2º domingo da Quaresma

fevereiro 11, 2009

SÃO PAULO 8 DE MARÇO DE 2009 ANO 33 Nº 19 • B

2º domingo da Quaresma

 

Anim. Neste Domingo, que celebra a transfiguração do Senhor, damos mais um passo no caminho penitencial da Quaresma. Inspiremo-nos no Cristo, que se afasta do triunfalismo e assume a sua missão de Filho do homem, destinado a morrer na Cruz. É uma lição sublime de como se deve vencer a violência por meio do amor e da justiça. Celebremos, portanto, a Eucaristia, realizando um profundo encontro com Cristo e aderindo ao caminho proposto pela Campanha da Fraternidade.

 

1. ABERTURA(CD-CF 2009, fx 5 – XIV fx.4)

1. João Batista clamou no deserto: * “Preparai ao Senhor uma estrada, * eis que o reino de Deus está perto, * escutai, geração transviada!”

Mudai de vida, mudai, * convertei-vos de coração! * Fazei a vontade do Pai, * amai, servi aos irmãos, * fazei a vontade do Pai, * lutai por um mundo de irmãos; * fazei a vontade do Pai * o chão é de todos e o pão!

2. Jesus Cristo, o Filho de Deus, * batizado por João no Jordão, * inaugura o reino do Pai, * co’este santo e solene pregão:

3. Escutai, ó Igreja de Deus; * eis, o tempo da graça chegou, * e o Senhor da justiça que passa, * sua Páscoa entre nós começou.

 

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

3. ATO PENITENCIAL

P. No tempo sagrado da Quaresma, somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai.

(Silêncio)

P. Confessemos os nossos pecados:

T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

Kyrie

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

 

4. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Jesus se anuncia abertamente como Messias, não numa perspectiva triunfalista, pois Ele é o Filho do homem, destinado a morrer na Cruz, já que Deus não poupou seu próprio Filho, como poupou Isaac (Gn 22,12), mas o entregou por todos nós (Rm 8, 32). Nesta visão, há uma combinação pascal entre trevas e luz, morte e ressurreição, onde uma é passagem para a outra e, por isso, estão integradas, como estão integradas a luz do Tabor e as trevas do martírio. Pela páscoa do Senhor, vencerá a luz e desaparecerão a morte e as trevas.

5. PRIMEIRA LEITURA

(Gn 22,1-2.9-13.15-18):

Leitura do Livro do Gênesis

Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirije-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor -, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. – Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

6. SALMO RESPONSORIAL Sl.116

(CD XIV Fx5 )

Andarei junto a Deus na terra dos vivos!

1. Guardarei a minha fé, mesmo dizendo: * “É demais o sofrimento em minha vida!” * É sentida por demais pelo Senhor * A morte de seus santos, seus amigos.

2. Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, * Mas me quebrastes os grilhões da escravidão. * Por isso oferto um sacrifício de louvor, * Invocando o nome santo do Senhor.

3. Vou cumprir minhas promessas ao Senhor * Na presença de seu povo reunido; * Nos átrios da casa do Senhor, * Em teu meio, ó cidade de Sião!

 

7. SEGUNDA LEITURA (Rm 8,31-34)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: 31Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus que não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está, à direita de Deus, intercedendo por nós?

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

8. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(CD CF 2009, Fx 12 )

Louvor e glória a ti, Senhor, * Cristo, palavra de Deus! * Cristo, palavra de Deus!

Numa nuvem resplendente, fez-se ouvir a voz do Pai: * eis meu filho muito amado, escutai-o todos vós.

 

9. EVANGELHO (Mc 9,2-10)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós!

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. 6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

– Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

10. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso / T. criador do céu e da terra, / e em Jesus Cristo seu único Filho, nosso Senhor, / que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; /nasceu da Virgem Maria;/ padeceu sob Pôncio Pilatos, / foi crucificado, morto e sepultado. / Desceu à mansão dos mortos; / ressuscitou ao terceiro dia, / subiu aos céus; / está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, / donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. / Creio no Espírito Santo; / na Santa Igreja católica; / na comunhão dos santos; / na remissão dos pecados; / na ressurreição da carne; / na vida eterna. Amém.

