A vocação nasce do encontro

Agosto 19, 2009 por fernandoandre
O chamado é iniciativa de Deus

Por que Saulo (Paulo) perseguia a Igreja? Pergunta que nos interroga, sensibiliza e abre uma grande lacuna. Por que Deus escolheu um perseguidor? Tanta gente boa. Mas vamos conhecer primeiro Saulo para podermos entender o porquê da pergunta. Saulo, natural de Tarso da Cilícia, filho da tribo de Benjamim, a mesma do rei David, era filho de comerciantes ricos, cidadão romano, ligado à seita dos fariseus, aluno do glorioso rabino Gamaliel, zeloso defensor da Torá. Ele era fariseu, filho de fariseu.

 

Israelita orgulhoso, alma de fogo e coração íntegro, ainda jovem, era conhecido apenas por seu nome judeu de Saulo. Impulsionado pelo entusiasmo impetuoso da mocidade; abrasado em ânsias de proselitismo próprio do judeu, julgou que tinha missão religiosa para cumprir: combater o Cristianismo até destruí-lo. Por considerá-lo uma traição ao Judaísmo, perseguia os seguidores de Cristo porque eles tinham abandonado a lei mosaica para seguir um tal de Jesus, sobre o qual um monte de fanáticos cristãos pregavam e diziam ter ressuscitado dos mortos .

 

Ele, como um bom judeu, intelectual e fiel à lei, precisava fazer alguma coisa para acabar com aqueles que estavam destruindo o Judaísmo. Quando Paulo se dirigia pelo caminho a Damasco, seu coração estava cheio de agressividade contra os cristãos, não porque fosse um homem mau, mas por ser fiel às tradições nas quais havia sido formado. Estava cheio de agressividade, pois se sentia ameaçado por esta nova fé que se opunha às suas tradições mais caras nas quais fora ensinado. Era pelo amor de Deus que perseguia os inovadores.

 

Um belo exemplo de experiência de Deus é a do Apóstolo Paulo. O que lhe acontece no caminho de Damasco foi certamente uma experiência de ponta, marcante e indelével. Esse foi um momento muito importante em sua vida. Mas ele esteve certamente também intensamente unido ao Cristo durante todos os anos seguintes de sua vida e não apenas nesse momento particular.

 

Essa experiência era para Paulo, unicamente para ele. Naquele momento Jesus o queria, o Senhor se apossa da vida dele, mas sem lhe tirar a liberdade. Então ele passa a pertencer unicamente a seu Senhor, pelo qual foi convocado. Agora sua vida se resume na obediência ao seu Senhor.

 

Deus foi absolutamente livre no chamado de Paulo, nada foi lhe imposto, sendo ele livre para dar uma resposta responsável a Altíssimo. O Senhor, quando o chamou, pôs em seu coração a capacidade de resposta, não o amarrou, nem o obrigou a nad, mas lhe deu condições de decidir e corresponder ao dom recebido. O Senhor abriu-se a Paulo em uma condição de diálogo, algo pessoal e íntimo.

 

O apóstolo dos gentios passou por uma transformação histórica e interior, tornou-se uma nova criatura porque Deus lhe concedeu o dom da fé e da esperança. Por intermédio de Cristo, ele recebeu de Deus a vida nova.

 

O chamado é uma pura iniciativa de Deus. O Senhor quando vocaciona alguém já tem um projeto para a vida de quem responde o ‘’sim”, não como uma predestinação, mas como uma resposta de amor. Ninguém veio do ocaso, nem para ficar solto no mundo, todos viemos para livremente dar uma resposta ao projeto de Deus único e irrepetível. Dizer “sim” é tornar-se um canal de graça para os outros e para o mundo. Neste sentido nós participamos do plano do Pai.

 

O seguimento a Deus é apenas uma “gratidão” espiritual. Acima de tudo foi Ele quem possibilitou ao homem participar da existência que pertence somente a Ele.

 

Seguir ao Senhor deve ser a expressão máxima da alegria de todo ser humano; deve exalar o perfume de Cristo. Toda vocação deve tornar-se atraente, deve provocar nas pessoas um encontro com Deus, transformar o mundo, os corações.

 

Por isso, uma vez vivendo e experimentando o amor vocacional, o chamado de Deus não deve ser vivido de forma frustrante deixando a vocação tornar-se velha; esta deve ser sempre nova, apresentar a cada dia a novidade do Espírito Santo. Os outros precisam ficar fascinados com o efeito da graça na vida de quem é consagrado ao Senhor. É preciso comunicar a vida para os homens que somente Cristo pode dar.

