulher à vossa imagem, e a eles submetestes toda a criação. Libertastes os fiéis do pecado e lhes destes o poder de vos louvar, por Cristo, Senhor nosso. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, proclamamos vossa bondade, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.

T. Santificai e reuni o vosso povo!

CC. Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo e V o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

CC. Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, os vossos Apóstolos e Mártires, São Paulo, Patrono da nossa Arqui­diocese, N. e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

T. Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C. E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa Bento, o nosso bispo Odilo, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.

T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

3C. Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

C4. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso.

T. A todos saciai com vossa glória!

P. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

16. PAI NOSSO

P. Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

T. Amém.

P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T. O amor de Cristo nos uniu.

P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

17.CANTO DE COMUNHÃO Sl 33(34)

(CD Lit. XI Fx. 10)

Felizes os pobres, felizes os mansos, * quem busca a justiça, com sede e com fome! * Feliz quem quer paz, feliz quem é puro, * feliz quem padece, Senhor, por teu nome!

1. Vamos juntos dar glória ao Senhor e a seu nome fazer louvação. Procurei o Senhor, me atendeu, me livrou de uma grande aflição.

2. Olhem todos pra Ele e se alegrem, todo tempo sua boca sorria! Este pobre gritou e Ele ouviu, fiquei livre de minha agonia.

3. Acampou na batalha seu anjo, defendendo seu povo e o livrando. Provem todos, pra ver como é bom o Senhor que nos vai abrigando.

4. Santos todos, adorem o Senhor, aos que o amam, nenhum mal assalta. Quem é rico, empobrece e tem fome, mas, a quem busca a Deus, nada falta.

5. Ó meus filhos, escutem o que eu digo pra aprender o temor do Senhor. Qual o homem que ama sua vida, pra viver os seus dias com amor?

18. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

19. ORAÇÃO Ao Nosso Patrono

T. Ó São Paulo, /Patrono de nossa Arquidiocese, /discípulo e missionário de Jesus Cristo:/ ensina-nos a acolher a Palavra de Deus / e abre nossos olhos à verdade do Evangelho./ Conduze-nos ao encontro com Jesus, / contagia-nos com a fé que te animou/ e infunde em nós coragem e ardor missionário, / para testemunharmos a todos / que Deus habita esta Cidade imensa /e tem amor pelo seu povo! /Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, / ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém

 

20. BÊNÇÃO E DESPEDIDA (MR 526)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Que Deus todo-poderoso vos livre sempre de toda adversidade e derrame sobre vós as suas bênçãos.

T. Amém.

P. Torne os vossos corações atentos à sua Palavra, a fim de que transbordeis de alegria divina.

T. Amém.

P. Assim, abraçando o bem e a justiça, possais correr sempre pelo caminho dos mandamentos divinos e tornar-vos co-herdeiros dos santos.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai V e Filho e Espírito Santo.

T. Amém.

P. A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

T. Graças a Deus.

21. CANTO FINAL (HL 3, p. 370 – CO 1383)

Se eu não tiver amor, eu nada sou, Senhor! Se eu não tiver amor, eu nada sou, Senhor!

1. O amor é compassivo, o amor é serviçal, o amor não tem inveja, o amor não busca o mal.

2. O amor nunca se irrita, não é nunca descortês, o amor não é egoísta, o amor nunca é dobrez.

3. O amor desculpa tudo, o amor é caridade, não se alegra na injustiça, é feliz, só na verdade.

4. O amor suporta tudo, o amor em tudo crê, o amor guarda a esperança, o amor sempre é fiel.

5. Nossa fé, nossa esperança, junto a Deus, terminará, mas o amor será eterno, o amor não passará.

Cantos: CD Lit. VI e XI  e Cantos e Orações (CO)

LEITURAS DA SEMANA: 15 a 17 de fevereiro de 2010

l2ª-: Tg 1,1-11;Sl 118(119), 67.68.71.72.75.76 (R/. 77a); Mc 8,11-13

l3ª-: Tg 1,12-18; Sl 93(94),12-13a.14-15.18-19 (R/. 12a); Mc 8, 14-21

lQUARTA- DE CINZAS: Jl 2, 12-18; Sl 50 (51), 3-4. 5-6a. 12-13. 14 e 17 (R/. cf. 3a); 2Cor 5, 20 – 6, 2; Mt 6, 1-6.16-18

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_TC06.htm


5º Domingo do Tempo Comum

janeiro 19, 2010

SÃO PAULO 7 DE FEVEREIRO DE 2010 ANO 34 Nº 15 C

 

5º Domingo do Tempo Comum

 

Anim. Irmãos e irmãs, bem-vindos para celebrar a Eucaristia, na certeza de sermos mais profundamente imbuídos do espírito da missão que recebemos em nossa iniciação cristã. Mergulhando nas águas profundas do encontro com Deus na Eucaristia, recebemos a força para mergulharmos na profundidade da evangelização e atuarmos mais eficazmente nas tarefas de humanização da nossa cultura. Cantando, iniciemos nossa celebração.

