Ser mãe: missão para a vida!

maio 9, 2011
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Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível

Os desafios de uma sociedade que passa por mudanças é uma das maiores preocupações trazidas pelas mulheres ao buscarem a maternidade. Inseguranças, desejos, expectativas sobre os filhos, futuro: uma imensidão de pensamentos invade o imaginário das futuras mamães ou daquelas que fazem esse plano. Mas, vamos pensar juntos: será que existe um “modelo ideal de mãe”?

A missão de mãe da mulher inicia-se no momento da concepção, a partir disso, todos os ideais vão sendo construídos. Não existe a mãe ideal, mas sim a mãe possível e disponível; isso, sim, é importante! Muitas vezes, constrói-se o ideal da “mãe perfeita”, da “mãe que não erra”.

Mas o que seria positivo para a criação de um filho? Ter o equilíbrio para cuidar dele, para protegê-lo, para educá-lo, para apoiá-lo, para prover-lhe as necessidades físicas e materiais, mas, especialmente, para prover as necessidades de afeto. Dar o consolo necessário, estar disponível e disposta a olhar, a conversar, ser empática, ou seja, a entender ou a colocar-se no lugar dos filhos e do seu momento de vida são algumas das formas de construir a missão de ser mãe.

É claro que a vida não é estática nem oferece condições que fazem com que tudo esteja bem o tempo todo: para isso, é necessário que saibamos nos observar para não transferirmos as experiências negativas vividas em nossa formação para a formação de nosso filho. Como diz o título de um livro, é importante que cada mãe possa “falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar (do livro: Falar para seu filho ouvir e ouvir para seu filho falar de Adele Faber e Elaine Mazlish). Recusar os sinais que ele dá, não olhar nos olhos dele, desconfiar dele, não dar peso às coisas que ele fala, não o ajuda em nada. É importante que saibamos ensinar, mas que também saibamos confiar e dar autonomia e possibilidade para que nosso filho amadureça com pessoa.

Estar bem emocionalmente faz que que possamos contribuir para o crescimento e o desenvolvimento saudável de nossos filhos do ponto de vista psicológico. Faço aqui uma observação especial para as mães: cuide dos outros, mas também cuide de si. Viver em harmonia com sua dimensão espiritual, afetiva, social, biológica, é essencial para que você possa cuidar bem dos outros e consiga lidar com as alegrias, tristezas, conquistas e dificuldades próprias da vida. Lembre-se de que, em primeiro lugar, você é mulher, e com isso, toda a beleza do ser mulher virá com esses cuidados, que depois se farão extensão ao cuidado com o outro, com seu marido, com os filhos.

Mães aprendem a todo momento: desde o choro do bebê que identifica fome ou dor, aprendem também a ligação íntima e profunda que têm com seus filhos. Aprendem pela experiência do ser mãe e, sendo mães, reformulam, superam e vivem positivamente conflitos passados em sua vida. Há uma ligação tão profunda e poderosa existente entre mães e filhos que esta sobrevive para sempre em algum lugar muito além das palavras e é algo de uma beleza indescritível.

Você, mãe, trocaria essa beleza e o poder dessa ligação materna por alguma coisa?

Ser mãe é ser a todo tempo, a toda hora, sem limites. Os limites de uma mãe sempre serão testados, colocados à prova, mas o dom, o amor e a missão farão sempre com que esta supere tudo aquilo que seja lhe dado como prova, bem como a fará experimentar todas as alegrias que esta missão lhe concede!

Muito obrigada a você, mãe, por este e por todos os dias de sua missão!

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Elaine Ribeiro
psicologia01@cancaonova.com

Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Twitter: @elaineribeirosp
06/05/2011 – 16h40
Retirado:http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=12346


A fidelidade começa no namoro

janeiro 17, 2011
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Nós precisamos fazer uma santa revolução na juventude

O namoro não é um tempo para conhecer o outro por fora, mas por dentro e fazer o outro crescer; se isso não acontece, então este relacionamento está furado. Para dizer “sim” ao outro, você tem que dizer “não” para você. E quando isso acontece, você está fazendo o outro crescer, e isso precisa acontecer no namoro, no noivado e no casamento.

O amor é uma decisão. Quando você sobe ao altar para se casar, você diz que jura ser fiel, na saúde, doença, amar e respeitar todos os dias da sua vida, e não é uma declaração poética, mas um juramento de fidelidade até o último dia da sua vida. O jovem que não é fiel no namoro, então não será no casamento também.