 

 

Pe. Reinaldo Cazumbá
padrereinaldo@cancaonova.com
Sacerdote na Canção Nova, trabalha no Instituto de Filosofia na Canção Nova e atualmente exerce também a função de diretor espiritual da casa de formação do pré-discipulado.

18/08/2009 – 08h45

Depoimento de um padre

Agosto 18, 2009 por fernandoandre

Minha vida se tornou uma experiência constante de evangelização

A tarde era bela, os raios do sol cobriam a cidade. O coração ansioso, confiante e agradecido. Oito de dezembro de 2005, dia em que me tornei padre, me vem à mente como se fosse hoje. Algumas horas antes da minha ordenação, a experiência foi marcante: procurava uma definição simples e concreta da palavra “padre” e me veio ao coração, como um raio de luz, o verso bíblico que diz: “Cristo passou a sua vida fazendo o bem” (Atos dos Apóstolos 10,38b). A definição que emergia no meu interior naquele momento era: ser padre é alguém que, a exemplo de Cristo, passa a vida fazendo o bem.

 

Vejo, no concreto, que a oportunidade que tenho de fazer o bem é constante: ao saudar as pessoas, ao sorrir e ao olhar em seus olhos. No abraço amigo, ao atendê-las em confissão, nas visitas às famílias; ao estar com os mais pobres, com os enfermos e ao celebrar com devoção a Santa Missa.

 

Percebemos que a partir do momento em que o sacerdote não vive somente para si mesmo, e não retém a sua vida e seu ministério, mas os entrega para Deus, para a Igreja e a cada pessoa encontrada, ele se torna esse benfeitor e promotor da paz e do bem.

 

Andando um pouco pelo território das minhas recordações, lembro-me do saudoso Dom Aloísio Lorscheider, um grande mestre na arte teológica, ensinando-nos de maneira exemplar, em suas aulas de Teologia, que o padre “é o maior benfeitor da humanidade”. Com suas aulas inesquecíveis e sua presença marcante, conseguiu esculpir em nós as marcas do amor aos estudos e à vocação; marcas estas que se tornaram memoráveis, eternas…

 

A nossa Igreja, em seu rico acervo teológico, nos diz que o sacerdote é um sacrifício de um homem, um homem imolado, que se entrega livremente por uma causa: a fascinante causa do Reino de Deus, que é o maior bem que o próprio Deus coloca no coração e nas mãos de cada um de nós.

 

Sou um ser humano mais feliz como padre, por vários motivos, um deles é que Deus me ama e me chama a evangelizar e eu sempre gostei disso, sempre gostei de promover o bem extraordinário da proposta do Reino de Deus e do anúncio do amor entre as pessoas. Desde adolescente eu já evangelizava nas escolas, nos grupos de jovens e nas famílias. E como padre posso evangelizar ainda mais, ou melhor, minha vida se tornou uma experiência constante de evangelização.

 

A evangelização está em mim e ou não me vejo mais sem ela, evangelizar é viver para mim. Eu me recordo agora de uma frase belíssima de Dom Bosco a respeito da evangelização: “Por eles eu rezo, eu estudo, e por eles me santifico”.

 

Os desafios são grandes e as lutas são constantes, por isso, não deixamos de nos motivar pelos versos da canção que persiste em dizer: “Pois sei que para além das nuvens, o sol não deixou de brilhar, só porque a terra escureceu, minha vida está em Deus” ancorando-nos sempre na certeza de que a graça de Deus é maior e nos conquista a cada dia.

 

Outro motivo, é que ser padre me faz ser mais de Deus e mais dos outros, pois a vida do sacerdote é pertença de ambos. Ser mais do Senhor me conduz a ser mais dos outros e vice-versa.

 

É uma grande graça ser feliz na comunidade, estamos juntos, juntos queremos ser concretos no bem, formamos um exército de promotores da solidariedade, da justiça, da paz.

 

Por aqui aprendemos com Dom Alberto que “a vida se torna mais bela quando se torna um dom para os outros”. É nessa certeza, nesse belo desafio que caminhamos e seguimos sem parar, porque, para nós, parar é voltar atrás. Por isso é que navegamos nos versos da canção que nos diz: “não dá mais pra voltar, o barco está em alto-mar”.