 

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Elevemos nossas preces, para aprofundarmos o caminho quaresmal, suplicando ao Pai que nos conceda a graça da purificação de toda a violência, que o pecado gera em nós e no mundo. Rezemos confiantes, dizendo:

T. Salvai-nos da violência, e fazei-nos construtores da paz.

1. Ornai a Santa Igreja daquele amor que destrói a violência e suscita a paz.

2. Que nenhum grito humano passe despercebido ao coração da Igreja, nós vos pedimos.

3. Que Jesus Cristo, o Filho do homem, seja a inspiração de todas as nossas atitudes de combate a violência, nós vos pedimos.

4. Que o amor que Ele derramou no mundo, juntamente com o sangue que espargiu na Cruz, transforme a nossa história, nós vos pedimos.

5. Que a segurança pública seja uma preocupação do Estado e de todos os cidadãos, nós vos pedimos.

6. Que a Quaresma abra os ouvidos do nosso coração e as nossas mentes, para semearmos a justiça que gera a paz, nós vos pedimos.

P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS (CF – 2009, Fx 14)

1. Recebe, Deus amigo, * estes dons que aqui trazemos, * e felizes, entre todos, * a partilha nós faremos.

Ó Deus Pai, a ti trazemos * Pão e vinho uma vez mais. * Um só corpo nós seremos * com Jesus e pela paz!

2. Recebe, Deus amigo, * nossos pés e nossos braços, * que encontram na unidade * o alento pro cansaço.

3. Recebe, Deus amigo, * os projetos que alimentam * o convívio e o respeito * entre os povos que se enfrentam.

4. Recebe, Deus amigo, * os esforços do teu povo, * que trabalha com carinho * pra criar um mundo novo.

 

13. ORAÇÃO

P. Orai, irmãos e irmãs, …

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

(Sobre as oferendas)

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que estas oferendas lavem os nossos pecados e nos santifiquem inteiramente para celebrarmos a páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

14. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(MR, p. 477, Pref. p.189)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o seu esplendor. E com o testemunho da Lei e dos Profetas, simbolizados em Moisés e Elias, nos ensina que, pela Paixão e Cruz, chegará à glória da ressurreição. E, enquanto esperamos a realização plena de vossas promessas, com os anjos e com todos os santos nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo,Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC.Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C.Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

 

15. PAI NOSSO

P. Obedientes à Palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamento, ousamos dizer:

T. Pai nosso…

 

16. CANTO DE COMUNHÃO

(CD CF 2009 Fx21)

Então, da nuvem luminosa dizia uma voz: * “Este é meu Filho amado, escutem sempre o que ele diz!”

1. Transborda um poema do meu coração: * Vou cantar-vos, ó Rei, esta minha canção,

2. Sois tão belo, o mais belo entre os filhos dos homens! * Porque Deus, para sempre, vos deu sua benção.

3. Levai vossa espada de glória no flanco, * Herói valoroso, no vosso esplendor;

4. Saí para a luta no carro de guerra * Em defesa da fé, da justiça e verdade!

5. Vosso trono, ó Deus, éeterno, sem fim;* Vosso cetro real é sinal de justiça:

6. Vós amais a justiça e odiais a maldade. * É por isso que Deus vos ungiu com seu óleo.

7. Cantarei vosso nome de idade em idade, * Para sempre haverão de louvar-vos os povos!

 

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Nós comungamos, Senhor Deus, no mistério da vossa glória, e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. ORAÇÃO Ao Nosso Patrono

T. Ó São Paulo, /Patrono de nossa Arquidiocese, /discípulo e missionário de Jesus Cristo:/ ensina-nos a acolher a Palavra de Deus / e abre nossos olhos à verdade do Evangelho./ Conduze-nos ao encontro com Jesus, / contagia-nos com a fé que te animou/ e infunde em nós coragem e ardor missionário, / para testemunharmos a todos / que Deus habita esta Cidade imensa /e tem amor pelo seu povo! /Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, / ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém

 

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA –MR – p. 521

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

 

20. Canto Final

 Hino da CF 2009

1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, * conheço o medo e a insegurança em que estás. * Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. * Vou te mostrar caminho novo para a paz.

