• SÃO PAULO • 25 DE MARÇO DE 2012 • ANO 36 • LT.3 – Nº 22 • B

fevereiro 21, 2012

5º Domingo da Quaresma

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

5ºDomindo da Quaresma

 

 


• SÃO PAULO • 18 DE MARÇO DE 2012 • ANO 36 • LT.3 – Nº 21 • B

fevereiro 21, 2012

4º Domingo da Quaresma

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

4º Domingo da Quaresma


• SÃO PAULO • 11 DE MARÇO DE 2012 • ANO 36 • LT.3 – Nº 20 • B

fevereiro 21, 2012

3º Domingo da Quaresma

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

3º Domingo da Quaresma 2012


• SÃO PAULO • 4 DE MARÇO DE 2012 • ANO 36 • LT.3 – Nº 19 • B

fevereiro 21, 2012

2º Domingo da Quaresma

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

2º Domingo da Quaresma


• SÃO PAULO • 26 DE FEVEREIRO DE 2012 • ANO 36 • LT.3 – Nº 18 • B

fevereiro 21, 2012

1º Domingo da Quaresma

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

1º Domingo da Quaresma


• SÃO PAULO • 22 DE FEVEREIRO DE 2012 • ANO 36 • Lt. 02 • Nº 17 • B •

fevereiro 21, 2012

4ªFeira de Cinzas

Retirado: http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/?q=povodedeus

4ª Feira de Cinzas

 


• SÃO PAULO • 17 de abril DE 2011 • ANO 35 • Lt. 03 • Nº 26 •A

abril 11, 2011

DOMINGO DE RAMOS

Folheto Duplo

As coletas das Missas de hoje são destinadas à Campanha da Fraternidade

Músicas: Hinário Litúrgico 2

CD – XIII da Paulus

Anim. Irmãos e irmãs, estamos chegando ao coração da Páscoa, o Tríduo Pascal da Sagrada Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Iniciamos a Semana Santa, em que  comemoramos os últimos passos de Jesus para cumprir sua missão neste mundo. Por isso, esta semana constitui um momento forte de oração, solidariedade e compromisso com a vida. Pela sagrada Liturgia, percorremos com Jesus os passos  que consumam sua obra na terra. A bênção e a procissão de Ramos, que agora iniciamos, fazem memória da entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa, imagem da Nova Jerusalém que acolhe o seu Senhor com júbilo. Participemos deste rito solene e, depois, mergulhemos no mistério da Paixão.

COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM

1. Abertura (Fx 14) HL2p.150

Solo: Hosana ao Filho de Davi!

Ass.: Hosana ao Filho de Davi!

1.Bendito o que vem em nome do Senhor!

2. Rei de Israel, hosana nas alturas!

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

P. Meus irmãos e minhas irmãs, durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

3. Bênção dos Ramos

P. Deus eterno e todo-poderoso, abençoai V estes ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por ele à eterna Jerusalém. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

4. EVANGELHO (Mt 21,1-11)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo,

1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém

e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.

Então Jesus enviou dois discípulos,

2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente,

e logo encontrareis uma jumenta amarrada,

e com ela um jumentinho.

Desamarrai-a e trazei-os a mim!

3Se alguém vos disser alguma coisa, direis:

‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”.

4Isso aconteceu para se cumprir

o que foi dito pelo profeta:

5″Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,

manso e montado num jumento,

num jumentinho, num potro de jumenta”.

6Então os discípulos foram

e fizeram como Jesus lhes havia mandado.

7Trouxeram a jumenta e o jumentinho

e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.

8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,

enquanto outros cortavam ramos das árvores,

e os espalhavam pelo caminho.

9As multidões que iam na frente de Jesus

e os que o seguiam, gritavam:

“Hosana ao Filho de Davi!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém

a cidade inteira se agitou, e diziam:

“Quem é este homem?”

E as multidões respondiam:

“Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

5. Procissão

P. Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.

6.Cantos de Procissão

(HL2p.26 CD Lit. XIII Fx 16)

Os filhos dos hebreus, * com ramos de palmeira, * correram ao encontro * de Jesus, nosso Senhor, * /:cantando e gritando: * “Hosana, ó Salvador!”:/

1. O mundo * e tudo que tem nele é de Deus, * a terra e os que aí vivem, todos seus! * Foi Deus * que a terra construiu por sobre os mares, * no fundo do oceano, seus pilares!

2. Quem vai * morar no templo de sua Cidade?… * Quem pensa e vive longe das vaidades! * Pois Deus, * o Salvador o abençoará, * no julgamento o defenderá!

3. Assim, * são todos os que prestam culto a Deus * que adoram o Senhor, Deus dos hebreus! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!

4. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus, forte Senhor da nossa história! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!

5. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus que tudo pode, é o Rei da glória! * Aos Três, * ao Pai, ao Filho e ao Confortador * da Igreja que caminha com louvor!

II Canto (CO 190)

Hosana hey! Hosana há! * Hosana hey! hosana hey! hosana há!

1. Ele é o Santo, é o Filho de Maria, * é o Deus de Israel, é o Filho de Davi!

2. Vamos a ele com as flores dos trigais, * com os ramos de oliveiras, * com alegria e muita paz.

7. Oração

P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Neste dia em que come­moramos  a solene entrada de Jesus na Cidade Santa, ouçamos as leituras que narram como a paixão de Jesus transformou Jerusalém no palco dos eventos que culminaram com a nossa salvação.

8. PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,

para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida;

ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,

para prestar atenção como um discípulo.

5O Senhor abriu-me os ouvidos;

não lhe resisti nem voltei atrás.

6Ofereci as costas para me baterem

e as faces para me arrancarem a barba;

não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,

por isso não me deixei abater o ânimo,

conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus!