 

 

1. ABERTURA HL3,p.120 Lt. XI Fx.1

Vão entrando e de joelhos, ao Senhor nós adoremos, pois é ele o nosso Criador, nosso Deus e somos dele.

1. Venham todos, com alegria, aclamar nosso Senhor, caminhando ao seu encontro, proclamando seu louvor. Ele é o rei dos reis e dos deuses o maior.

2. Tudo é dele: abismos montes mar e terra ele formou. De joelhos adoremos este Deus que nos criou, pois nós somos seu rebanho e ele é nosso pastor.

3. Ninguém feche o coração, escutemos sua voz. Não sejamos tão ingratos, tal e qual nossos avós. Mereçamos o que ele tem guardado para nós.

4. Glória ao Pai que nos acolhe e a seu Filho Salvador. Igualmente demos glória ao Espírito de amor. Hoje e sempre, eternamente, cantaremos seu louvor.

2. SAUDAÇÃO INICIAL

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. ATO PENITENCIAL

P. O Senhor Jesus, que nos convida à mesa da Palavra e da Eucaristia, nos chama à conversão. Reconheçamos ser pecadores e invoquemos com confiança a misericórdia do Pai.

(Pausa)

P. Confessemos os nossos pecados:

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

Kyrie

P. Senhor, Tende piedade de nós!

T. Senhor, Tende piedade de nós!

P. Cristo, Tende piedade de nós!

T. Cristo, Tende piedade de nós!

P. Senhor, Tende piedade de nós!

T. Senhor, Tende piedade de nós!

4. GLÓRIA

P. Glória a Deus nas alturas,

T. e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

5. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Velai, ó Deus, sobre a vossa família, com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. A vocação dos Apóstolos os levou para as águas profundas da evangelização. Ouçamos com atenção:

6. PRIMEIRA LEITURA(Is 6,1-2a.3-8)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

1No ano da morte do Ozias,

vi o Senhor sentado num trono de grande altura;

o seu manto estendia-se pelo templo.

2Havia serafins de pé a seu lado;

cada um tinha seis asas.

3Eles exclamavam uns para os outros:

“Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos;

toda a terra está repleta de sua glória”.

4Ao clamor dessas vozes,

começaram a tremer as portas em seus gonzos

e o templo encheu-se de fumaça.

5Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido!

Sou apenas um homem de lábios impuros,

mas eu vi com meus olhos o rei,

o Senhor dos exércitos”.

6Nisto, um dos serafins voou para mim,

tendo na mão uma brasa,

que retirara do altar com uma tenaz,

7e tocou minha boca, dizendo:

“Assim que isto tocou teus lábios,

desapareceu tua culpa,

e teu pecado está perdoado”.

8Ouvi a voz do Senhor que dizia:

“Quem enviarei? Quem irá por nós?”

Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

7. SALMO RESPONSORIAL 137(138)

(HL3, p. 168,169) (Lit. XI Fx6)

Vou cantar-vos, ante os anjos, ó Senhor, e ante o vosso templo vou prostrar-me.

1. Ó Senhor, de coração eu vos dou graças, porque ouvistes as palavras dos meus lábios. Perante os vossos anjos vou cantar-vos e ante o vosso templo vou prostrar-me.

2. Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que prometestes; naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o vigor da minha alma.

3. Os reis de toda a terra hão de louvar-vos, quando ouvirem, ó Senhor, vossa promessa. Hão de cantar vossos caminhos e dirão: “como a glória do Senhor é grandiosa.”

4. Com a vossa mão direita me salvais, completai em mim a obra começada. Eu vos peço: não deixeis inacabada esta obra que fizeram vossas mãos.

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 15,3-8.11) – Mais breve

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos:

3O que vos transmiti, em primeiro lugar,

foi aquilo que eu mesmo tinha recebido, a saber:

que Cristo morreu por nossos pecados,

segundo as Escrituras;

4que foi sepultado;

que, ao terceiro dia, ressuscitou,

segundo as Escrituras;

5e que apareceu a Cefas e, depois, aos Doze.

6Mais tarde,

apareceu a mais de quinhentos irmãos, de uma vez.

Destes, a maioria ainda vive e alguns já morreram.

7Depois, apareceu a Tiago

e, depois, apareceu aos apóstolos todos juntos.

8Por último, apareceu também a mim, como a um abortivo.

11É isso, em resumo, o que eu e eles temos pregado

e é isso o que crestes.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(HL3, p. 232) (Lit XI Fx 8)

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia. Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia.

Eu os escolhi, foi do meio do mundo, pra que vocês dêem um fruto que dure. Eu os escolhi, foi do meio do mundo, Amém. Aleluia. Aleluia.

10. EVANGELHO (Lc 5,1-11)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo:

1Jesus estava na margem do lago de Genesaré,

e a multidão apertava-se ao seu redor

para ouvir a palavra de Deus.