Onde pões tua confiança? * Segurança, quem te traz? * É o amor que tudo alcança; * só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, * quando a justiça se sentar à tua mesa, * a segurança há de brincar em tuas praças; * enfim, a paz demonstrará sua beleza.

3. A segurança é vida plena para todos: * trabalho digno, moradia, educação; * é ter saúde e os direitos respeitados; * é construir fraternidade, é ser irmão.

4. É vão punir sem superar desigualdades; * É ilusão só exigir sem antes dar. * Só na justiça encontrarás tranqüilidade; * Não-violência é o jeito novo de lutar.

5. É como teia de aranha, a segurança. (Jó 8, 14) * De quem confia só nas armas, no poder. * Não é violência, não são grades ou vingança * que irão fazer paz e justiça florescer.

6. Eu desposei-te no direito e na justiça; * com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18) * Como aceitar o desrespeito, a injustiça, * a intolerância e o desamor que vêm de ti?!

 

Canto Opcional CF 2009 Fx.4

4- Senhor, eis aqui o teu povo (abertura)

Senhor, eis aqui o teu povo, * que vem implorar teu perdão; * é grande o nosso pecado, * porém, é maior o teu coração.

1. Sabendo que acolheste Zaqueu, o cobrador, * e assim lhe devolveste tua paz e teu amor, * também, nos colocamos ao lado dos que vão * buscar no teu altar a graça do perdão.

2. Revendo em Madalena a nossa própria fé, * chorando nossas penas diante dos teus pés, * também, nós desejamos o nosso amor te dar, * porque só muito amor nos pode libertar.

3. Motivos temos nós de sempre confiar, * de erguer a nossa voz, de não desesperar, * olhando aquele gesto que o bom ladrão salvou, * não foi, também, por nós, teu sangue que jorrou?

 

 

 

 

Músicas: HL 2 CDs: XIII,XIV CD – CF 2009 – Paulus

 

LEITURAS DA SEMANA: de 9 a 15 de março de 2009

 

l : Dn 9, 4b-10; Sl 78(79),8.9.11.13 (R/. Sl 102 [103], 10a); Lc 6, 36-38

l : Is 1, 10.16-20; Sl 49 (50), 8-9. 16bc-17. 21 e 23 (R/. 23b); Mt 23, 1-2

l : Jr 18, 18-20; Sl 30 (31), 5-6. 14. 15-16 (R/. 17b); Mt 20, 17-28

l : Jr 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R/. Sl 39 [40], 5a); Lc 16, 19-31

l : Gn 37, 3-4.12-13a.17b-28; Sl 104 (105), 16-17.18-19. 20-21 (R/. 5a);Mt 21, 33-43.45-46

lSáb.: Mq 7, 14-15.18-20; Sl 102 (103), 1-2. 3-4. 9-10.11-12 (R/. 8a); Lc 15, 1-3.11-32

l3º DOM. QUAR: Ex 20,1-17; Sl 18(19b),8.9.10.11 (R/. Jo 6,68c); 1Cor 1,22-25; Jo 2,13-25

 

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,

que nos abrigais à sombra de vossas asas,

defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,

como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Nesse tempo em que nos chamais à conversão,

à esmola, ao jejum, à oração e à penitência,

pedimos perdão pela violência e pelo ódio,

que geram medo e insegurança.

Senhor, que a vossa graça venha até nós

e transforme nosso coração.

Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo,

para que a Campanha da Fraternidade

seja um forte instrumento de conversão.

Sejam criadas as condições necessárias

para que todos vivamos em segurança,

na paz e na justiça que desejais.

Amém.