9. SALMO RESPONSORIAL Sl 21(22)

(fx 12 H2, p. 62/63 – CD Lit. XIII melodia Fx 12)

Ó meu Deus e Pai, por que me abandonastes, * clamo a vós e não me ouvis?

1. Riem de mim todos aqueles que me vêem, * torcem os lábios e sacodem a cabeça: * ao Senhor se confiou, ele o liberte * e agora o salve, se é verdade que ele o ama!

2. Cães numerosos me rodeiam furiosos * e por um bando de malvados fui cercado. * Transpassaram minhas mãos e os meus pés * e eu posso contar todos os meus ossos.

3. Eles repartem entre si as minhas vestes * e sorteiam entre eles minha túnica. * Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, * ó minha força, vinde logo em meu socorro!

4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos * e no meio da assembléia hei de louvar-vos! * Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, * glorificai-o, des­cen­dentes de Jacó!

10. SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

6Jesus Cristo, existindo em condição divina,

não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

7mas ele esvaziou-se a si mesmo,

assumindo a condição de escravo

e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano,

8humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

e lhe deu o nome que está acima de todo nome.

10Assim, ao nome de Jesus,

todo joelho se dobre no céu,

na terra e abaixo da terra,

11e toda língua proclame:

“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

- Palavra do Senhor.

-Graças a Deus.

11. ACLAMAÇÃO (H2 p. 189 – CD Lit XIII Fx 17)

Salve, ó Cristo obediente! * Salve, amor onipotente, * que se entregou à cruz * e nos recebeu na luz!

1. O Cristo obedeceu até a morte, * humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, * humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, * humilhou-se e obedeceu até a cruz.

2. Por isso o Pai do céu o exaltou, * exaltou-o e lhe deu um grande nome, * exaltou-o e lhe deu poder e glória, * diante dele céus e terra se ajoelhem!

12. EVANGELHO (Mt 26,14-27,66)

L1. Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus.

L1. Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse:

L2: O que me dareis se vos entregar Jesus?

L1: Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram:

T: Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

L1: 18Jesus respondeu:

P: Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe:  O mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos.

L1: 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse:

P: Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.

L1: 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar:

L2: Senhor, será que sou eu?

L1: 23Jesus respondeu:

P: Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!

L1: 25Então Judas, o traidor, perguntou:

L2: Mestre, serei eu?

L1: Jesus lhe respondeu:

P: Tu o dizes.

L1: 26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse:

P: Tomai e comei, isto é o meu corpo.

L1: 27Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo:

P: Bebei dele todos. 28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai.

L1: 30Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos discípulos:

P: Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: “Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão”. 32Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galiléia.

L1: 33Disse Pedro a Jesus:

L2: Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei.

L1: 34Jesus lhe declarou:

P: Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

L1: 35Pedro respondeu:

L2: Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei.

L1: E todos os discípulos disseram a mesma coisa. 36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse:

P: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!

L1: 37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38Então Jesus lhes disse:

P: Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!

L1: 39Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

P: Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres.

L1: 40Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:

P: Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo? 41Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

L1: 42Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:

P: Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!

L1: 43Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono. 44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse:

P: Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando.

L1: 47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. 48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:

L2: Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!

L1: 49Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:

L2: Salve, Mestre!

L1: E beijou-o. 50Jesus lhe disse:

P: Amigo, a que vieste?

L1: Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. 51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. 52Jesus, porém, lhe disse:

P: Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão. 53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? 54Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?

L1: 55E, naquela hora, Jesus disse à multidão:

P: Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes.

L1: 56Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. 57Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da lei e os anciãos. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. 59Ora, os sumos sacerdotes e todo o sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, 61que afirmaram:

T: Este homem declarou: “posso destruir o templo de Deus e construí-lo de novo em três dias”.

L1: 62Então o sumo sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus:

L2: Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?

L1: 63Jesus, porém, continuava calado. E o sumo sacerdote lhe disse:

L2: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.

L1: 64Jesus respondeu:

P: Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.

L1: 65Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse:

L2: Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66Que vos parece?

L1: Responderam:

T: É réu de morte!

L1: 67Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas, 68dizendo:

T: Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?

L1: 69Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse:

L2: Tu também estavas com Jesus, o Galileu!

L1: 70Mas ele negou diante de todos:

L2: Não sei o que tu estás dizendo.

L1: 71E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali:

L2: Este também estava com Jesus, o Nazareno.

L1: 72Pedro negou outra vez, jurando:

L2: Nem conheço esse homem!

L1: 73 Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram:

T: É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia.

L1: 73Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem! E nesse instante o galo cantou. 75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. E saindo dali, chorou amargamente. 27,1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo:

L2: Pequei, entregando à morte um homem inocente.

L1: Eles responderam:

T: O que temos nós com isso? O problema é teu.

L1: 5Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar. 6Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

T: É contra a lei colocá-las no tesouro do templo, porque é preço de sangue.

L1: 7Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros. 8É por isso que aquele campo até hoje é chamado de Campo de Sangue. 9Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: “Eles pegaram as trinta moedas de prata – preço do precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram – 10e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou! 11Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou:

L2: Tu és o rei dos judeus?

L1: Jesus declarou:

P: É como dizes,

L1: 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

L2: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?

L1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

L2: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?

L1: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

L2: Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.

L1: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as mul­tidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

L2: Qual dos dois quereis que eu solte?

L1: Eles gritaram:

T: Barrabás.

L1: 22Pilatos perguntou:

L2: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?

L1: Todos gritaram:

T: Seja crucificado!

L1: 23Pilatos falou:

L2: Mas, que mal ele fez?

L1: Eles, porém, gritaram com mais força:

T: Seja crucificado!

L1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

L2: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!

L1: 25O povo todo respondeu:

T: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.

L1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

T: Salve, rei dos judeus!

L1: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos Judeus”. 38 Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

T: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

L1: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:

T: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.

L1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

P: Eli, Eli, lamá sabactâni?