É o amor que constrói, o amor não é egoísta, mas tudo suporta, tudo espera, esse é o amor de Deus, não o amor dos homens, ou das telenovelas. São Paulo compara o amor dos maridos com o amor que Cristo tem pela Sua Igreja.

Um dos problemas que mais afetam os jovens é a falta de fidelidade e a não vivência da castidade. Mais uma outra coisa: Por que muita gente não é capaz de amar? Amar é dar-se, é renúncia. E por que muitos não conseguem se dar? Porque não se possuem. Para dar algo para alguém você precisa ter posse daquilo.

Eu tenho que me possuir, e como é isso? É ter domínio sobre mim mesmo. Um homem que não tem domínio sobre si, que não consegue dominar-se diante de um prato de comida, ou aquele que não pode ver uma mulher e já vai atrás, é porque não tem comando sobre si; alguém assim não tem liberdade.

Deus não nos fez livres para fazer o mal, mas para fazer o bem. Se a liberdade não respeitar dois vínculos, que é a verdade e a responsabilidade, então não é liberdade, é loucura. Se você não consegue respeitar essas duas virtudes, é sinal de que você perdeu a razão. Ninguém é livre para abusar das pessoas. Ser livre é não ser escravo das paixões e do pecado. Livre é aquele que luta contra o pecado. Para ajudar o outro a crescer é preciso ser livre. Quem não é livre é egoísta.

Por que nós recebemos muitas cartas falando sobre o sexo no namoro? Porque para os jovens de hoje é muito difícil viver a castidade. O mundo vive um pansexualismo, no qual tudo respira a sexo. Não se vende mais um carro, roupa, sem colocar a foto de uma mulher nua. O homem é fascinado pelo corpo da mulher, por isso para o jovem é tão dificil viver a castidade. Deus fez a mulher maravilhosa, encantadora, mas existe um lugar para viver o sexo e o sexo é para ser vivido no casamento. A Igreja ensina que o sexo tem duas funções, unitiva e procriativa, mas antes disso é preciso unir as vidas, é preciso colocar uma aliança no dedo e prometer fidelidade todos os dias da vida. Depois de colocar a aliança no dedo aquele homem é da mulher e a mulher é do homem.

Marido e mulher não podem ficar muito tempo sem relação sexual, a Igreja chama isso de “débito conjugal”. O sexo é a liturgia do amor conjugal, é a maior expressão de amor entre o casal. Ali não está se dando apenas um presente, uma rosa, não, é o seu corpo, a sua intimidade que você está dando ao outro. Não há sentido em entregar o seu corpo sem um compromisso conjugal.

E muitos perguntam: Eu amo meu namorado, por que não posso ter vida sexual com ele? Primeiro porque a lei de Deus não quer. E porque Deus não quer é porque Ele não é bom? Não! É porque não é bom, e isso tem um nome: Isso se chama “fornicação”, e é pecado grave. Duas pessoas solteiras que se relacionam sexualmente a Igreja chama de adultério ou fornicação. Como cristão católico, você não pode, porque para nós o que vale é a Palavra de Deus.

Viver a castidade no casamento é não desejar a mulher do outro, não ver filme pornográfico e depois querer fazer o mesmo com a sua esposa. E eu, meus irmãos, continuo lutando, pois eu quero esta medalha de ouro, mas você jovem que consegue viver a castidade, a sua medalha será muito maior que a minha, porque quanto maior for a sua luta, tanto maior será o sabor da sua vitória.

Nós precisamos fazer uma santa revolução na juventude, para que os jovens vivam no namoro a castidade, para que eles se respeitem até o casamento. Porque o sexo antes do casamento estraga muito.

O Papa João Paulo II, em 1997, disse que no Brasil, por causa do sexo livre, há milhares de crianças órfãs de pais vivos. Homens covardes que abusam das meninas. E quem paga a conta é a criança, que muitas vezes é abortada, outras ficam aos cuidados dos avós ou em orfanatos. Quando uma criança é gerada no casamento não acontece isso, ou não é para acontecer de os pais abandonarem os filhos. Quando a Igreja pede que o jovem seja casto, é para ele treinar, exercitar a fidelidade para chegar ao casamento com esta fibra e com a graça de Deus.