 

 

Pe. Geraldo – Com. de Aliança Canção Nova
Padre da Aquidiocese de Palmas-To

17/08/2009 – 08h45

Mensagem do dia

Junho 12, 2009 por fernandoandre

Sexta-Feira, 12 de junho 2009
O amor consegue verdadeiros milagres! Os namorados precisam do amor puro um do outro. Precisam antes, e acima de tudo, ser amigos, grandes amigos, verdadeiros amigos, com tudo aquilo que a amizade comporta. Pena que muitas vezes não seja assim. “Namorar”, “namoro” e “namorados”, vêm de “enamorar”. Este é um verbo interessantíssimo. Veja que a palavra é en+amor+ar. A raiz e o centro é amor. Este amor está precedido da partícula grega “em”, que indica ação de envolver. Portanto, enamorar é envolver o outro em amor. Você entendeu? É um verbo lindo. É uma palavra forte. Enamorar é envolver o outro em amor. Amor puro. Amor desinteressado. Amor verdadeiro. Namorados são aqueles que “se enamoram”, que se envolvem um ao outro neste amor.

Você já percebeu como rapazes e moças mudam radicalmente quando começam um verdadeiro namoro? Há namoros que conseguem verdadeiros milagres de transformação. O que nada nem ninguém tinham conseguido antes, um namoro consegue… e a transformação acontece. Por quê? Porque o amor verdadeiro traz o segredo da transformação: o próprio amor. No namoro verdadeiro um envolve o outro no amor e isso muda, corrige, amadurece, faz crescer, transforma, converte, consegue verdadeiros milagres!

Mas, preste bem atenção: o enamorar não pode ser apenas para o tempo de namoro e noivado. Ele precisa adentrar o casamento. Os casados precisam ser eternos namorados. Mas isso não é só romantismo. Isso precisa ser realidade. No casamento os dois precisam de um contínuo envolver-se no amor. O enamoramento que aconteceu no namoro e no noivado era apenas um ensaio. Era um treinamento. Entrar para o casamento é como entrar para o campo. Acabou o treino e agora começa o jogo. Agora é para valer. Agora é para ganhar ou ganhar! Pena que muitas vezes acontece justamente o contrário.

O casamento é o tempo certo, é o ambiente propício para os dois se envolverem um ao outro no amor. Por que vocês se casaram? Porque no tempo do namoro e noivado vocês dois se envolveram tanto no amor que perceberam que não conseguiriam viver separados. Não podiam mais estar longe um do outro. Não eram mais capazes de ficar separados. Então se uniram em matrimônio. Perceberam que Deus os havia escolhido um para o outro no amor e para o amor. Por isso, no dia em que vocês se casaram começou o verdadeiro namoro de vocês. Um enamoramento que exige continuidade. Garantia de continuidade. A certeza de que dure para sempre. E foi justamente por isso que Deus quis marcar a união de vocês com a graça do sacramento do matrimônio. A garantia da continuidade. A certeza do “para sempre”.

Também os casados precisam do amor puro um do outro. O marido precisa do amor puro da esposa. A esposa precisa do amor puro do seu marido. Amor que inclui relacionamento sexual pleno, mas puro. Veja bem: sexo e pureza não são contraditórios. Ao contrário. Os esposos é que são chamados a viver um amor puro na plenitude do seu relacionamento sexual. O amor puro entre os casados não exclui as relações sexuais. Exclui, sim, a infidelidade, o adultério. Marido e mulher precisam do amor puro um do outro. Precisam de um contínuo enamoramento. E por que isso? Porque Deus é amor e nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, que é amor.
É principalmente no casamento que homens e mulheres realizam a sua imagem e semelhança de Deus e povoam o mundo de filhos. É na família que marido, mulher e filhos se põem num contínuo treinamento de enamorar-se; nela acontece, por excelência, a imagem e a semelhança de Deus amor. É na família que eles, envolvendo-se uns aos outros no amor, atingem a semelhança da Trindade. A família é a imagem do céu. Ela pode e precisa antecipar o céu na terra.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php

Eucaristia no Catecismo

Junho 11, 2009 por fernandoandre

A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja

1407 – A Eucaristia é o coração é o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e de ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício Ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja.

1408 – A celebração da Eucaristia comporta sempre: a proclamação da palavra de Deus, a ação de graças a Deus Pai por todos os seus benefícios, sobretudo pelo dom do seu Filho, a consagração do pão e do vinho e a participação no banquete litúrgico pela recepção do Corpo e do Sangue do Senhor. Estes elementos constituem um só e mesmo ato de culto.

1409 – A Eucaristia é o memorial da páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica.

1410 – É Cristo mesmo, sumo sacerdote eterno da nova aliança, que, agindo pelo ministério dos sacerdotes, oferece o sacrifício eucarístico. E é também o mesmo Cristo, realmente presente sob as espécies do pão e do vinho, que é a oferenda do Sacrifício Eucarístico.