L1: que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

T: Ele está chamando Elias!

L1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

T: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!

L1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Todos se ajoelham em silêncio.)

L1: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: “Ele era mesmo Filho de Deus!” 55Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. 56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, 60e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. 61Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63e disseram:

T: Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: “Depois de três dias eu ressuscitarei!” 64Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: “Ele ressuscitou dos mortos!” pois essa última impostura seria pior do que a primeira.

L1: 65Pilatos respondeu:

L2: Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

L1: 66Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda. – Palavra da salvação

T. Glória a vós, Senhor.

13. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso,

T. Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

14. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, depois de ouvir o relato da Paixão do Senhor e, tendo assumido em nossa caminhada quaresmal a Campanha da Fraternidade, elevemos nossas preces a Deus Pai, suplicando pela Igreja e pelo mundo:

T. Aumentai, Senhor, nosso cuidado com a vida!

1. Pai Santo, iluminai a Igreja, que realiza sua caminhada quaresmal, buscando renovar a fidelidade a Cristo.

2. Transformai a consciência da nossa nação a respeito da responsabilidade sobre o meio ambiente.

3. Ajudai-nos a aprofundar a reflexão iniciada pela Campanha da Fraternidade, a fim de que possamos lutar por um planeta sustentável e uma vida melhor para todos.

4. Que o mistério que celebramos nesta semana fortaleça nossa fé e nossa união.

5. Com Cristo obediente até a morte, fazei-nos apóstolos do amor e defensores da vida até as últimas consequências.

(Outras preces da comunidade)

P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. Apresentação das Oferendas

(CF – 2011 Fx 8)

/:Volta o teu olhar, Senhor, e dá-nos te perdão. *Bendito seja teu imenso coração!:/

1. Aceita, ó Deus santo, a nossa oração. * Compadecido, olha para nós, Senhor. * Liberta nossas vidas, te suplicamos * E andaremos para sempre em teus caminhos.

2. Acolhe, Deus bondoso, a nossa caminhada, * revivendo o teu amor pra sempre. * Confiantes aguardamos o teu perdão * E do mal seremos nós purificados.

3. Aceita o jejum e a nossa penitência * que revivemos neste tempo quaresmal. * Confirma-nos em teu amor grandioso, * bendito sejas, Senhor Deus do universo!

16. ORAÇÃO Sobre as oferendas

P. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(Prefácio MR, p. 231)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMIS­SÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

18. RITO DA COMUNHÃO

P. Rezemos com amor e confiança a oração que o Senhor nos ensinou:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

T. Amém.

P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T. O amor de Cristo nos uniu.

P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

19. CANTO DE COMUNHÃO Lit Xiii

(Lit. XIII Fx14 – HL2 p.142)

“Eu vim para que todos tenham vida, * que todos tenham vida plenamente”.

1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; * reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: * onde está o teu irmão, eu estou presente nele.

2. “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males”; * hoje és minha presença junto a todo sofredor: * onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”; * reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: * onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.

4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido”. * Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança: * onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo”; * é presença e alimento nesta santa comunhão: * onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.

20. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

21. ORAÇÃO da cf 2011

T. Senhor Deus, / nosso Pai e Criador, / a beleza do universo revela vossa grandeza, / a sabe­doria e o amor com que fizestes as coisas, / e o eterno amor que tendes por todos nós. /  Peca­dores que somos / não respei­tamos a vossa obra, / e o que era para ser garantia de vida /está se tornando ameaça. /A be­le­za está sendo mudada em de­vas­tação, / e a morte mostra a sua presença no nosso planeta. / Que nesta quaresma / nos con­vertamos /  e vejamos que a cria­ção geme em dores de par­to, / para que possa renascer / se­gundo o vosso plano de amor / por meio da nossa mudança de men­talidade e de atitudes. / E, assim, como Maria, / que me­dita­va a vossa Palavra / e a fazia vida, / também nós/ movidos pe­los princípios do Evangelho, / possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, / nos­so Senhor, / o ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo. / Amém.

22. BÊNÇÃO E DESPEDIDA -MR – p. 521

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus o Deus todo-poderoso, Pai, Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

23. CANTO FINAL (CO 156)

1. Tomaste nos ombros a cruz * seguindo o caminho da dor. * Tomamos também nossa cruz * e vamos contigo Senhor.

2. No dia supremo da dor * na hora em que ao Pai entregaste, * as culpas de todos os tempos * nos braços da cruz expiaste.

Por três dias os sinos se calam na liturgia

No dia 16 de dezembro de 2010, quando se encerrava a primeira parte do Advento e se abria a segunda parte, que vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro, a cidade de São Paulo teve a alegria de ouvir de novo o carrilhão composto pelos 61 sinos da Catedral da Sé.

A palavra “sino” vem do latim “signum”, que significa “sinal”. Então o sino das igrejas, geralmente colocado na torre, é sinal de Deus chamando o povo para a salvação. Outro nome dado ao sino, em alguns lugares, é campana.

Atribui-se a São Paulino de Nola, padre da Igreja do século V, que atuava na Campanha, região meridional da Itália, o primeiro emprego dos sinos para o culto litúrgico. Dizem que de São Paulino de Nola  é que vem o nome “nola” para os sinos maiores e campana para os sinos menores. Há quem negue essa explicação e afirme que nola vem da língua céltica noll = soar, e campana, da Campanha, Itália, onde se fundia o melhor bronze do tempo antigo. Do termo campana (sino pequeno) é que vêem as campainhas, de uso estritamente litúrgico, compostas de um só sino ou de vários.

Certo é que documentos do século VI atestam o uso dos sinos nas igrejas. A sua forma atual data dos fins da Idade Média, quando a base é presa, como uma campainha que se segura na mão, deixando sua boca arredondada voltada para baixo, o que faz soar por quilômetros o som do bronze. De certa forma, as campainhas também têm a mesma finalidade de levar seu som o mais distante possível.