Foto Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: “Escola da Fé” e “Trocando Idéias”. Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor:http://www.cleofas.com.br

17/01/2011 – 08h40

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12167


A diferença entre amar e estar apegado

janeiro 4, 2011
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Tomar consciência de quem se é, é um processo de maturidade

Na Carta de São Paulo aos Gálatas, capítulo 4, versículos 1 a 20, é apresentado o princípio fundamental de tudo aquilo que Jesus anunciou no Seu tempo. Para ser de Deus é preciso ser livre, é preciso estar livre de todas as amarras que nos aprisionam. São Paulo percebeu que os gálatas, em vez de caminharem no processo de liberdade, estavam voltando às amarras das idolatrias do passado. Eles tinham a ideia equivocada de que o cumprimento da lei era o mais importante para a salvação, no entanto, o Senhor nos diz que a lei pode nos escravizar. A primeira cura que Jesus proporcionava não era física, mas mental, pois é nossa mentalidade que precisa ser transformada primeiro.

Jesus foi tomando consciência de quem Ele era e é bonito perceber que todas as pessoas que estavam ao redor d’Ele O foram ajudando a reconhecer quem Ele era.

Tomar consciência de quem se é, é um processo de maturidade. A psicologia humana, por exemplo, nos ensinava que uma criança só poderia ir à escola a partir dos 7 anos, pois somente nesse estágio de maturidade cerebral é que ela poderia aprender. Por isso não adianta falarmos com criança do mesmo jeito que falamos com adultos, pois elas não compreendem nossa conversa [como eles].

Muitas vezes, na evangelização, nós precisamos usar desses métodos para que todos compreendam. É como um médico que vai dizer um diagnóstico ao paciente e tem que usar de linguagem simples, pois senão a pessoa não entende. Da mesma forma, nós evangelizadores temos que nos fazer entender para que possamos entrar no universo do outro. Muitas vezes, nós estamos surdos e não compreendemos o que Deus nos fala porque falta abrir nossa mentalidade para Ele.

Há muito tempo, eu vivi um processo de dependência afetiva e aquilo me fazia mal, pois por causa da pessoa de quem eu tinha essa dependência, eu era menos eu. Um padre rezou por mim e disse sentir que havia uma pessoa que fazia muito mal para mim e me pediu que eu apenas rezasse por ela e não ficasse próximo dela. Muitas vezes, nós dizemos que esta ou aquela pessoa precisa de nós e, na verdade, somos nós que precisamos dela.

Ser gente dá trabalho, ser gente significa você estar comprometido com seu processo humano e com o processo de quem está ao seu redor e se você for gente você será um problema a menos na vida dos outros. Quantas vezes na vida uma família vira um inferno porque alguém lá dentro decidiu ser um molambo e não faz esforço nenhum para ser gente, nem aproveita a liberdade. Quantas vezes nós sofremos demais por situações que não são nossas.

Nós não podemos viver uma pobreza espiritual a vida inteira, sem ter alguém com quem contar, porque o outro resolveu ser um molambo.

O processo da imaturidade pode se estender pela vida inteira, quando eu olho para o mundo e me vejo como um coitado, isso não é maturidade, é um infantilismo que não nos leva a nada. A criança, por exemplo, passa por um processo egoístico e se nós não ensinarmos que ela tem de dividir o que tem, ela não aprenderá; se não dermos as regras à medida que ela consegue compreender, estaremos criando um monstro em casa. Se não as ensinarmos como lidar com a vida, a vida será duas vezes pior para elas e para nós também. O casal que educa o filho a partir dos ensinamentos divinos, vai dar ao mundo uma pessoa mais preparada.

Há uma grande diferença entre amar e estar apegado: o amor nos dá aquele sentimento de liberdade, enquanto que o apego nos aprisiona e pensamos que as pessoas devem agir da forma que queremos. O amor é livre! Quando estou apegado a alguém ou a alguma realidade, eu faço do outro meu escravo.
Se eu uso minha presença e minha autoridade para pôr medo no outro, eu não vivo em liberdade. Há momentos em que precisamos reconhecer que não estamos sendo livres; e se não estamos sendo livres não fazemos os outros livres também. Por essa razão, precisamos ter a consciência de que forma escravizamos o outro e de que forma somos escravizados para que possamos caminhar no processo de amadurecimento de nossas vidas.