1411 – Só os sacerdotes validamente ordenados podem presidir a Eucaristia e consagrar o pão e o vinho para que se tornem o Corpo e o Sangue do Senhor.

1412 – Os sinais essenciais do Sacramento Eucarístico são o pão de trigo e o vinho de uva, sobre os quais é invocada a bênção do Espírito Santo, e o sacerdote pronúncia as palavras da consagração ditas por Jesus durante a última Ceia: “Isto é o meu Corpo entregue por vós. (…) Este é o cálice do meu Sangue (…)”.

1413 – Por meio da consagração opera-se a transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e no Sangue de Cristo. Sob as espécies consagradas do pão e do vinho, Cristo mesmo, vivo e glorioso, está presente de maneira verdadeira, real e substancial, seu Corpo e Seu Sangue, sua Alma e Divindade (Conc. Trento, DS 1640).

1414 – Enquanto sacrifício, a Eucaristia é oferecida também em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais e temporais.

Eucaristia – os seus frutos

1391 – A comunhão aumenta a nossa união com Cristo. Receber a Eucaristia na comunhão traz como fruto principal a união íntima com Cristo Jesus. Pois o Senhor diz:

“Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,56). “Assim como o Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que de mim se alimenta viverá por mim” (Jo 6,57).

1392 – O que o alimento produz em nossa vida corporal, a comunhão o realiza de maneira admirável em nossa vida espiritual. A comunhão da Carne de Cristo ressuscitado, “vivificado pelo Espírito Santo e vivificante” (PO 5), conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã precisa ser alimentado pela Comunhão Eucarística, pão da nossa peregrinação, até o momento da morte, quando nos será dado como viático.

1393 – A comunhão separa-nos do pecado. O Corpo de Cristo que recebemos na comunhão é “entregue por nós”, e o Sangue que bebemos é “derramado por muitos para remissão dos pecados”. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem purificar-nos ao mesmo tempo dos pecados cometidos e sem preservar-nos dos pecados futuros:

“Toda vez que o recebemos, anunciamos a morte do Senhor” (1Cor 11,26).

“Se anunciamos a morte do Senhor, anunciamos a remissão dos pecados. Se, toda vez que o Sangue é derramado, o é para a remissão dos pecados, devo recebê-lo sempre, para que perdoe sempre os meus pecados. Eu que sempre peco, devo ter sempre um remédio”(S. Ambrósio, Sacr. 4,28 ).

1394 – Como o alimento corporal serve para restaurar a perda das forças, a Eucaristia fortalece a caridade que, na vida diária, tende a arrefecer; e esta caridade vivificada apaga os pecados veniais (Conc. de Trento, DS 2638).

Ao dar-se a nós, Cristo reativa o nosso amor e nos torna capazes de romper as amarras desordenadas com as criaturas e de enraizar-nos nele.

1395 – Pela mesma caridade que acende em nós, a Eucaristia nos preserva dos pecados mortais futuros. Quanto mais participarmos da vida de Cristo e quanto mais progredirmos na sua amizade, tanto mais difícil dele separar-nos pelo pecado mortal.

1396 – Os que recebem a Eucaristia estão unidos mais intimamente a Cristo. Por isso mesmo, Cristo os une a todos os fiéis em um só corpo, a Igreja. A Comunhão renova, fortalece, aprofunda esta incorporação à Igreja, realizada já pelo batismo. No batismo fomos chamados a construir um só corpo (1Cor 12,13).

A Eucaristia realiza este apelo: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o Sangue de Cristo? O pão que partirmos não é comunhão com o Corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desde único pão” (1 Cor 10,16-17).

1397 – A Eucaristia compromete com os pobres. Para receber na verdade o Corpo e o Sangue de Cristo entregues por nós, devemos reconhecer o Cristo nos mais pobres, seus irmãos (Mt 25,40).

“Degustaste o Sangue do Senhor e não reconheces sequer o teu irmão. Desonras esta própria mesa, não julgando digno de compartilhar do teu alimento aquele que foi julgado digno de participar desta mesa. Deus te libertou de todos pecados e te convidou para esta mesa. E tu, nem mesmo assim, não te tornaste mais misericordioso” (S. João Damasceno, Hom. in 1Cor 27,5).

1415 – Quem quer receber a Cristo na comunhão eucarística deve estar em estado de graça. Se alguém tem consciência de ter pecado mortalmente, não deve comungar a Eucaristia sem ter recebido previamente a absolvição no sacramento da penitência.