Na tradição litúrgica, os sinos e as campainhas se calam depois do glória da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, à noitinha, até o glória que, na liturgia da Vigília Pascal, celebra o advento do Novo Testamento.  Justamente, no Missal Romano, diz a rubrica 3 da Missa Vespertina da Ceia do Senhor: “Durante o canto (do gloria), tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal”, e diz a rubrica nº 31 da Vigília Pascal: “após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, ascendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto se tocam os sinos, segundo o costume do lugar”.

Juntamente com os sinos e as campainhas devem calar-se os nossos corações.  Assim, todo o Povo de Deus pode participar da liturgia do Tríduo Pascal com um espírito realmente voltado para o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Já houve uma cultura mais atenciosa, que fazia da Sexta-feira Santa um dia de absoluto silêncio. Liturgicamente é dia de jejum e abstinência. O Sábado Santo, até a celebração da Vigília Pascal, também é dia de oração e penitência. De qualquer forma, os cristãos católicos devem fazer do Tríduo Pascal o coração da vida litúrgica. Por isso, mesmo em meio ao barulho da cidade, deve recolher-se no silêncio da fé e da oração. Esta semana é chamada “Semana Santa”, e devemos vivê-la com piedade de devoção. É de se esperar que todos os cristãos católicos entrem no ritmo do Tríduo Pascal e não percam nenhuma das suas liturgias, culminando com a Vigília Pascal.

Pe. Valeriano dos Santos Costa.

Diretor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, PUC-SP.

LEITURAS DA SEMANA: de 18 a 21 de Abril de  2011

l 2ª-: Is 42, 1-7; Sl 26 (27), 1. 2. 3. 13-14 (R/. 1a); Jo 12, 1-11

l3ª-: Is 49, 1-6; Sl 70 (71) 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15 e 17 (R/. 15); Jo 13, 21-33. 36-38

l4ª-: Is 50, 4-9a; Sl 68 (69), 8-10. 21bcd-22. 31 e 33-34 (R/. 14c e b); Mt 26, 14-25

–• SÃO PAULO 17 de abril DE 2011 ANO 35 Lt. 03 Nº 26 A

DOMINGO DE RAMOS

Folheto Duplo

As coletas das Missas de hoje são destinadas à Campanha da Fraternidade

Músicas: Hinário Litúrgico 2

CD – XIII da Paulus

Anim. Irmãos e irmãs, estamos chegando ao coração da Páscoa, o Tríduo Pascal da Sagrada Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. Iniciamos a Semana Santa, em que  comemoramos os últimos passos de Jesus para cumprir sua missão neste mundo. Por isso, esta semana constitui um momento forte de oração, solidariedade e compromisso com a vida. Pela sagrada Liturgia, percorremos com Jesus os passos  que consumam sua obra na terra. A bênção e a procissão de Ramos, que agora iniciamos, fazem memória da entrada triunfal de Jesus na Cidade Santa, imagem da Nova Jerusalém que acolhe o seu Senhor com júbilo. Participemos deste rito solene e, depois, mergulhemos no mistério da Paixão.

COMEMORAÇÃO DA ENTRADA DO SENHOR EM JERUSALÉM

1. Abertura (Fx 14) HL2p.150

Solo: Hosana ao Filho de Davi!

Ass.: Hosana ao Filho de Davi!

1.Bendito o que vem em nome do Senhor!

2. Rei de Israel, hosana nas alturas!

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

P. Meus irmãos e minhas irmãs, durante as cinco semanas da Quaresma preparamos os nossos corações pela oração, pela penitência e pela caridade. Hoje aqui nos reunimos e vamos iniciar, com toda a Igreja, a celebração da Páscoa de nosso Senhor. Para realizar o mistério de sua morte e ressurreição, Cristo entrou em Jerusalém, sua cidade. Celebrando com fé e piedade a memória desta entrada, sigamos os passos de nosso Salvador para que, associados pela graça à sua cruz, participemos também de sua ressurreição e de sua vida.

3. Bênção dos Ramos

P. Deus eterno e todo-poderoso, abençoai V estes ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo, nosso Rei, cheguemos por ele à eterna Jerusalém. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

4. EVANGELHO (Mt 21,1-11)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo,

1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém

e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras.

Então Jesus enviou dois discípulos,

2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente,

e logo encontrareis uma jumenta amarrada,

e com ela um jumentinho.

Desamarrai-a e trazei-os a mim!

3Se alguém vos disser alguma coisa, direis:

‘O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá’”.

4Isso aconteceu para se cumprir

o que foi dito pelo profeta:

5″Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti,

manso e montado num jumento,

num jumentinho, num potro de jumenta”.

6Então os discípulos foram

e fizeram como Jesus lhes havia mandado.

7Trouxeram a jumenta e o jumentinho

e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou.

8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho,

enquanto outros cortavam ramos das árvores,

e os espalhavam pelo caminho.

9As multidões que iam na frente de Jesus

e os que o seguiam, gritavam:

“Hosana ao Filho de Davi!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

Hosana no mais alto dos céus!”

10Quando Jesus entrou em Jerusalém

a cidade inteira se agitou, e diziam:

“Quem é este homem?”

E as multidões respondiam:

“Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia”.

- Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

5. Procissão

P. Meus irmãos e minhas irmãs, imitando o povo que aclamou Jesus, comecemos com alegria a nossa procissão.

6.Cantos de Procissão

(HL2p.26 CD Lit. XIII Fx 16)

Os filhos dos hebreus, * com ramos de palmeira, * correram ao encontro * de Jesus, nosso Senhor, * /:cantando e gritando: * “Hosana, ó Salvador!”:/

1. O mundo * e tudo que tem nele é de Deus, * a terra e os que aí vivem, todos seus! * Foi Deus * que a terra construiu por sobre os mares, * no fundo do oceano, seus pilares!