Eu tenho certeza de que você precisa romper com os apegos, pois apegado ninguém vai a lugar nenhum; para ter liberdade você precisa se livrar dos apegos interiores. Quantos casais vivem essa realidade [apego] e não têm coragem de olhar nos olhos um do outro e acertar os pontos para que sejam livres e vivam bem seu relacionamento. Entregue nas mãos do Senhor todas as situações e coisas que o aprisionam!

Artigo produzido a partir da pregação de Set/2009

Foto Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa “Direção espiritual” na TV Canção Nova.

03/01/2011 – 08h15
Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12150

Na oração conhecemos os planos de Deus

janeiro 4, 2011
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No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si

Ninguém se coloca sob o sol sem se queimar e quem se expõe exageradamente a ele vai sofrer as suas consequências. Com Deus acontece algo semelhante, pois ninguém se coloca na presença d’Ele sem ser beneficiado por Sua presença. As marcas da presença do Todo-poderoso também são irreversíveis. Irreversíveis para a nossa salvação.

Quando nós nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo Ele nos dá liberdade. Nunca Nosso Senhor pensou em trazê-lo para perto d’Ele para tirar algo de você, muito menos para limitar a sua liberdade. Se Ele não quisesse que fôssemos livres, por que Ele nos teria criado livres?

A nossa liberdade ficou comprometida por nossa culpa, porque quem peca se torna escravo do pecado. Pelos nossos pecados e pelos vícios, que entraram em nossa vida, nós ficamos debilitados. Foi para sermos livres que o Pai do céu enviou Jesus. Deus Pai nos deu Cristo para nos libertar daquilo que nos amarrava. Deus nos mostra quais caminhos podemos seguir, mas a liberdade de escolher é nossa. O desejo do Senhor é libertar você de toda angústia, de toda opressão. O desejo d’Ele é vê-lo feliz.

“É para que sejamos homens livres que Cristo nos libertou. Ficai, portanto, firmes e não vos submetais outra vez ao jugo da escravidão” (cf. Gálatas 5,1).

Cristo amou você, morreu em uma cruz por sua causa para que você não seja escravo do pecado. O Ressuscitado nos libertou de todo o mal, de toda a armadilha do inimigo, para que permaneçamos livres. Contudo, ninguém é livre na maldade. Uma vez que o Espírito Santo o visitar não dê brecha para o pecado; Ele desbarata a tentação.

O Espírito Santo nos cura e nos liberta. Ninguém pode saber o que está em seu interior se você não abrir a boca e dizê-lo. Rezar é você ficar nu na presença de Deus. Quando você reza, você está se pondo na presença do Altíssimo. Quando você tira a roupa diante do espelho você vê o que quer e o que não quer. Na hora em que estamos rezando caem as nossas roupas, espiritualmente falando e, do mesmo modo, vemos aquilo que queremos e o que não queremos. Tudo que eu faço de mau volta para mim no momento da oração. As feridas que nós ignoramos, na oração não conseguimos ignorá-las, porque nesse momento Deus no-las revela para nos curar. No momento em que o Senhor me mostra quem eu sou, Ele também mostra quem Ele é.

No momento em que você conhece a Deus, você conhece a si mesmo, por isso rezar não é coisa para qualquer um. Na oração, Deus se revela a mim, mas Ele também me revela a mim mesmo. Se Ele me revela uma coisa que não está boa, é porque é preciso consertá-la.
Você precisa de muito perdão e de muita cura e só Deus pode lhe dar essas graças. Eu e você precisamos, na oração, pedir ao Espírito Santo que nos faça entrar em nosso coração para descobrimos o que está ruim ali dentro. Deus, que passou com você por cada caminho que você percorreu, sabe quando você foi machucado e sabe como curá-lo.

A nossa vida inteira é um processo de cura interior. Enquanto você estiver com os pés aqui nesta terra sua vida será um processo de cura interior. Não existe ninguém que, tendo rezado, Deus não lhe tenha respondido. E se Ele não o faz diretamente Ele o faz por intermédio de uma pessoa ou de um fato.
Nós precisamos aprender a ouvi-Lo na oração, para conhecermos os planos que Ele tem para nossa vida. O Todo-poderoso tem um plano de amor, um plano de realização, um plano de felicidade, Ele projetou um caminho de felicidade para você. Muitas vezes, nós não somos felizes porque esse plano não se cumpre na nossa vida. Se você não abre o seu coração para a oração, você corre o sério risco de morrer sem conhecer o plano que Deus tinha para você.