1416 – A santa Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo aumenta a união do comungante com o Senhor, perdoa-lhe os pecados veniais e o preserva dos pecados graves. Por serem reforçados os laços de caridade entre o comungante e Cristo, a recepção deste sacramento reforça a unidade da Igreja, corpo místico de Cristo.

1417 – A Igreja recomenda vivamente aos fiéis que recebam a Santa Comunhão quando participam da celebração da Eucaristia; impõe-lhes a obrigação de comungar pelo menos uma vez por ano.

1419 – Tendo Cristo passado deste mundo ao Pai, dá-nos na Eucaristia o penhor da glória junto dele: a participação no Santo Sacrifício nos identifica com o seu coração, sustenta as nossas forças ao longo da peregrinação desta vida, faz-nos desejar a vida eterna e nos une já à Igreja do céu, á Santa Virgem Maria e a todos os santos.

Eucaristia – nas Igrejas orientais

1399 – As Igrejas orientais que não estão em comunhão plena com a Igreja católica celebram a Eucaristia com um grande amor.

“Essas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos – principalmente, em virtude da sucessão apostólica, o sacerdócio e a Eucaristia -, que as unem intimamente a nós”. Por isso uma certa comunhão in sacris na Eucaristia é “não somente possível, mas até aconselhável, em circunstâncias favoráveis e com a aprovação da autoridade eclesiástica”.

Eucaristia – não existe nas comunidades protestantes

1400 – As comunidades eclesiais oriundas da Reforma, separadas da Igreja católica, “em razão sobretudo da ausência do Sacramento da Ordem, não conservaram a substância própria e integral do mistério eucarístico”.

É por esse motivo que a intercomunhão eucarística com essas comunidades não é possível para a Igreja católica. Todavia, essas comunidades eclesiais, “quando fazem memória, na Santa ceia, da morte e da ressurreição do Senhor, professam que a vida consiste na comunhão com Cristo e esperam sua volta gloriosa”.

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 fihos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de Aprofundamentos no país e no exterior, já escreveu 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Conheça mais em Blog do Professor Felipe
Site do autor: www.cleofas.com.br

27/01/2003 – 10h00

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=2232

Eucaristia: Sacramentode Cura

Junho 11, 2009 por fernandoandre

Pe. Jonas, fala da Eucaristia, como remédio que salva

Na última ceia, assim disse o Senhor, “a minha carne é VERDADEIRA comida e o meu sangue VERDADEIRA bebida. Aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 55-59).

É o mistério da fé. A pessoa humana de Jesus pode estar onde quer, como a velocidade do pensamento: não há empecilhos, pode passar pelas paredes, pelas pedras… É assim o corpo ressuscitado e glorioso de Jesus, presença viva na Eucaristia.

Jesus quis concretizar a sua presença na hóstia, sob as espécies de pão e vinho, para que compreendêssemos que a Eucaristia que recebemos é o Seu corpo,que vem ser presença, remédio, cura, alimento e força para nós.

Assim, como o alimento nos sustenta e o remédio que tomamos age sobre a nossa doença,a Eucaristia é o próprio Senhor, que vem a nos na forma de alimento e de remédio para atingir a nossa enfermidade, nosso ponto fraco.

“A Eucaristia é o pão de cada dia que se torna como remédio para a fraqueza de cada dia”, diz Santo Agostinho.

Na próxima quinta-feira: “Jesus o pão da vida”.

Fonte:

Livro Eucaristia nosso Tesouro

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Padre Jonas Abib
pejonas@cancaonova.com
Fundador da Comunidade Canção Nova e Presidente da Fundação João Paulo II. É autor de diversos livros, milhares de palestras em áudio e vídeo, viajando o Brasil e o mundo em encontros de evangelização. Acesse: wwww.padrejonas.com

13/09/2001 – 17h00

Retirado: http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=226

Eucaristia: nosso tesouro

Junho 11, 2009 por fernandoandre
Pe. Jonas Abib lança livro sobre Eucaristia. Confira um dos capítulos

Se quisermos ter a vida em nós mesmos, vida plena e a vida eterna, se queremos ressuscitar com Jesus no último dia. Precisamos da Eucaristia: comungar freqüentemente e adorar Jesus no Santíssimo Sacramento, para vencer com Jesus e ressuscitar no último dia.

Participando vivamente do sacrifício da missa, onde Jesus renova para nós o mesmo sacrifício do calvário e comungando Seu corpo e sangue, teremos a vida eterna e a certeza de que Ele nos ressuscitará no último dia.

Em cada missa Jesus nos faz esse convite: “Eis que estou à porta, e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”.

É por isso que nossa participação na celebração eucarística, precisa ser profunda e fervorosa, pois é o próprio Jesus que se dá nessa ceia.