2. Quem vai * morar no templo de sua Cidade?… * Quem pensa e vive longe das vaidades! * Pois Deus, * o Salvador o abençoará, * no julgamento o defenderá!

3. Assim, * são todos os que prestam culto a Deus * que adoram o Senhor, Deus dos hebreus! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!

4. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus, forte Senhor da nossa história! * Portões * antigos, se escancarem, vai chegar, * alerta! O Rei da glória vai entrar!

5. Quem é, * quem é, então, quem é o Rei da glória? * O Deus que tudo pode, é o Rei da glória! * Aos Três, * ao Pai, ao Filho e ao Confortador * da Igreja que caminha com louvor!

II Canto (CO 190)

Hosana hey! Hosana há! * Hosana hey! hosana hey! hosana há!

1. Ele é o Santo, é o Filho de Maria, * é o Deus de Israel, é o Filho de Davi!

2. Vamos a ele com as flores dos trigais, * com os ramos de oliveiras, * com alegria e muita paz.

7. Oração

P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos homens um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador se fizesse homem e morresse na cruz. Concedei-nos aprender o ensinamento da sua paixão e ressuscitar com ele em sua glória. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Neste dia em que come­moramos  a solene entrada de Jesus na Cidade Santa, ouçamos as leituras que narram como a paixão de Jesus transformou Jerusalém no palco dos eventos que culminaram com a nossa salvação.

8. PRIMEIRA LEITURA (Is 50,4-7)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

4O Senhor Deus deu-me língua adestrada,

para que eu saiba dizer

palavras de conforto à pessoa abatida;

ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido,

para prestar atenção como um discípulo.

5O Senhor abriu-me os ouvidos;

não lhe resisti nem voltei atrás.

6Ofereci as costas para me baterem

e as faces para me arrancarem a barba;

não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,

por isso não me deixei abater o ânimo,

conservei o rosto impassível como pedra,

porque sei que não sairei humilhado.

- Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus!

9. SALMO RESPONSORIAL Sl 21(22)

(fx 12 H2, p. 62/63 – CD Lit. XIII melodia Fx 12)

Ó meu Deus e Pai, por que me abandonastes, * clamo a vós e não me ouvis?

1. Riem de mim todos aqueles que me vêem, * torcem os lábios e sacodem a cabeça: * ao Senhor se confiou, ele o liberte * e agora o salve, se é verdade que ele o ama!

2. Cães numerosos me rodeiam furiosos * e por um bando de malvados fui cercado. * Transpassaram minhas mãos e os meus pés * e eu posso contar todos os meus ossos.

3. Eles repartem entre si as minhas vestes * e sorteiam entre eles minha túnica. * Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, * ó minha força, vinde logo em meu socorro!

4. Anunciarei o vosso nome a meus irmãos * e no meio da assembléia hei de louvar-vos! * Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, * glorificai-o, des­cen­dentes de Jacó!

10. SEGUNDA LEITURA (Fl 2,6-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses.

6Jesus Cristo, existindo em condição divina,

não fez do ser igual a Deus uma usurpação,

7mas ele esvaziou-se a si mesmo,

assumindo a condição de escravo

e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano,

8humilhou-se a si mesmo,

fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo

e lhe deu o nome que está acima de todo nome.

10Assim, ao nome de Jesus,

todo joelho se dobre no céu,

na terra e abaixo da terra,

11e toda língua proclame:

“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

- Palavra do Senhor.

-Graças a Deus.

11. ACLAMAÇÃO (H2 p. 189 – CD Lit XIII Fx 17)

Salve, ó Cristo obediente! * Salve, amor onipotente, * que se entregou à cruz * e nos recebeu na luz!

1. O Cristo obedeceu até a morte, * humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, * humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, * humilhou-se e obedeceu até a cruz.

2. Por isso o Pai do céu o exaltou, * exaltou-o e lhe deu um grande nome, * exaltou-o e lhe deu poder e glória, * diante dele céus e terra se ajoelhem!

12. EVANGELHO (Mt 26,14-27,66)

L1. Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus.

L1. Naquele tempo, 14um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 15e disse:

L2: O que me dareis se vos entregar Jesus?

L1: Combinaram, então, trinta moedas de prata. 16E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 17No primeiro dia da festa dos ázimos, os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram:

T: Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?

L1: 18Jesus respondeu:

P: Ide à cidade, procurai certo homem e dizei-lhe:  O mestre manda dizer: o meu tempo está próximo, vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos.

L1: 19Os discípulos fizeram como Jesus mandou e prepararam a páscoa. 20Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, Jesus disse:

P: Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair.

L1: 22Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a lhe perguntar:

L2: Senhor, será que sou eu?

L1: 23Jesus respondeu:

P: Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato. 24O Filho do Homem vai morrer, conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!

L1: 25Então Judas, o traidor, perguntou:

L2: Mestre, serei eu?

L1: Jesus lhe respondeu:

P: Tu o dizes.

L1: 26Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e, tendo pronunciado a bênção, partiu-o, distribuiu-o aos discípulos, e disse:

P: Tomai e comei, isto é o meu corpo.

L1: 27Em seguida, tomou um cálice, deu graças e entregou-lhes, dizendo:

P: Bebei dele todos. 28Pois isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos, para remissão dos pecados. 29Eu vos digo: de hoje em diante não beberei deste fruto da videira, até ao dia em que, convosco, beberei o vinho novo no Reino do meu Pai.

L1: 30Depois de terem cantado salmos, foram para o monte das Oliveiras. 31Então Jesus disse aos discípulos:

P: Esta noite, vós ficareis decepcionados por minha causa. Pois assim diz a Escritura: “Ferirei o pastor e as ovelhas do rebanho se dispersarão”. 32Mas, depois de ressuscitar, eu irei à vossa frente para a Galiléia.