 

Artigo produzido a partir da pregação de Abr/2010

Foto Márcio Mendes
marciomendes@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, formado em teologia, autor dos livros “Quando só Deus é a resposta” e “Vencendo aflições, alcançando milagres”.

04/01/2011 – 08h37
Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12151

O tesouro que o mundo procura

dezembro 12, 2010
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Ao longo de nossa vida, adquirimos falsos tesouros

A juventude é a fase em que mais sofremos as investidas do inimigo de Deus, enfrentamos as maiores batalhas e temos sentimentos à flor da pele. É uma guerra em que nos machucamos e ficamos, muitas vezes, mutilados. É difícil, porém, não ir para a guerra significa não conhecer o sabor da vitória. Quem não luta, não tem muitos problemas nem dificuldades, mas também não alcança a vitória. É assim que acontece com alguém que está em pecado: como um porco, se lambuza todo e se mistura tanto à lama, que não quer sair mais. E mesmo sendo lavado, o porco retorna à lama.

Quem não luta contra o pecado se torna semelhante a esse animal, acostumado à vida do chiqueiro. Muitas vezes, permanecemos no pecado e nas consequências deste, porque não quisemos lutar. Há uma história sobre um homem e seu baú cheio de tesouros, os quais colecionava e comercializava. Além do baú, possuía tecidos, tapetes, terras, gado, cavalos, casas, enfim, era muito rico. Viajava bastante e sempre comprava algo que não possuía. Assim foi ajuntando tesouros, até que, um dia, numa das viagens, deparou-se com uma pérola negra e encantou-se. Era a única no mundo!

Em nenhum dos lugares pelos quais já havia passado, havia visto aquele tesouro. Quis possuí-la e foi até o dono da pérola. Pelo fato de não haver nada parecido no mundo inteiro, o proprietário tinha todo o direito de pedir o valor que quisesse, e foi o que aconteceu. Ele pediu um preço tão alto, que era quase impossível alguém possuir todo aquele dinheiro. O comerciante achou o preço exorbitante, mas, como um bom negociante, fez o cálculo de todos os seus bens, incluindo a roupa do corpo, e percebeu que teria o dinheiro suficiente para comprá-la. Voltou para casa, juntou tudo, vendeu, comprou a pérola e saiu vestido com o mínimo necessário para não estar nu. Olhava o bem recém-adquirido sem ter para onde ir, pois tinha vendido a casa e tudo o que possuía. Achou então uma árvore e sentou-se à sombra, contemplando o seu tesouro. Ninguém era mais rico do que aquele homem, mas também ninguém era mais pobre do que ele. Nada custava mais do que a sua pérola e ele era feliz. Havia encontrado o que sempre buscara.

Aquele homem acumulou riquezas por toda a vida, achando que nelas seria feliz, até encontrar a pérola. E, quando a encontrou, teve de se desfazer de tudo para comprá-la. Nossa situação é parecida: não temos carneiros, tesouros, contas bancárias “gordas”, cheque especial, muitos não têm carro nem cartão de crédito, mas, ao longo de nossa vida, adquirimos falsos tesouros, como o pecado, por exemplo. Ele nos impossibilitou de buscar o tesouro da felicidade e da paz, que é o próprio Deus. A mesma paz que Ele fez acontecer quando se levantou no barco e mandou o mar ficar calmo. Jesus é essa paz na agitação da vida. A alegria verdadeira e plena.

Muita gente procura esse tesouro em lugares impróprios e não o encontra. Sabemos que Cristo está em todas as pessoas, mas não em todas as situações. Existem situações em que somente o diabo está. E nessas situações é que, ao longo da vida, fomos buscar a felicidade: numa zona de prostituição, na boca de fumo, numa butique gastando além do que podíamos e ficando endividados. Buscamos a felicidade na violência, na loucura, na moda, na novela, na traição, em situações nas quais Deus não está, e acumulamos misérias dentro de nós.

Hoje, alegre-se! Sua busca acabou! Até mesmo o que temos de material, adquirido com muito custo e trabalho, passa a ter mais valor, mais sentido e mais gosto, porque encontramos o grande tesouro, que é o próprio Deus.

 

Do livro: “Sementes de uma nova geração”

Dunga
Comunidade Canção Nova

08/12/2010 – 09h00

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12117


dezembro 12, 2010
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Simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida

Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir Seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA. É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do Advento abrange quatro semanas antes do Natal.

Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.

No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva à oração, e simbolizam as quatro manifestações de Cristo:

1° Encarnação, Jesus Histórico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.