Nesse mesmo trecho do Apocalipse, o Senhor nos diz: “Quanto a mim, repreendo e corrijo todos a quem amo. Sê, pois, fervoroso e arrepende-te!”.

Cremos, que em cada missa, Jesus renova o Seu sacrifício aquele mesmo sacrifício realizado por nós no calvário. Mas, infelizmente, a nossa fé não tem sido traduzida em atos.

A ordem de Deus, através da Palavra, é “se pois, fervoroso e arrepende-te”. Temos sido muito relaxados. Muitas pessoas vão à missa mas não participam, não se colocam inteiramente na celebração, estão somente de corpo presente, vão só por obrigação.

Nossa mentalidade precisa ser mudada! Em cada missa o Senhor quer cear e ter um contato íntimo, conosco. A missa é um banquete íntimo, onde Jesus põe sobre a mesa o Seu próprio corpo e Seu próprio sangue. É mais do que um banquete, é um sacrifício.

“A missa é ao mesmo tempo e inseparavelmente o memorial sacrifical no qual se perpetua o sacrifício da cruz, e o banquete sagrado da comunhão no Corpo e no Sangue do Senhor. Mas a celebração do Sacrifício Eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo que se ofereceu por nós” (Catecismo da Igreja Católica n.1382).

Jesus renova o Seu sacrifício para nós pessoalmente, para nós como família, e para nós como Igreja. Temos o privilégio de receber Jesus na Eucaristia. Precisamos valorizar esse tesouro.

Os primeiros cristãos celebravam a Eucaristia até mesmo nos tempos difíceis de perseguição. Faziam isso de forma clandestina, às escondidas. A Eucaristia era levada também àqueles que não podiam estar na celebração, porque estavam longe e não tinham como chegar, ou estavam na prisão esperando o martírio.

Hoje temos muitos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, que levam Jesus aos hospitais e asilos, para as pessoas que estão impossibilitadas de sair de casa: Jesus quer chegar a todos sem exceção.

São Tarcísio, mártir da Igreja por volta do ano 258, morreu ao tentar levar a Sagrada Comunhão aos cristãos condenados à morte, pela perseguição de Valeriano, imperador de Roma.

Nas prisões, à espera do martírio, eles desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Jesus Eucarístico. Esta forma de ministrar a Eucaristia era chamado viático, isto é, “conforto na viagem para a eternidade”. O difícil era entrar nas cadeias, para levá-lo.

“Na véspera de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II, não sabia como levar o Pão dos Fortes a eles. Foi então, que o acólito Tarcísio, com doze anos de idade, ofereceu-se para essa piedosa tarefa. Não faltaram objeções sobre sua idade, mas Tarcísio se dizia preparado e afirmava que, pela sua pouca idade, passaria desapercebido, como um parente próximo das vítimas. Ele ainda dizia: ‘Antes morrer que entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos’.

13/07/2001 – 06h40

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=122

Jesus Eucarístico

Junho 11, 2009 por fernandoandre

Na ceia, Jesus antecipa a oferta livre da Sua vida

“Jesus expressou de modo supremo a oferta livre de si mesmo na refeição que tomou com os Doze Apóstolos na ‘noite em que foi entregue’ (I Cor 11,23). Na véspera da sua Paixão, quando ainda estava em liberdade, Jesus fez desta Última Ceia com seus apóstolos o memorial da sua oferta voluntária ao Pai. ‘Isto é o meu corpo que é dado por vós’ (Lc 22,19). ‘Isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, que é derramado por muitos para remissão dos pecados’ (Mt 26,28).

A Eucaristia que instituiu naquele momento será o ‘memorial’ (I Cor 11,25) do seu sacrifício. Jesus inclui os apóstolos na sua própria oferta e lhes pede que a perpetuem. Com isso, institui seus apóstolos sacerdotes da Nova Aliança: ‘Por eles, a mim mesmo me santifico, para que sejam santificados na verdade’ (Jo 17,19).

O Cálice da Nova Aliança, que Jesus antecipou na Ceia oferecendo-se a si mesmo, aceita-o em seguida das mãos do Pai na sua agonia no Getsêmani, tornando-se ‘obediente até a morte’ (Fl 2,8). Jesus ora: ‘Meu pai, se for possível, que passe de mim este cálice…’ (Mt 26, 39). Exprime assim, o horror que a morte representa para sua natureza humana. Com efeito, esta, como a nossa, ela é totalmente isenta de pecado, que causa a morte; mas, sobretudo ela é assumida pela pessoa divina do ‘Príncipe da Vida’ (At 3,15), do ‘vivente’ (Ap 1,17). Ao aceitar na sua vontade humana que a vontade do Pai seja feita, aceita sua morte enquanto redentora para ‘carregar em seu próprio corpo nossos pecados sobre o madeiro’ (I Pd 2,24).”