2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago.

Os pescadores haviam desembarcado

e lavavam as redes.

3Subindo numa das barcas, que era de Simão,

pediu que se afastasse um pouco da margem.

Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.

4Quando acabou de falar, disse a Simão:

“Avança para águas mais profundas,

e lançai vossas redes para a pesca”.

5Simão respondeu:

“Mestre, nós trabalhamos a noite inteira

e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”.

6Assim fizeram,

e apanharam tamanha quantidade de peixes

que as redes se rompiam.

7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca,

para que viessem ajudá-los.

Eles vieram, e encheram as duas barcas,

a ponto de quase afundarem.

8Ao ver aquilo,

Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo:

“Senhor, afasta-te de mim,

porque sou um pecador!”

9É que o espanto se apoderara de Simão

e de todos os seus companheiros,

por causa da pesca que acabavam de fazer.

10Tiago e João, filhos de Zebedeu,

que eram sócios de Simão, também ficaram espantados.

Jesus, porém, disse a Simão:

“Não tenhas medo!

De hoje em diante tu serás pescador de homens”.

11Então levaram as barcas para a margem,

deixaram tudo e seguiram a Jesus.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

11. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso,

T. Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

12. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, elevemos ao Pai nossas preces, para que nos conceda a força de avançarmos rumo às águas profundas da evangelização, e rezemos juntos:

T. Fazei-nos, Senhor, pescadores para o vosso Reino!

1. Conduzi vossa Igreja para as águas profundas da evangelização.

2. Iluminai o Santo Padre, o Papa Bento XVI, em sua missão apostólica universal.

3. Fortalecei os Bispos, padres e religiosos(as) em seu trabalho de pescadores para Cristo. 

4. Concedei aos leigos e leigas a força de serem sal e luz nas realidades do mundo.

5. Amparai os que mais sofrem e ajudai-nos a ser solidários com eles.

6. Fazei que nossos governantes promovam o ser humano à dignidade que lhe destes na Criação. 

7. Ajudai-nos a construir um novo modo de economia social.

(Outras intenções da Comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(Lit VI Fx 4)

De mãos estendidas, ofertamos, * o que de graça recebemos. (bis)

1. A natureza tão bela, * que é louvor, que é serviço. * O sol que ilumina as trevas, * transformando-as em luz. * O dia que nos traz o pão, * e a noite que nos dá repouso. * Ofertemos ao Senhor, * o louvor da criação.

2. Nossa vida toda inteira * ofertamos ao Senhor, * como prova de amizade, * como prova de amor. * Com o vinho e com o pão, * ofertemos ao Senhor * nossa vida toda inteira, * o louvor da criação.

14. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para nosso bem e de toda santa Igreja.

P. Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA V

( MR, p. 495)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. É justo e nos faz todos ser mais santos louvar a vós, ó Pai, no mundo inteiro, de dia e de noite, agradecendo com Cristo, vosso Filho, nosso irmão. É ele o sacerdote verdadeiro que sempre se oferece por nós todos, mandando que se faça a mesma coisa que fez naquela ceia derradeira. Por isso, aqui estamos bem unidos, louvando e agradecendo com alegria, juntando nossa voz à voz dos anjos e à voz dos santos todos, pra cantar (dizer):

T. Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

CP. Senhor, vós que sempre quisestes ficar muito perto de nós, vivendo conosco no Cristo, falando conosco por ele,

CC. mandai vosso Espírito Santo a fim de que as nossas ofertas se mudem no Corpo V e no Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo.

T. Mandai vosso Espírito Santo!

CC. Na noite em que ia ser entregue, ceando com seus apóstolos, Jesus, tendo o pão em suas mãos, olhou para o céu e deu graças, partiu o pão e o entregou a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, no fim da ceia, tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o entregou a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

P. Tudo isto é mistério da fé!

T. Toda vez que se come deste Pão, toda vez que se bebe deste Vinho, se recorda a paixão de Jesus Cristo e se fica esperando sua volta.

CC. Recordamos, ó Pai, neste momento, a paixão de Jesus, nosso Senhor, sua ressurreição e ascensão; nós queremos a vós oferecer este Pão que alimenta e que dá vida, este Vinho que nos salva e dá coragem.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

CC. E quando recebermos Pão e Vinho, o Corpo e Sangue dele oferecidos, o Espírito nos una num só corpo, pra sermos um só povo em seu amor.

T. O Espírito nos una num só corpo!

1C. Protegei vossa Igreja que caminha nas estradas do mundo rumo ao céu, cada dia renovando a esperança de chegar junto a vós, na vossa paz.

T. Caminhamos na estrada de Jesus!

2C. Dai ao Santo Padre, o Papa Bento, ser bem firme na Fé, na Caridade, e a Odilo, que é Bispo desta Igreja, muita luz pra guiar o seu rebanho.