Retirado:http://www.arquidiocese-sp.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoB_quaresma_02domingo.htm

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1º domingo da Quaresma

fevereiro 11, 2009

SÃO PAULO 1º DE MARÇO DE 2009 ANO 33 Nº 18 • B

1º domingo da Quaresma

Anim. O primeiro domingo da Quaresma, ao apresentar a vitória de Jesus sobre as tentações, configura a entrada no deserto, enquanto caminho penitencial da Igreja, em vista da Terra Prometida, simbolizada pela ressurreição de Cristo. Neste domingo, chamamos a atenção para a mensagem do nosso Arcebispo, o Cardeal Dom Odilo Pedro Sherer, no final deste folheto, convidando toda a Igreja de São Paulo a viver intensamente este período precioso de preparação para a Páscoa do Senhor.

 

1. ABERTURA (CD-CF 2009, fx 5 – XIV fx.4)

1. João Batista clamou no deserto: * “Preparai ao Senhor uma estrada, * eis que o reino de Deus está perto, * escutai, geração transviada!”

Mudai de vida, mudai, * convertei-vos de coração! * Fazei a vontade do Pai, * amai, servi aos irmãos, * fazei a vontade do Pai, * lutai por um mundo de irmãos; * fazei a vontade do Pai * o chão é de todos e o pão!

2. Jesus Cristo, o Filho de Deus, * batizado por João no Jordão, * inaugura o reino do Pai, * co’este santo e solene pregão:

3. Escutai, ó Igreja de Deus; * eis, o tempo da graça chegou, * e o Senhor da justiça que passa, * sua Páscoa entre nós começou.

 

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. A vós, irmãos, paz e fé da parte de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

3. ATO PENITENCIAL

P. No tempo sagrado da Quaresma, somos convidados a morrer ao pecado e ressurgir para uma vida nova. Reconheçamo-nos necessitados da misericórdia do Pai.

(Silêncio)

P. Confessemos os nossos pecados:

T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

Kyrie

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

 

4. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. O deserto é o lugar onde nada separa Jesus de Deus e, especialmente, o lugar onde Jesus busca o repouso da oração. Mas o deserto é também o lugar das tentações, que são provações para enfraquecer a busca da Terra Prometida. A vitória de Jesus sobre as tentações anuncia a Terra Prometida, onde toda a humanidade pode entrar, se for fiel à Aliança em Cristo, prefigurada pela Aliança com Abraão e Noé.

5.PRIMEIRA LEITURA (Gn 9,8-15)

Leitura do Livro do Gênesis

 8Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9 “Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, 10com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. 11Estabeleço convosco a minha aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. 12E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras. 13Ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. 14Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. 15Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”. – Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

6. SALMO RESPONSORIAL Sl 25(24)

(CD XIV Fx5 , CF 2009 fx 9)

Verdade e amor são os caminhos do Senhor!

1. Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos * e fazei-me conhecer a vossa estrada! * Vossa verdade me oriente e me conduza, * porque sois o Deus da minha salvação.

2. Recordai, Senhor, meu Deus, vossa ternura * e a vossa compaixão que são eternas! * De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia * e sois bondade sem limites, ó Senhor!

3. O Senhor é piedade e retidão * e reconduz ao bom caminho os pecadores. * Ele dirige os humildes na justiça * e aos pobres ele ensina o seu caminho.

7. SEGUNDA LEITURA (1Pd 3,18-22)

Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Caríssimos: 18Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito. 19No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. 21À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. 22Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

8. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(CD CF 2009, Fx 12)

Louvor e glória a ti, Senhor, * Cristo, palavra de Deus! * Cristo, palavra de Deus!

O homem não vive somente de pão, * mas de toda palavra da boca de Deus.