(…)

“A Igreja nasceu primeiramente no dom total de Cristo para a nossa salvação, antecipado na instituição da Eucaristia e realizado na Cruz. ‘O começo e o crescimento da Igreja são significados pelo Sangue e pela água que saíram do lado aberto de Jesus crucificado’. ‘Pois do lado de Cristo dormindo na Cruz, nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja’. Da mesma forma que Eva foi formada do lado de Adão adormecido, assim a Igreja nasceu do coração transpassado de Cristo morto na Cruz.

Eucaristia

A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã’. ‘Os demais sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à Sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa’.

A comunhão de vida com Deus e a unidade do povo de Deus, pelas quais a Igreja é ela mesma, a Eucaristia as significa e as realiza. Nela está o clímax tanto da ação pela qual, em Cristo, Deus santifica o mundo, como do culto que no Espírito Santo os homens prestam a Cristo e, por ele, ao Pai.

Finalmente, pela Celebração Eucarística já nos unimos à liturgia do Céu e antecipamos a vida eterna, quando Deus será tudo em todos.

Em Sua palavra, a Eucaristia é o resumo e a suma da nossa fé: ‘Nossa maneira de pensar concorda com a Eucaristia, e a Eucaristia, por sua vez, confirma a nossa maneira de pensar’”.

Catecismo da Igreja Católica (610-612.766.1324-1327)

08/04/2004 – 14h55

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=2713

Mensagem do dia

Junho 11, 2009 por fernandoandre

Quinta-Feira, 11 de junho 2009
Adoremos nosso Senhor e Rei! Eu sou muito agradecido a Deus pela graça que Ele me concedeu ainda no meu tempo de menino. Com 12 anos de idade eu já fazia adoração noturna. Eu era aluno das Escolas Profissionais dos padres salesianos no Liceu Coração de Jesus. Todos os meses, nós éramos convidados para dar ao Coração de Jesus o presente de uma noite de adoração diante do Santíssimo Sacramento.

O povo diz que ”É de pequenino que se torce o pepino”, e eu só posso agradecer, porque o Coração de Jesus reservava uma noite inteira, todos os meses, para trabalhar meu coração de menino. Agora sou capaz de entender que muita coisa que vivo e realizo, hoje, foi semeada em mim pelo próprio Jesus naquelas noites de adoração. Não é mérito meu ter começado tão cedo: foi uma imensa graça, que eu não sou capaz de avaliar. O fato de a Canção Nova ser hoje uma “Comunidade de Amor e Adoração” é consequência disso. Com a graça de Deus, a adoração ao Santíssimo Sacramento acontece nas 24 horas do dia nesse Território Eucarístico! Há sempre gente adorando Jesus Cristo na Santíssima Eucaristia. Este é o segredo da Canção Nova: cada um de nós tira um tempo, todos os dias, para estar a sós com o Senhor, de coração a coração com Aquele que nos amou e nos confiou essa missão de evangelizar.

Dom Bosco repetia sempre para os seus jovens, e eu tive a graça de aprender isso nos meus tempos de menino: ”Quereis alguma graça? Visitai Jesus no Santíssimo Sacramento. Quereis muitas graças? Visitai-O muitas vezes. Quereis poucas graças? Visitai-O poucas vezes”. As conclusões práticas para sua vida você já tirou!

Neste mês de junho, mês do Sagrado Coração de Jesus e da Festa de Corpus Christi, celebrada hoje pela Igreja, Jesus está esperando você, de braços abertos, na Santíssima Eucaristia. É Ele que quer dar a você a graça de estar com Ele, de coração a coração, nas horas privilegiadas da sua adoração. Certamente você sabe que o exame científico comprovou que aquela Hóstia transformada em Carne viva – no Milagre Eucarístico de Lanciano – é tecido do miocárdio: portanto, do Coração de Jesus Cristo! Na Santíssima Eucaristia, nas 24 horas, dia após dia, o Coração de Jesus bate forte por você!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/pejonas/pejonas_msg_dia.php

Por detrás da aparência do pão

Junho 11, 2009 por fernandoandre
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Os católicos dizem que não é pão, mas é o Corpo de Cristo

Os católicos dizem que não é mais pão após a consagração, mas é o Corpo de Cristo. Isso é uma loucura ou uma verdade que supera os critérios científicos?