T. Caminhamos na estrada de Jesus!

3C. Esperamos entrar na vida eterna com a Virgem, Mãe de Deus e da Igreja, os apóstolos e todos os santos que na vida souberam amar Cristo e seus irmãos.

T. Esperamos entrar na vida eterna!

4C. A todos que chamastes pra outra vida na vossa amizade, e aos marcados com o sinal da fé, abrindo vossos braços, acolhei-os. Que vivam para sempre bem felizes no reino que pra todos preparastes.

T. A todos dai a luz que não se apaga!

CP. E a nós, que agora estamos reunidos e somos povo santo e pecador, dai força para construirmos juntos o vosso reino que também é nosso.

CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

 

16. PAI NOSSO

P. Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

T. Pai nosso …

P. Livrai-nos de todos os males…

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

P. Senhor Jesus Cristo, …

T. Amém.

P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T. O amor de Cristo nos uniu.

P. Irmãos e irmãs, ..

T. Cordeiro de Deus …

P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

17. CANTO DE COMUNHÃO

(Cânt. de Zacarias Lit. XI fx. 3)

Muito embora cansados, Senhor, * e de tanto esta noite, lutar, * sairemos, à tua Palavra, * pelo mundo afora, a pescar!

1. Bendito o Deus de Israel, * que a seu povo visitou * E deu-nos libertação, * enviando um Salvador, * da casa do rei Davi, * seu ungido servidor.

2. Cumpriu-se a voz dos profetas, * desde os tempos mais antigos, * quis libertar o seu povo * do poder dos inimigos, * lembrando-se da aliança * de Abraão e dos antigos.

3. Fez a seu povo a promessa * de viver na liberdade, * sem medos e sem pavores * dos que agem com maldade * E sempre a ele servir, * na justiça e santidade.

4. É ele o Sol Oriente * que nos veio visitar. * Da morte, da escuridão, * vem a todos libertar. * A nós, seu povo reunido, * para a voz faz caminhar.

18. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

19. ORAÇÃO Ao Nosso Patrono

T. Ó São Paulo, /Patrono de nossa Arquidiocese, /discípulo e missionário de Jesus Cristo:/ ensina-nos a acolher a Palavra de Deus / e abre nossos olhos à verdade do Evangelho./ Conduze-nos ao encontro com Jesus, / contagia-nos com a fé que te animou/ e infunde em nós coragem e ardor missionário, / para testemunharmos a todos / que Deus habita esta Cidade imensa /e tem amor pelo seu povo! /Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, / ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém

20. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Por conta de quem preside

21. CANTO FINAL (CO 360)

1. Quando o Espírito de Deus soprou o mundo inteiro se iluminou, a esperança na terra brotou e um povo novo deu-se as mãos e caminhou.

Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao Criador. Justiça e paz hão de reinar. E viva o amor.

2. Quando Jesus a terra visitou a Boa Nova da justiça anunciou, o cego viu, o surdo escutou, e os oprimidos das correntes libertou.

3. Nosso poder está na união, o mundo novo vem de Deus e dos irmãos. Vamos lutando contra a divisão e preparando a festa da libertação.

DIA MUNDIAL DO DOENTE

A Igreja Católica comemora, no dia 11 de fevereiro, festa de Nossa Senhora de Lourdes, o Dia Mundial do Doente, instituído pelo Papa João Paulo II. Foi celebrado pela primeira vez em 1993 e continua até hoje.

O Dia tem por finalidade “sensibilizar o povo de Deus e as instituições de saúde católicas e a sociedade civil para a necessidade de melhorar a assistência aos doentes”.

A doença e a morte afligem a consciência humana. Todos fazem tudo contra a doença e fazem tudo para recuperar a saúde. Infelizmente, nem todos conseguem a assistência que precisam. E nem todos – profissionais da saúde, políticos e a comunidade cristã – dão a devida atenção à saúde e aos doentes.

O Dia Mundial do Doente tem por finalidade denunciar, em nome de Cristo, este descuido e incentivar a comunidade cristã a por em prática o exemplo do Messias, que percorria cidades e aldeias, “pregando o Evangelho e curando toda e qualquer doença ou enfermidade do povo” (Mt 4,23). E deixou a seus discípulos a missão de “em toda a cidade em que entrardes, curai os doentes que nela houver” (Lc 10, 9).

No próximo sábado, dia 13, a Pastoral da Saúde do Estado de São Paulo fará uma peregrinação ao Santuário da Aparecida, com Missa às 9,30h, para pedir a Nossa Senhora que ajude a Igreja de São Paulo a intensificar seus cuidados com a saúde e com os doentes.

Informe-se em sua paróquia e participe.