L1: 33Disse Pedro a Jesus:

L2: Ainda que todos fiquem decepcionados por tua causa, eu jamais ficarei.

L1: 34Jesus lhe declarou:

P: Em verdade eu te digo, que, esta noite, antes que o galo cante, tu me negarás três vezes.

L1: 35Pedro respondeu:

L2: Ainda que eu tenha de morrer contigo, mesmo assim não te negarei.

L1: E todos os discípulos disseram a mesma coisa. 36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse:

P: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou até ali para rezar!

L1: 37Jesus levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a ficar triste e angustiado. 38Então Jesus lhes disse:

P: Minha alma está triste até á morte. Ficai aqui e vigiai comigo!

L1: 39Jesus foi um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto por terra e rezou:

P: Meu Pai, se é possível, afaste-se de mim este cálice. Contudo, não seja feito como eu quero, mas sim como tu queres.

L1: 40Voltando para junto dos discípulos, Jesus encontrou-os dormindo, e disse a Pedro:

P: Vós não fostes capazes de fazer uma hora de vigília comigo? 41Vigiai e rezai, para não cairdes em tentação; pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca.

L1: 42Jesus se afastou pela segunda vez e rezou:

P: Meu Pai, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, seja feita a tua vontade!

L1: 43Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono. 44Deixando-os, Jesus afastou-se e rezou pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então voltou para junto dos discípulos e disse:

P: Agora podeis dormir e descansar. Eis que chegou a hora e o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. 46Levantai-vos! Vamos! Aquele que me vai trair, já está chegando.

L1: 47Jesus ainda falava, quando veio Judas, um dos doze, com uma grande multidão armada de espadas e paus. Vinham a mandado dos sumos sacerdotes e dos anciãos do povo. 48O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo:

L2: Jesus é aquele que eu beijar; prendei-o!

L1: 49Judas, logo se aproximou de Jesus, dizendo:

L2: Salve, Mestre!

L1: E beijou-o. 50Jesus lhe disse:

P: Amigo, a que vieste?

L1: Então os outros avançaram, lançaram as mãos sobre Jesus e o prenderam. 51Nesse momento, um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a espada, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha. 52Jesus, porém, lhe disse:

P: Guarda a espada na bainha! Pois todos os que usam a espada, pela espada morrerão. 53Ou pensas que eu não poderia recorrer ao meu Pai e ele me mandaria logo mais de doze legiões de anjos? 54Então, como se cumpririam as Escrituras, que dizem que isso deve acontecer?

L1: 55E, naquela hora, Jesus disse à multidão:

P: Vós viestes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. Todos os dias, no Templo, eu me sentava para ensinar, e vós não me prendestes.

L1: 56Porém, tudo isto aconteceu para se cumprir o que os profetas escreveram. Então todos os discípulos, abandonando Jesus, fugiram. 57Aqueles que prenderam Jesus levaram-no à casa do sumo sacerdote Caifás, onde estavam reunidos os mestres da lei e os anciãos. 58Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio interno da casa do sumo sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como terminaria tudo aquilo. 59Ora, os sumos sacerdotes e todo o sinédrio procuravam um falso testemunho contra Jesus, a fim de condená-lo à morte. 60E nada encontraram, embora se apresentassem muitas falsas testemunhas. Por fim, vieram duas testemunhas, 61que afirmaram:

T: Este homem declarou: “posso destruir o templo de Deus e construí-lo de novo em três dias”.

L1: 62Então o sumo sacerdote levantou-se e perguntou a Jesus:

L2: Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti?

L1: 63Jesus, porém, continuava calado. E o sumo sacerdote lhe disse:

L2: Eu te conjuro pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Messias, o Filho de Deus.

L1: 64Jesus respondeu:

P: Tu o dizes. Além disso, eu vos digo que de agora em diante vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu.

L1: 65Então o sumo sacerdote rasgou suas vestes e disse:

L2: Blasfemou! Que necessidade temos ainda de testemunhas? Pois agora mesmo vós ouvistes a blasfêmia. 66Que vos parece?

L1: Responderam:

T: É réu de morte!

L1: 67Então cuspiram no rosto de Jesus e o esbofetearam. Outros lhe deram bordoadas, 68dizendo:

T: Faze-nos uma profecia, Cristo, quem foi que te bateu?

L1: 69Pedro estava sentado fora, no pátio. Uma criada chegou perto dele e disse:

L2: Tu também estavas com Jesus, o Galileu!

L1: 70Mas ele negou diante de todos:

L2: Não sei o que tu estás dizendo.

L1: 71E saiu para a entrada do pátio. Então uma outra criada viu Pedro e disse aos que estavam ali:

L2: Este também estava com Jesus, o Nazareno.

L1: 72Pedro negou outra vez, jurando:

L2: Nem conheço esse homem!

L1: 73 Pouco depois, os que estavam ali aproximaram-se de Pedro e disseram:

T: É claro que tu também és um deles, pois o teu modo de falar te denuncia.

L1: 73Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo que não conhecia esse homem! E nesse instante o galo cantou. 75Pedro se lembrou do que Jesus tinha dito: “Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes”. E saindo dali, chorou amargamente. 27,1De manhã cedo, todos os sumos sacerdotes e os anciãos do povo convocaram um conselho contra Jesus, para condená-lo à morte. 2Eles o amarraram, levaram-no e o entregaram a Pilatos, o governador. 3Então Judas, o traidor, ao ver que Jesus fora condenado, ficou arrependido e foi devolver as trinta moedas de prata aos sumos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo:

L2: Pequei, entregando à morte um homem inocente.

L1: Eles responderam:

T: O que temos nós com isso? O problema é teu.