O homem moderno espera da ciência, muitas vezes, um remédio que possa curar sua insegurança diante dos vários emblemas que o rodeiam, como a morte, a origem das coisas, o sentido da existência, o drama do sofrimento e da insatisfação interior, entre outros. Diante de suas múltiplas interrogações o que não é provado passa a ser tido como não verdadeiro.

A afirmação católica: “Não é pão e sim Corpo de Cristo” passa a ser considerada uma loucura. Nos laboratórios o que se verifica são as matérias de trigo e de vinho. Da mesma maneira, para muitos cristãos, essa mesma afirmação se encerra apenas no âmbito simbólico, ou seja, aponta para uma realidade, porém, não a contém em si mesma em sua inteireza. Portanto, como acreditar em um sinal de contradição até mesmo no meio cristão?

Existem realidades que superam as constatações realizadas em laboratórios, por exemplo: alguém já tocou em sua alma? Alguém já provou cientificamente a composição da alma humana? Como poderíamos negar sua existência, pois uma vez que alguém morre o que se vê é apenas um corpo e não mais um “alguém”? Por essa razão dizemos que está morto. Porque aquele corpo não possui mais alma.

Da mesma forma o Corpo de Cristo não é verificável em laboratório, mas sim, no princípio de causa e efeito. Se é Cristo deve por sua vez possuir um efeito. Como o alimento, alimenta, o Corpo de Cristo “cristifica”, ou seja, faz a pessoa se superar, levando-a progressivamente a crescer no amor, a dar sentido a sua existência, a tornar-se mais humana e por sua vez mais divina.

Essa verdade se comprova também por “pesquisa de campo”, pois são milhares de pessoas que no decorrer da história têm testemunhado virtudes heroicas e, ao mesmo tempo, que a causa de sua transformação e a base de sua felicidade se encontram no Deus escondido por detrás do pão consagrado.

Leandro Cesar
leandrocesarcn@gmail.com

10/06/2009 – 08h30

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11482

Renovados pelo Espírito

Junho 11, 2009 por fernandoandre
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Renovados pelo Espírito

Conhece-se uma árvore pelos frutos, e não pela casca

“Vós, porém, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele” (Romanos 8,9).

Se quero ser de Jesus, preciso ser conduzido pelo Espírito de Jesus, que é o Espírito Santo: Aquele que gerou Jesus no seio de Maria e conduziu toda Sua vida e que o mesmo Jesus nos deu na cruz, segundo São João, quando Sangue e Água saem do Seu coração. Aquele que Ele soprou sobre os discípulos no dia da ressurreição, num domingo de manhã, quando o Espírito caiu em Pentecostes, é esse mesmo Espírito que foi derramado.

“Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vós, Ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará vida a vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós” (Romanos 8,11).

Nem quando caímos no pior pecado o Espírito Santo nos abandona. O terrível do pecado é que não foi só na cruz que Jesus se fez pecado por nós. Cada vez que pecamos, levamos o Espírito Santo e Jesus. Uma vez que comungamos, como receptáculos da Trindade, levamos o Espírito Santo, Jesus e o Pai a pecar.

Quem se deixa conduzir pelo Espírito produz os frutos do Espírito. Assim, é muito fácil para as pessoas com quem convivemos perceberem se somos ou não batizados no Espírito Santo. É pelos frutos que vemos se uma pessoa é batizada no Espírito Santo.

Conhece-se uma árvore pelos frutos, e não pela casca. Então, quais frutos que estamos deixando o Espírito Santo produzir na nossa vida? Aqueles que acolhem o Espírito produzem os frutos do acolhimento, enquanto aqueles que resistem ao Espírito produzem os frutos da resistência.

Nosso serviço, nossa vida, realiza-se conforme a renovação do Espírito, e não mais sob a autoridade envelhecida da letra. Renovação não é inovação, não é estar em busca de novidades e nunca estar satisfeito. Renovação é descobrir, a cada dia, esse novo que há em mim, é restaurar. E restaurar é dar novo vigor baseado no modelo original, o de Jesus Cristo e Maria Santíssima.

Para restaurar uma obra de arte é preciso conhecer o artista que realizou o trabalho. Jesus e o único ser entre nós que conhece o coração do Pai. Quando deixamos de lado o pecado e buscamos as coisas do alto (Col 3, 8), ocorre um processo de restauração, à imagem daquele que nos criou. Se quisermos ser felizes, também temos que ser cheios dessa graça.

(Artigo extraído do livro “Renovados pelo Espírito Santo”)

Pe. Leo – SCJ

29/05/2009 – 08h00