 

9. EVANGELHO (Mc 1,12-15)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

T. Glória a vós Senhor.

P. Naquele tempo, 12o Espírito levou Jesus para o deserto. 13E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15”O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

– Palavra da salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

10. PROFISSÃO DE FÉ

P. Creio em Deus Pai todo-poderoso / T. criador do céu e da terra, / e em Jesus Cristo seu único Filho, nosso Senhor, / que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; /nasceu da Virgem Maria;/ padeceu sob Pôncio Pilatos, / foi crucificado, morto e sepultado. / Desceu à mansão dos mortos; / ressuscitou ao terceiro dia, / subiu aos céus; / está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, / donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. / Creio no Espírito Santo; / na Santa Igreja católica; / na comunhão dos santos; / na remissão dos pecados; / na ressurreição da carne; / na vida eterna.

T. Amém.

 

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. No seguimento do caminho quaresmal, supliquemos ao Pai que nos conceda a graça de aprofundar a conversão do coração, para modificarmos as estruturas injustas e violentas que permeiam nossa sociedade. Rezemos juntos:

T. Não nos deixeis, ó Pai, cair em tentação.

1. Protegei a Santa Igreja contra todas as tentações de afastar-se da fidelidade ao Cristo e do serviço à humanidade.

2. Que as agruras do deserto, representado por um mundo pautado pela economia e não pela fraternidade, não derrotem nossos sonhos de justiça e de paz, nós vos pedimos.

3. Que todo o tipo de violência seja debelado, para que haja segurança pública, nós vos pedimos.

4. Que as vítimas de agressões corporais ou morais encontrem no poder público respaldo e apoio, nós vos pedimos.

5. Que as crianças e os indefesos tenham a proteção de toda a sociedade, nos vos pedimos.

6. Que esta Quaresma seja um caminho pedagógico que conduza à Páscoa da libertação da violência e da corrupção, nos vos pedimos.

P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS (CF – 2009, Fx 13)

Eis o tempo de conversão, * eis o dia da salvação: * Ao Pai voltemos, juntos andemos. * Eis o tempo de conversão!

1a. Os caminhos do Senhor * são verdade, são amor: * dirigi os passos meus: * em vós espero, Ó Senhor!

b. Ele guia ao bom caminho * quem errou e quer voltar: * Ele é bom, fiel e justo: * Ele busca e vem salvar. (Sl. 25)

2a. Viverei com o Senhor: * Ele é o meu sustento. * Eu confio, mesmo quando * minha dor não mais agüento.

b. Tem valor aos olhos seus * meu sofrer e meu morrer: * libertai o vosso servo * e fazei-o reviver! (Sl. 116)

3a. A Palavra do Senhor * é a luz do meu caminho; * Ela é vida, é alegria: * vou guardá-la com carinho.

b. Sua lei, seu mandamento * é viver a caridade: * Caminhemos todos juntos, * construindo a unidade! (Sl. 119)

 

13. ORAÇÃO

P. Orai, irmãos e irmãs, …

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

(Sobre as oferendas)

P. Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

14. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(Pref. p.181)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo Senhor nosso. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a observância quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. Enquanto esperamos a plenitude eterna, com os anjos e todos os santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

 CD CF 2009 Fx 15

Santo, Santo, Santo, * Senhor Deus do universo! * O céu e a terra proclamam * a vossa glória. * Hosana nas alturas! * Bendito o que vem * em nome do Senhor! * Hosana nas alturas!

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC.Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C.Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

15. PAI NOSSO

 

16. CANTO DE COMUNHÃO Sl 90(91)

(CF2009 fx 19 -CD Liturgia XIII, fx7)

Agora, o tempo se cumpriu, * o reino já chegou,* irmãos, convertam-se* e creiam firmes no Evangelho!

1. Feliz aquele homem que não anda * conforme os conselhos dos perversos;

2. Que não entra no caminho dos malvados * nem junto aos zombadores vai sentar-se;

3. Mas encontra seu prazer na lei de Deus * e a medita, dia e noite, sem cessar.

4. Eis que ele é semelhante a uma árvore * que à beira da torrente está plantada;

5. Ela sempre dá seus frutos a seu tempo * e jamais as suas folhas vão murchar.

6. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, * mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. ORAÇÃO Ao Nosso Patrono

T. Ó São Paulo, /Patrono de nossa Arquidiocese, /discípulo e missionário de Jesus Cristo:/ ensina-nos a acolher a Palavra de Deus / e abre nossos olhos à verdade do Evangelho./ Conduze-nos ao encontro com Jesus, / contagia-nos com a fé que te animou/ e infunde em nós coragem e ardor missionário, / para testemunharmos a todos / que Deus habita esta Cidade imensa /e tem amor pelo seu povo! /Intercede por nós e pela Igreja de São Paulo, / ó santo apóstolo de Jesus Cristo! Amém

 

19. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

(MR. p. 521)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes com Cristo celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

P. Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.