L1: 5Judas jogou as moedas no santuário, saiu e foi se enforcar. 6Recolhendo as moedas, os sumos sacerdotes disseram:

T: É contra a lei colocá-las no tesouro do templo, porque é preço de sangue.

L1: 7Então discutiram em conselho e compraram com elas o Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros. 8É por isso que aquele campo até hoje é chamado de Campo de Sangue. 9Assim se cumpriu o que tinha dito o profeta Jeremias: “Eles pegaram as trinta moedas de prata – preço do precioso, preço com que os filhos de Israel o avaliaram – 10e as deram em troca do Campo do Oleiro, conforme o Senhor me ordenou! 11Jesus foi posto diante do governador, e este o interrogou:

L2: Tu és o rei dos judeus?

L1: Jesus declarou:

P: É como dizes,

L1: 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:

L2: Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?

L1: 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:

L2: Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?

L1: 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:

L2: Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele.

L1: 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as mul­tidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:

L2: Qual dos dois quereis que eu solte?

L1: Eles gritaram:

T: Barrabás.

L1: 22Pilatos perguntou:

L2: Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?

L1: Todos gritaram:

T: Seja crucificado!

L1: 23Pilatos falou:

L2: Mas, que mal ele fez?

L1: Eles, porém, gritaram com mais força:

T: Seja crucificado!

L1: 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:

L2: Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!

L1: 25O povo todo respondeu:

T: Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos.

L1: 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:

T: Salve, rei dos judeus!

L1: 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o rei dos Judeus”. 38 Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

T: 40Tu que ias destruir o templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!

L1: 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da lei e os anciãos, também zombaram de Jesus:

T: 42A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É rei de Israel… Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus.

L1: 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:

P: Eli, Eli, lamá sabactâni?

L1: que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” 47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:

T: Ele está chamando Elias!

L1: 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:

T: Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!

L1: 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.

(Todos se ajoelham em silêncio.)

L1: 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: “Ele era mesmo Filho de Deus!” 55Grande número de mulheres estava ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços. 56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu. 57Ao entardecer, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que também se tornara discípulo de Jesus. 58Ele foi procurar Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe entregassem o corpo. 59José, tomando o corpo, envolveu-o num lençol limpo, 60e o colocou em um túmulo novo, que havia mandado escavar na rocha. Em seguida, rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo, e retirou-se. 61Maria Madalena e a outra Maria estavam ali sentadas, diante do sepulcro. 62No dia seguinte, como era o dia depois da preparação para o sábado, os sumos sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, 63e disseram:

T: Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo, disse: “Depois de três dias eu ressuscitarei!” 64Portanto, manda guardar o sepulcro até ao terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: “Ele ressuscitou dos mortos!” pois essa última impostura seria pior do que a primeira.

L1: 65Pilatos respondeu:

L2: Tendes uma guarda. Ide e guardai o sepulcro como melhor vos parecer.

L1: 66Então eles foram reforçar a segurança do sepulcro: lacraram a pedra e montaram guarda. – Palavra da salvação

T. Glória a vós, Senhor.

13. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso,

T. Criador do céu e da terra; e em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

14. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, depois de ouvir o relato da Paixão do Senhor e, tendo assumido em nossa caminhada quaresmal a Campanha da Fraternidade, elevemos nossas preces a Deus Pai, suplicando pela Igreja e pelo mundo:

T. Aumentai, Senhor, nosso cuidado com a vida!

1. Pai Santo, iluminai a Igreja, que realiza sua caminhada quaresmal, buscando renovar a fidelidade a Cristo.

2. Transformai a consciência da nossa nação a respeito da responsabilidade sobre o meio ambiente.

3. Ajudai-nos a aprofundar a reflexão iniciada pela Campanha da Fraternidade, a fim de que possamos lutar por um planeta sustentável e uma vida melhor para todos.

4. Que o mistério que celebramos nesta semana fortaleça nossa fé e nossa união.

5. Com Cristo obediente até a morte, fazei-nos apóstolos do amor e defensores da vida até as últimas consequências.

(Outras preces da comunidade)

P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. Apresentação das Oferendas

(CF – 2011 Fx 8)

/:Volta o teu olhar, Senhor, e dá-nos te perdão. *Bendito seja teu imenso coração!:/

1. Aceita, ó Deus santo, a nossa oração. * Compadecido, olha para nós, Senhor. * Liberta nossas vidas, te suplicamos * E andaremos para sempre em teus caminhos.

2. Acolhe, Deus bondoso, a nossa caminhada, * revivendo o teu amor pra sempre. * Confiantes aguardamos o teu perdão * E do mal seremos nós purificados.

3. Aceita o jejum e a nossa penitência * que revivemos neste tempo quaresmal. * Confirma-nos em teu amor grandioso, * bendito sejas, Senhor Deus do universo!

16. ORAÇÃO Sobre as oferendas

P. Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, sejamos reconciliados convosco, de modo que, ajudados pela vossa misericórdia, alcancemos pelo sacrifício do vosso Filho o perdão que não merecemos por nossas obras. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

17. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(Prefácio MR, p. 231)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Inocente, Jesus quis sofrer pelos pecadores. Santíssimo, quis ser condenado a morrer pelos criminosos. Sua morte apagou nossos pecados e sua ressurreição nos trouxe vida nova. Por ele, os anjos cantam vossa grandeza e os santos proclamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC. Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V  e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMIS­SÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

18. RITO DA COMUNHÃO

P. Rezemos com amor e confiança a oração que o Senhor nos ensinou:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

P. Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.

T. Amém.

P. A paz do Senhor esteja sempre convosco.

T. O amor de Cristo nos uniu.

P. Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

T. Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

19. CANTO DE COMUNHÃO Lit Xiii

(Lit. XIII Fx14 – HL2 p.142)

“Eu vim para que todos tenham vida, * que todos tenham vida plenamente”.

1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; * reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: * onde está o teu irmão, eu estou presente nele.