P. Júlio Munaro MI.

 

 

Cantos: CD Lit. VI e XI – Paulus; Cantos e Orações (CO) -Vozes HL (Hinário Litúrgico)

LEITURAS DA SEMANA: 8 a 14 de fevereiro de 2010

l2ª: 1Rs 8,1-7.9-13; Sl 131 (132), 6-7.8-10 (R/. 8a); Mc 6,53-56

l3ª:1Rs 8,22-23.27-30; Sl 83 (84), 3. 4. 5 e 10. 11 (R/. 2); Mc 7,1-13

l4ª: 1Rs 10, 1-10; Sl 36(37), 5-6.30-31.39-40 (R/. 30a); Mc 7,14-23

l5ª:1Rs 11,4-13;Sl 105(106), 3-4.35-36.37 e 40 (R/. 4); Mc 7,24-30

l6ª: 1Rs 11,29-32; 12,19;Sl 80(81), 10-11ab.12-13.14-15 (R/. cf. 11a.9a); Mc 7,31-37

lSáb:1Rs 12,26-32;13,33-34;Sl 105(106),6-7a.19-20.21-22 (R/. 4a);Mc 8,1-10

l6º DTC Jr 17, 5-8; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R/. Sl 39, 5a); 1Cor 15, 12.16-20; Lc 6, 17.20-26.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_TC05.htm


4º Domingo do Tempo Comum

janeiro 19, 2010

SÃO PAULO 31 DE JANEIRO DE 2010 ANO 34 Nº 14 C

4º Domingo do Tempo Comum

 

Anim. Irmãos e irmãs, bem-vindos para celebrar a Eucaristia. Hoje Jesus se revelou na Sinagoga de Nazaré como Messias, que quer dizer Cristo, e definiu sua missão de salvação como libertação integral do ser humano. Essa libertação supõe que contemplemos a Deus de todo o coração, para amarmos todas as pessoas com verdadeira caridade, como diz a primeira oração da Missa. Por isso Jesus Cristo é o Profeta por excelência e nos convida a sermos seus discípulos e missionários. Cantando, iniciemos nossa celebração.

1. ABERTURA Sl 94 (95) (HL 3 p. 120) (Lit. VI Fx1)

Ó Senhor, salva os teus filhos e reúne os espalhados, para que te celebremos, nós em ti glorificados.

1. Venham todos, com alegria, aclamar nosso Senhor, caminhando ao seu encontro, proclamando seu louvor. Ele é o rei dos reis e dos deuses o maior.

2. Tudo é dele: abismos, montes, mar e terra ele formou. De joelhos adoremos este Deus que nos criou, pois nós somos seu rebanho e ele é nosso pastor.

3. Ninguém feche o coração, escutemos sua voz. Não sejamos tão ingratos, tal e qual nossos avós. Mereçamos o que ele tem guardado para nós.

4. Glória ao Pai, que nos acolhe e a seu Filho Salvador. Igualmente demos glória ao Espírito de amor. Hoje e sempre, eternamente, cantaremos seu louvor.

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. ATO PENITENCIAL

P. De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para que tenha piedade de nós, pecadores.

(silêncio)

P. Senhor, que sois a plenitude da verdade e da graça, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, que vos tornastes pobre para nos enriquecer, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, que viestes para fazer de nós o vosso povo santo, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

4. GLÓRIA

P. Glória a Deus nas alturas,

T. e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

5. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. A vocação profética e a plenitude do amor se encontram em Jesus, o Filho de Deus. Ouçamos com atenção:

6. PRIMEIRA LEITURA (Jr 1,4-5.17-19)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

Nos dias de Josias, rei de Judá,

4foi-me dirigida a palavra do Senhor, dizendo:

5“Antes de formar-te no ventre materno, eu te conheci;

antes de saíres do seio de tua mãe,

eu te consagrei e te fiz profeta das nações.

17Vamos, põe a roupa e o cinto,

levanta-te e comunica-lhes

tudo que eu te mandar dizer:

não tenhas medo,

senão, eu te farei tremer na presença deles.

18Com efeito, eu te transformarei hoje

numa cidade fortificada,

numa coluna de ferro,

num muro de bronze

contra todo o mundo,

frente aos reis de Judá e seus príncipes,

aos sacerdotes e ao povo da terra;

19eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão,

porque eu estou contigo

para defender-te”, diz o Senhor.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

7. SALMO RESPONSORIAL Sl 70( 71)

(HL 3 p. 168/169) Lit XI fx.6

Minha boca anunciará todos os dias vossas graças incontáveis, ó Senhor.

1. Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

2. Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó Deus, das mãos do ímpio.

3. Porque sois justo, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio, desde a minha juventude. Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.

4. Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Cantarei vossos portentos, ó Senhor, lembrarei vossa justiça, sem igual.

8. SEGUNDA LEITURA  (longa)

(1Cor 12, 31-13,13)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos:

31Aspirai aos dons mais elevados.

Eu vou ainda mostrar-vos um caminho

incomparavelmente superior.

1Se eu falasse todas as línguas,

as dos homens e as dos anjos,

mas não tivesse caridade,

eu seria como um bronze que soa

ou um címbalo que retine.