No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos pôr a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.

Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.

Simbolismos estes que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se converteram rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.

O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!

Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.

Oração: Senhor Jesus, celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa, um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos por intermédio do Menino Jesus, que vai nascer em nossa família.

Como você se prepara para celebrar esta grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo? Clique em comentários e diga como você vive este tempo litúrgico? Natal feliz é Natal com Cristo!

Escute este conteúdo:

Visite o PODCAST do padre Luizinho:

Padre Luizinho – Comunidade Canção Nova

http://blog.cancaonova.com/padreluizinho/

07/12/2010 – 08h00
Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12114

O melhor presente é ser presença

dezembro 12, 2010
Não podemos deixar de fazer o amor acontecer

O fim do ano é sempre um tempo de alegria e esperança: alegria por tudo aquilo que conquistamos durante todo este ano de 2010 e esperança para tudo que nos aguarda em 2011. Neste tempo, lembramo-nos de tudo que nos aconteceu e também das pessoas que entraram em nossa vida, nos fizeram felizes, dividiram conosco momentos felizes, algumas, com certeza, se casaram, outras tiveram a alegria de ter um filho (talvez aquele tão esperado há muito tempo), entraram na faculdade, muitas encontraram verdadeiros amigos que as ajudaram a vencer um sofrimento, uma dor, a encontrar a direção perdida pelo caminho e, assim, a vencer diversas dificuldades.

Nas proximidades do Natal e do Ano Novo, surge em nós o desejo de demonstrar nossa gratidão e amor por meio de um gesto concreto, de um presente que seja, ao mesmo tempo, útil para a pessoa que o recebe e que possa ter também um pouco de nós, que expresse nossa relação pessoal, nosso afeto por ela. Como encontrar o melhor presente então?

Hoje, nosso mundo é marcado fortemente pelo consumismo, que progressivamente gera nas pessoas um sentimento profundo de insatisfação com aquilo que se tem, o forte desejo de ter algo diferente, algo novo. Isso influencia até mesmo em nossa vida prática, pois tantos querem uma novidade em suas vidas, sonham com grandes mudanças e, por vezes, sentem-se sozinhos, porque não têm tempo de olhar para os lados e ver as pessoas que eles amam e que convivem com eles. Queremos sempre dividir nossa felicidade com nossos amigos.

Nós construímos uma família, uma amizade com nossa capacidade de entrelaçar nossas vidas, nossos sonhos, etc. É isso que nos faz verdadeiramente mais fortes. Nossa presença fortifica os outros, especialmente os que mais amamos, e a presença deles nos fortifica também. Somos fortes por sermos juntos.

Em um mundo no qual há tanto a se fazer, não podemos deixar de fazer também o amor acontecer, assim como não devemos nos deixar controlar demais pelas obrigações e sonhos simplesmente, mas encontrar espaço para dar o presente de nossa presença.

Na verdade, o melhor presente é ser presença. Não qualquer presença, mas a presença que acrescenta algo melhor à vida dos outros. E como ser presença?

Devemos ser presença na vida daqueles que amamos para que sintam nosso amor. Para uma missão assim grande, talvez necessitemos do ano de 2011 inteiro, por isso comecemos por aqueles que são mais próximos de nós. Nossos familiares, nossos amigos, oferecendo a eles o que temos de melhor para dar, o presente de nossa presença, nosso afeto manifestado em uma boa conversa, lembrando-nos do que Deus tem realizado de bom em nossa vida.

Escolha o presente certo, dê a presença de bom humor, e da alegria que possui muitas expressões visíveis nos detalhes. Conceda a presença que demonstra gratidão.

A quantos precisamos agradecer e ainda não o fizemos? Quantos merecem nossos elogios e por algum motivo ainda não os elogiamos?

Presença que traz paz e harmonia. Como a presença de um pai e uma mãe que, em casa, semeiam a paz, o diálogo, dando aos filhos mais que sonhos, dando-lhes valores. É bonito ver uma família em que os filhos sonham em ser pais, como seus pais o são. Infelizmente, muitos não têm a oportunidade de viver isso.

Volto a dizer que o presente é bem-vindo, é uma demonstração do afeto, mas a presença é o melhor presente, porque é o próprio afeto!

Deus os abençoe!

Padre Xavier
Comunidade Canção Nova

10/12/2010 – 10h00

Retirado:http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12115


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