2. “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males”; * hoje és minha presença junto a todo sofredor: * onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

3. “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”; * reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: * onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.

4. “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido”. * Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança: * onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

5. “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo”; * é presença e alimento nesta santa comunhão: * onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.

20. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Saciados pelo vosso sacramento, nós vos pedimos, ó Deus: como pela morte do vosso Filho nos destes esperar o que cremos, dai-nos pela sua ressurreição alcançar o que buscamos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

21. ORAÇÃO da cf 2011

T. Senhor Deus, / nosso Pai e Criador, / a beleza do universo revela vossa grandeza, / a sabe­doria e o amor com que fizestes as coisas, / e o eterno amor que tendes por todos nós. /  Peca­dores que somos / não respei­tamos a vossa obra, / e o que era para ser garantia de vida /está se tornando ameaça. /A be­le­za está sendo mudada em de­vas­tação, / e a morte mostra a sua presença no nosso planeta. / Que nesta quaresma / nos con­vertamos /  e vejamos que a cria­ção geme em dores de par­to, / para que possa renascer / se­gundo o vosso plano de amor / por meio da nossa mudança de men­talidade e de atitudes. / E, assim, como Maria, / que me­dita­va a vossa Palavra / e a fazia vida, / também nós/ movidos pe­los princípios do Evangelho, / possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, / nos­so Senhor, / o ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo. / Amém.

22. BÊNÇÃO E DESPEDIDA -MR – p. 521

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus o Deus todo-poderoso, Pai, Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

23. CANTO FINAL (CO 156)

1. Tomaste nos ombros a cruz * seguindo o caminho da dor. * Tomamos também nossa cruz * e vamos contigo Senhor.

2. No dia supremo da dor * na hora em que ao Pai entregaste, * as culpas de todos os tempos * nos braços da cruz expiaste.

Por três dias os sinos se calam na liturgia

No dia 16 de dezembro de 2010, quando se encerrava a primeira parte do Advento e se abria a segunda parte, que vai do dia 17 ao dia 24 de dezembro, a cidade de São Paulo teve a alegria de ouvir de novo o carrilhão composto pelos 61 sinos da Catedral da Sé.

A palavra “sino” vem do latim “signum”, que significa “sinal”. Então o sino das igrejas, geralmente colocado na torre, é sinal de Deus chamando o povo para a salvação. Outro nome dado ao sino, em alguns lugares, é campana.

Atribui-se a São Paulino de Nola, padre da Igreja do século V, que atuava na Campanha, região meridional da Itália, o primeiro emprego dos sinos para o culto litúrgico. Dizem que de São Paulino de Nola  é que vem o nome “nola” para os sinos maiores e campana para os sinos menores. Há quem negue essa explicação e afirme que nola vem da língua céltica noll = soar, e campana, da Campanha, Itália, onde se fundia o melhor bronze do tempo antigo. Do termo campana (sino pequeno) é que vêem as campainhas, de uso estritamente litúrgico, compostas de um só sino ou de vários.

Certo é que documentos do século VI atestam o uso dos sinos nas igrejas. A sua forma atual data dos fins da Idade Média, quando a base é presa, como uma campainha que se segura na mão, deixando sua boca arredondada voltada para baixo, o que faz soar por quilômetros o som do bronze. De certa forma, as campainhas também têm a mesma finalidade de levar seu som o mais distante possível.

Na tradição litúrgica, os sinos e as campainhas se calam depois do glória da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, à noitinha, até o glória que, na liturgia da Vigília Pascal, celebra o advento do Novo Testamento.  Justamente, no Missal Romano, diz a rubrica 3 da Missa Vespertina da Ceia do Senhor: “Durante o canto (do gloria), tocam-se os sinos, que permanecerão depois silenciosos até a Vigília Pascal”, e diz a rubrica nº 31 da Vigília Pascal: “após a oração e o responsório da última leitura do Antigo Testamento, ascendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o hino Glória a Deus nas alturas, que todos cantam, enquanto se tocam os sinos, segundo o costume do lugar”.

Juntamente com os sinos e as campainhas devem calar-se os nossos corações.  Assim, todo o Povo de Deus pode participar da liturgia do Tríduo Pascal com um espírito realmente voltado para o Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Já houve uma cultura mais atenciosa, que fazia da Sexta-feira Santa um dia de absoluto silêncio. Liturgicamente é dia de jejum e abstinência. O Sábado Santo, até a celebração da Vigília Pascal, também é dia de oração e penitência. De qualquer forma, os cristãos católicos devem fazer do Tríduo Pascal o coração da vida litúrgica. Por isso, mesmo em meio ao barulho da cidade, deve recolher-se no silêncio da fé e da oração. Esta semana é chamada “Semana Santa”, e devemos vivê-la com piedade de devoção. É de se esperar que todos os cristãos católicos entrem no ritmo do Tríduo Pascal e não percam nenhuma das suas liturgias, culminando com a Vigília Pascal.

Pe. Valeriano dos Santos Costa.

Diretor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, PUC-SP.

LEITURAS DA SEMANA: de 18 a 21 de Abril de  2011

l 2ª-: Is 42, 1-7; Sl 26 (27), 1. 2. 3. 13-14 (R/. 1a); Jo 12, 1-11

l3ª-: Is 49, 1-6; Sl 70 (71) 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15 e 17 (R/. 15); Jo 13, 21-33. 36-38

l4ª-: Is 50, 4-9a; Sl 68 (69), 8-10. 21bcd-22. 31 e 33-34 (R/. 14c e b); Mt 26, 14-25

l5ª-: Is 61, 1-3a.6a.8b-9; Sl 88 (89), 21-22. 25 e 27 (R/. cf. 2a); Ap 1, 5-8; Lc 4, 16-21

e.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoA_quaresma_06ramos.htm


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