2Se eu tivesse o dom da profecia,

se conhecesse todos os mistérios e toda a ciência,

se tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas,

mas se não tivesse caridade,

eu não seria nada.

3Se eu gastasse todos os meus bens

para sustento dos pobres,

se entregasse o meu corpo às chamas,

mas não tivesse caridade,

isso de nada me serviria.

4A caridade é paciente, é benigna;

não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece;

5não faz nada de inconveniente, não é interesseira,

não se encoleriza, não guarda rancor;

6não se alegra com a iniqüidade,

mas se regozija com a verdade.

7Suporta tudo, crê tudo,

espera tudo, desculpa tudo.

8A caridade não acabará nunca.

As profecias desaparecerão,

as línguas cessarão,

a ciência desaparecerá.

9Com efeito, o nosso conhecimento é limitado

e a nossa profecia é imperfeita.

10Mas, quando vier o que é perfeito,

desaparecerá o que é imperfeito.

11Quando eu era criança, falava como criança,

pensava como criança, raciocinava como criança.

Quando me tornei adulto,

rejeitei o que era próprio de criança.

12Agora nós vemos num espelho, confusamente,

mas, então, veremos face a face.

Agora, conheço apenas de modo imperfeito,

mas, então, conhecerei como sou conhecido.

13Atualmente permanecem estas três coisas:

fé, esperança, caridade.

Mas a maior delas é a caridade.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(HL3 p. 231) (Lit. XI Fx7)

Aleluia, aleluia. Aleluia, aleluia. (2x)

Foi o Senhor, quem me mandou Boas notícias proclamar; ao pobre, a quem está no cativeiro, libertação eu vou proclamar!

10. EVANGELHO (Lc 4,21-30)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo,

estando Jesus na sinagoga disse:

21“Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura

que acabastes de ouvir”.

22Todos davam testemunho a seu respeito,

admirados com as palavras cheias de encanto

que saíam da sua boca.

E diziam: “Não é este o filho de José?”

23Jesus, porém, disse:

“Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio:

Médico, cura-te a ti mesmo.

Faze também aqui, em tua terra,

tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”.

24E acrescentou:

“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta

é bem recebido em sua pátria.

25De fato, eu vos digo:

no tempo do profeta Elias,

quando não choveu durante três anos e seis meses

e houve grande fome em toda a região,

havia muitas viúvas em Israel.

26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias,

senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.

27E no tempo do profeta Eliseu,

havia muitos leprosos em Israel.

Contudo, nenhum deles foi curado,

mas sim Naamã, o sírio”.

28Quando ouviram estas palavras de Jesus,

todos na sinagoga ficaram furiosos.

29Levantaram-se e o expulsaram da cidade.

Levaram-no até ao alto do monte

sobre o qual a cidade estava construída,

com a intenção de lançá-lo no precipício.

30Jesus, porém, passando pelo meio deles,

continuou o seu caminho.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

11. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, / T. Criador do céu e da terra; de todas as coisas visíveis e invisíveis. / Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, / Filho Unigênito de Deus, / nascido do Pai antes de todos os séculos: / Deus de Deus, / luz da luz, / Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, / gerado, não criado, / consubstancial ao Pai. / Por Ele todas as coisas foram feitas. / E por nós, homens, e para nossa salvação, / desceu dos céus: /e se encarnou pelo Espírito Santo, / no seio da virgem Maria, / e se fez homem. /Também por nós foi crucificado / sob Pôncio Pilatos; / padeceu e foi sepultado. / Ressuscitou ao terceiro dia, / conforme as Escrituras, / e subiu aos céus, / onde está sentado à direita do Pai. / E de novo há de vir, em sua glória, / para julgar os vivos e os mortos; / e o seu reino não terá fim. / Creio no Espírito Santo, / Senhor que dá a vida, / e procede do Pai e do Filho; / e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: / ele que falou pelos profetas. / Creio na Igreja, /una, santa, católica e apostólica. / Professo um só batismo / para remissão dos pecados. / E espero a ressurreição dos mortos / e a vida do mundo que há de vir. Amém.

12. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, confiando na misericórdia divina, elevemos a Deus Pai as nossas súplicas, rezando juntos:

T. Fortalecei-nos, Senhor, no caminho profético do amor. 

1. Ó Pai, revigorai a vossa Igreja em sua missão de anunciar o Evangelho de Cristo.

2. Ajudai-nos a praticar a justiça na verdade do amor.

3. Fazei que nossas pastorais assumam a missão que Jesus proclamou em Nazaré.

4. Iluminai nossos governantes em sua tarefa de amparar os desvalidos.

5. Abençoai os nossos leigos e leigas em sua missão de ser sal e luz do mundo. 

(outras intenções da comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(Lit VI Fx 4)

De mãos estendidas, ofertamos, * o que de graça recebemos. (bis)

1. A natureza tão bela, * que é louvor, que é serviço. * O sol que ilumina as trevas, * transformando-as em luz. * O dia que nos traz o pão, * e a noite que nos dá repouso. * Ofertemos ao Senhor, * o louvor da criação.