T. Graças a Deus.

 

20. Hino da CF 2009 Fx1

1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, * conheço o medo e a insegurança em que estás. * Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. * Vou te mostrar caminho novo para a paz.

Onde pões tua confiança? * Segurança, quem te traz? * É o amor que tudo alcança; * só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, * quando a justiça se sentar à tua mesa, * a segurança há de brincar em tuas praças; * enfim, a paz demonstrará sua beleza.

 

Músicas: HL 2 – CF 2009

 

LEITURAS DA SEMANA: de 2 a 8 de março de 2009

 

l: Lv 19, 1-2.11-18; Sl 18(19), 8. 9. 10. 15 (R/. Jo 6, 63c); Mt 25, 31-46

l: Is 55, 10-11; Sl 33 (34), 4-5. 6-7. 16-17. 18-19 (R/. 18b); Mt 6, 7-15

l: Jn 3, 1-10; Sl 50 (51), 3-4. 12-13. 18-19 (R/. 19 b); Lc 11, 29-32

l: Est 4, 17n.r.aa-bb.gg-hh; Sl 137 (138), 1-2a. 2bc-3.7c-8 (R/. 3a); Mt 7,7-12

l: Ez 18, 21-28; Sl 129 (130), 1-2. 3-4ab. 4c-6. 7-8 (R/. 3); Mt 5, 20-26

lSáb.: Dt 26, 16-19; Sl 118 (119), 1-2. 4-5. 7-8 (R/. 1b); Mt 5, 43-48

l2º DOM. DA QUARESMA: Gn 22,1-2.9a10-13.15-18; Sl 115(116),10.15.16-17.18-19 (R/. Sl 114,9); Rm 8,31b-34; Mc 9,2-10

 

Mensagem para a Quaresma!

 

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, iniciamos no tempo litúrgico tão precioso da Quaresma. Quero, pois, dirigir-lhes uma palavra, como pastor da Igreja que vive nesta cidade imensa de São Paulo, para convidar todos a viverem intensamente esse período precioso de preparação para a Páscoa do Senhor.

A Igreja nos propõe, desde os tempos apostólicos, os “exercícios quaresmais” para aprofundar nossa fé e fortalecer nossa adesão a Cristo durante este tempo litúrgico; assim nos convida a intensificar essas três práticas fundamentais: o “jejum” (toda forma de penitência), a “esmola” (toda forma de caridade) e a “oração” (toda forma de busca de Deus).

A Campanha da Fraternidade deste ano, com o tema – Fraternidade e Segurança Pública -, e com o lema – A paz é fruto da justiça (Is 32,17) – nos propõe uma questão importante, que nos deve envolver nesta Quaresma. A violência difusa na convivência humana é um sério problema em nosso País; aqui morre mais gente cada ano, de morte “matada”, que em qualquer guerra em curso no mundo! Isso deve ser uma preocupação para todos e levar-nos a ações concretas, para superar a violência e para promover uma convivência respeitosa dos direitos humanos, sobretudo em relação à integridade física e moral do próximo e ao respeito pela sua vida. É muito triste ouvir com freqüência histórias de chacinas em nossa cidade e de muitíssimas mortes por violência, sobretudo de jovens! Dá para mudar isso?