2. Nossa vida toda inteira * ofertamos ao Senhor, * como prova de amizade, * como prova de amor. * Com o vinho e com o pão, * ofertemos ao Senhor * nossa vida toda inteira, * o louvor da criação.

14. ORAÇÃO Sobre as oferendas

P. Orai, irmãos e irmãs, para que levando ao altar as alegrias e fadigas de cada dia, nos disponhamos a oferecer um sacrifício aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para a glória do seu nome, para nosso bem e de toda santa Igreja.

P. Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

 Pref. MR, 430

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso.  Nós reconhecemos ser digno da vossa imensa glória vir em socorro dos mortais com a vossa divindade. E servir-vos de nossa condição mortal, para nos libertar da morte e abrir-nos o caminho da salvação, por Cristo Senhor nosso. Por ele, os anjos celebram vossa grandeza, os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos aos vossos louvores, cantando (dizendo) a uma só vez:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.

T. Santificai e reuni o vosso povo!

CC. Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo e V o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

CC. Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, os vossos Apóstolos e Mártires, São Paulo, Patrono da nossa Arquidiocese, N. e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

T. Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C. E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa Bento, o nosso bispo Odilo, com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.

T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

3C. Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

C4. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso.

T. A todos saciai com vossa glória!

P. Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

CP. ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

16. PAI NOSSO

P. Iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer:

T. Pai nosso, que estais nos céus…

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

T. Amém!

P. A paz do Senhor…

T. O amor de Cristo nos uniu.

17. CANTO DE COMUNHÃO

Cânt. Zac Lc. 1,46-55) (Melodia CD XI fx3)

Hoje aqui se cumpriu a Escritura,* as palavras de Deus se cumpriram, * as palavras que o Cristo anunciou, * as palavras que todos ouviram!

1. Bendito o Deus de Israel, * que a seu povo visitou. * E deu-nos libertação, * enviando um Salvador, * da casa do rei Davi, * seu ungido servidor.

2. Cumpriu-se a voz dos profetas, * desde os tempos mais antigos, * quis libertar o seu povo * do poder dos inimigos, * lembrando-se da aliança * de Abraão e dos antigos.

3. Fez a seu povo a promessa * de viver na liberdade, * sem medos e sem pavores * dos que agem com maldade * e sempre a ele servir, * na justiça e santidade.

4. É ele o Sol do Oriente * que nos veio visitar. * da morte, da escuridão, * vem a todos libertar. * A nós, seu povo reunido, * para a voz faz caminhar.

18. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

 T. Amém.

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

Por conta de quem preside.

20. ORAÇÃO AO NOSSO PATRONO

T. Ó São Paulo, /Patrono de nossa Arquidiocese, /discípulo e missionário de Jesus Cristo:/ ensina-nos a acolher a Palavra de Deus / e abre nossos olhos à verdade do Evangelho./ Conduze-nos ao encontro com Jesus, / contagia-nos com a fé que te animou/ e infunde em nós coragem e ardor missionário, / para testemunharmos a todos / que Deus habita esta Cidade imensa /e tem amor pelo seu povo! /Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, / ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém

21. CANTO FINAL (CO 360)

1. Quando o Espírito de Deus soprou o mundo inteiro se iluminou, a esperança na terra brotou e um povo novo deu-se as mãos e caminhou.

Lutar e crer, vencer a dor, louvar ao Criador. Justiça e paz hão de reinar. E viva o amor.

2. Quando Jesus a terra visitou, a Boa Nova da justiça anunciou, o cego viu, o surdo escutou, e os oprimidos das correntes libertou.

Cantos: CD Liturgia VI, XI, Paulus 0 Cantos e Orações, Vozes.

Sábado, dia 13 de fevereiro, a Pastoral da Saúde do Estado de São Paulo fará uma peregrinação ao Santuário da Aparecida, com Missa às 9,30h, para pedir a Nossa Senhora que ajude a Igreja de S.Paulo a in­tensificar seus cuidados com a saúde e com os doentes.

Veja em sua paróquia como participar, e vamos todos juntos viver este momento de oração.

 

 

LEITURAS DA SEMANA: 1º a 7 de fevereiro de 2010

l2ª: 2Sm 15, 13-14.30;16, 5-13A; Sl 3, 2-3. 4-5. 6-7 (R/. 7b); Mc 5, 1-20 

l3ª: Ml 3, 1-4 ou Hb 2, 14-18; Sl 23 (24), 7. 8. 9. 10 (R/. 10b); Lc 2, 22-40

l4º: 2Sm 24,2.9-17; Sl 31(32), 1-2.5.6.7 (R/. cf. 5c); Mc 6,1-6

l5ª: 1Rs 2,1-4.10-12; Cânt.: 1Cr 29,10.11ab.11d-12a.12bcd (R/. 12b); Mc 6, 7-13

l6ª: Eclo 47,2-13 (Gr. 2-11); Sl 17(18), 31.47 e 50.51 (R/. cf. 47b); Mc 6,14-29

lSáb.: 1Rs 3,4-13; Sl 118(119), 9.10.11.12.13.14 (R/. 12b); Mc 6, 30-34

l5º DTC Is 6, 1-2a.3-8; Sl 137 (138), 1-2a. 2bc-3. 4-5. 7c-8 (R/. 1c.2a); 1Cor 15, 1-11

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_TC04.htm


Cuidado para que Deus não se torne a nossa vaidade

dezembro 19, 2009

A igreja precisa descobrir uma forma chegar até o coração do artista. Não pela mesma via, o mesmo jeito que se chega ao coração das pessoas. Você tem um jeito de ser, precisa ser tratado na sua diferença. Pois, se não cuidamos do jeito que somos, nos transformamos em monstros. O romântico corre o risco de ver a vida passar sem viver, perdendo o senso da realidade em ilusões.

Padre Fábio
Foto: Robson Siqueira

A inveja é o grande risco da primeira desintegração do nosso coração de artista, em querer o que não nos pertence. Uma das coisas que me impressiona em Jesus é a sua capacidade de fazer com que os outros tomem posse do que realmente é. Pare de se imaginar e se projetar em realidades que não são concretas em sua vida, pois isso é o mesmo que não viver.

O conceito de pessoa dentro da filosofia e da teologia é estabelecida dentro de dois polos:
1º Ser pessoa é se dispor de si.
2º É se dispor para o outro.

Pois, se você não é dono daquilo que é seu, como você irá oferecer ao outro? Conversão é processo de tomada de posse daquilo que se é. Deus não pode trabalhar a partir do que não sou ou finjo ser, ele não trabalha com fantoches.

Ser pessoa é antes de qualquer coisa a disposição, tendo diante dos limites, qualidades, fazer vale a pena. Não pode haver ser humano realizado, feliz e cristão se não existe a busca naquilo que se é. A sua conversão passará por essa compreensão.

Graças de Deus não é uma realidade que esta acima de nós, mas é um movimento que nos faz refletir naquilo que somos, para que eu descubra quem sou eu.

A nossa natureza artística é naturalmente artificial. Se por um lado somos dotados de profundidade, por outro lado caímos facilmente em artifícios. Muitas vezes porque nossas vidas se ilumina com algumas novidades. A nossa alma é estética, temos uma facilidade muito grande para se encantar pelo estético, não é defeito, é diferença que precisa ser domada.

A nossa instabilidade afetiva é tão concreta que se não nos projetamos para aquilo que somos, nos tornamos prostitutos de luxo.

Corremos atrás de qualquer artificio que passa, dando respostas rápidas. Não sabendo demorar, nos decepcionamos e cavamos dentro de nós uma ausência de disposição de si.

Colocando a vida na mão do outro, deixando que este se decida por você. Assim, você não tem condições para se dispor pelo outro, porque se deixou de dispor de si. É por isso que o compromisso para os artistas são difíceis de ser levados adiante.

Cuidado para que Deus não se torne a nossa vaidade. O destino desta vaidade é você que escolhe, você a domina ou ela te domina. A nossa vaidade se multiplica de várias formas, não invente um personagem.

Descubra onde está o seu maior defeito que você descobrirá onde está a sua santidade.

Uma coisa é saber o que somos, outra coisa é saber o que fazemos com o que somos e o pior é o que deixamos com que outro façam conosco. Não tenho direito de me deixar transformar na imaginação do outro.

Se você assume o compromisso de saber o que Deus fez e faz em sua vida. Você começa a trabalhar na parceria com ele, pois o que Deus fez ainda não está pronto. Ele lhe dá as sementes, o plantio é seu. Deus não vem plantar a sua floresta.

Se você quiser firmar sem medo na verdade antropológica essa é a verdade “da raiz que me fez fruto, eu desfruto a Divina condição”.

O homem é o “tu” de Deus, ele acontece plenamente no coração quando se dispõe a ser o que Deus é. Você é Deus na vida da sua namorada, de seu filho, não é assumir uma divindade a parte, a nossa divindade só acontece na participação, na comunhão naquilo que é.

Se você sai da mira de tudo o que é sagrado, você não sabe mais quem é você. Isso é viver a identificação com Deus. É viver a arte de ser humano e divino ao mesmo tempo, não são realidades que se opõe mas, parceria de realidades que se dão juntas.

Viva uma história de amor com você mesmo e não permita que o outro lhe sequestre. Apaixone- se por você! O amor ao outro só é possível no momento em que nos amamos.

Padre Fábio de Melo
Retirado:http://www.cancaonova.com/cnova/ministerio/temp/inf_txt.php?id=001903