É verdade que a segurança pública é, antes de tudo, um dever do Estado; e os cidadãos têm o direito de esperar isso do Estado. Mas essa tarefa só será eficiente se contar com participação da população. A segurança vem do respeito ao próximo, à sua dignidade, seus direitos e seus bens, e pela renúncia à violência, como forma de solucionar conflitos. A violência não garante a paz e gera mais violência. Se não estivermos atentos, a violência instala-se no coração, como uma predisposição sempre pronta a explodir, e acaba fazendo parte dos hábitos diários e da cultura da sociedade.

A segurança de todos, especialmente dos indefesos e frágeis, é tarefa de todos, a ser construída com fraternidade e com a virtude de cada um. Jesus garante que os construtores da paz têm motivos para estarem felizes, pois são reconhecidos por Deus como seus filhos (cf Mt 5,9). Ao contrário disso, como ensina São Paulo, nosso Patrono, os injustos e todos os que promovem ações que levam à violência “não herdarão o reino de Deus” (cf 1Cor. 6,9-10).

Esta Quaresma, portanto, é ocasião para darmos um testemunho público de que somos “discípulos e missionários” Daquele que nos mandou anunciar e testemunhar o Evangelho da Paz a todos. Os cristãos não apenas devem ser contrários a toda forma de violência, mas também ser promotores da justiça, testemunhas de fraternidade e tecedores de boas relações humanas na convivência social. Convido todos a animarem a Campanha da Fraternidade, de muitas maneiras e com muitas iniciativas concretas. Promovamos a cultura da não-violência e da paz.

Ouvindo os apelos de Deus, façamos nosso caminho de penitência, conversão e fraternidade, que também deve levar ao “gesto concreto” da Coleta da Fraternidade, no Domingo de Ramos.

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de S.Paulo

Reirado:http://www.arquidiocese-sp.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoB_quaresma_01domingo.htm


4ª feira de cinzas

fevereiro 11, 2009

 SÃO PAULO 25 DE FEVEREIRO DE 2009 ANO 33 Nº 17 • B

4ª feira de cinzas

 

Anim. Irmãos e irmãs, hoje, a Igreja inicia o tempo litúrgico da Quaresma, que corresponde, no Brasil, à abertura da Campanha da Fraternidade de 2009, com o tema: Fraternidade e segurança pública, e o lema: A paz é fruto da justiça (Is 32,17). Tradicionalmente, a Quaresma é o tempo oportuno de se revigorar a prática do jejum, da esmola e da oração. Somos convidados também a nos colocar na perspectiva da Campanha da Fraternidade, enfrentando, de forma cristã, o problema da violência. Ouvindo os apelos de Deus nas Sagradas Escrituras, a cada domingo, façamos nosso caminho penitencial, que também deve levar ao “gesto concreto” da Coleta da Fraternidade, no Domingo de Ramos.

 

1. ABERTURA Hino da CF 2009

1. Ó povo meu, chegou a mim o teu lamento, * conheço o medo e a insegurança em que estás. * Eu venho a ti, sou tua força e teu alento. * Vou te mostrar caminho novo para a paz.

Onde pões tua confiança? * Segurança, quem te traz? * É o amor que tudo alcança; * só a justiça gera a paz!

2. Quando o direito habitar a tua casa, * quando a justiça se sentar à tua mesa, * a segurança há de brincar em tuas praças; * enfim, a paz demonstrará sua beleza.

3. A segurança é vida plena para todos: * trabalho digno, moradia, educação; * é ter saúde e os direitos respeitados; * é construir fraternidade, é ser irmão.

4. É vão punir sem superar desigualdades; * É ilusão só exigir sem antes dar. * Só na justiça encontrarás tranqüilidade; * Não-violência é o jeito novo de lutar.

5. É como teia de aranha, a segurança. (Jó 8, 14) * De quem confia só nas armas, no poder. * Não é violência, não são grades ou vingança * que irão fazer paz e justiça florescer.

6. Eu desposei-te no direito e na justiça; * com grande amor e com ternura te escolhi. (Os 2,18) * Como aceitar o desrespeito, a injustiça, * a intolerância e o desamor que vêm de ti?!

 

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Senhor, que encaminha os nossos corações para o amor de Deus e a constância de Cristo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

 

Omite-se o Ato Penitencial.

3. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. No tempo de Jesus, a prática da oração, muitas vezes pública e longa, a prática da esmola, alardeada por trombetas, e a prática do jejum, externada por rostos tristes e desfigurados, funcionavam como tentação para chamar a atenção sobre a pessoa, e não para exaltar a benevolência de Deus com o pecador arrependido. Por isso, Jesus pede aos seus discípulos que sejam discretos nas aparências e profundos na consciência. Assim, o jejum, a oração e a esmola readquirem o seu sentido bíblico, como meios eficazes para promover a conversão a Deus e a solidariedade humana.

 

4. PRIMEIRA LEITURA ( Jl 2, 12-18 )

Leitura do Livro do Profeta Joel.

12“Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. 14Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembléia; 16congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito. 17Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem”. Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” 18 Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

5. SALMO RESPONSORIAL (Sl. 51)

Piedade, ó Senhor, tende piedade, * pois pecamos contra vós!

1. Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * Na imensidão de vosso amor, purificai-me! * Do meu pecado, todo inteiro, me lavai * E apagai completamente a minha culpa.

2. Eu reconheço toda a minha iniqüidade, * o meu pecado está sempre à minha frente, * foi contra vós, só contra vós que eu pequei * e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!

3. Criai em mim um coração que seja puro, * dai-me de novo um espírito decidido. * Ó Senhor, não me afasteis de vossa face * nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

4. Dai-me de novo a alegria de ser salvo * e confirmai-me com espírito generoso! * Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar * e minha boca anunciará vosso louvor!

 

6. SEGUNDA LEITURA (2Cor 5,20-6,2)

Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos: 2Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 2Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 1Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

7. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(CD CF 2009, fx 12)

Louvor e glória a ti, Senhor, * Cristo, palavra de Deus! * Cristo, palavra de Deus!

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: * “Não fecheis os vossos corações!”

 

8. EVANGELHO (Mt 6,1-6.16-18)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

P. Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. – Palavra da Salvação

T. Glória a vós, Senhor.

 

9. benção das cinzas

P. Caros irmãos e irmãs, roguemos insistentemente a Deus Pai que abençoe com a riqueza de sua graça estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças em sinal de penitência.

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que não quereis a morte do pecador, mas a sua conversão, escutai com bondade as nossas preces e dignai-vos abençoar V estas cinzas, que vamos colocar sobre as nossas cabeças. E assim reconhecendo que somos pó e que ao pó voltaremos, consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

10. Distribuição das Cinzas

(HL 2 p155-CF 2009 Fx5)

1. João Batista clamou no deserto: * “Preparai ao Senhor uma estrada, * eis que o reino de Deus está perto, * escutai, geração transviada!”

Mudai de vida, mudai, * convertei-vos de coração! * Fazei a vontade do Pai, * amai, servi aos irmãos, * fazei a vontade do Pai, * lutai por um mundo de irmãos; * fazei a vontade do Pai * o chão é de todos e o pão!

2. Jesus Cristo, o Filho de Deus, * batizado por João no Jordão, * inaugura o reino do Pai, * co’ este santo e solene pregão:

3. Escutai, ó Igreja de Deus; * eis, o tempo da graça chegou, * é o Senhor da justiça que passa, * sua Páscoa entre nós começou.

 

11. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Ao Pai elevemos nossas súplicas, na abertura da Quaresma, para que possamos fazer um caminho penitencial marcado pela oração, pelo jejum e pela esmola, e aderir ao apelo da Campanha da Fraternidade deste ano, cujo tema é : Fraternidade e Segurança Pública, e o lema: A paz é fruto da justiça (Is 32,17). Rezemos juntos:

T. Que a fraternidade seja a nossa segurança

1. Diante da violência disseminada abertamente em tantas agressões contra a vida e a segurança das pessoas, peçamos:

2. Diante da violência disseminada pela cultura da corrupção e da morte, peçamos:

3. Diante da violência estruturada na corrupção do poder político, peçamos:

T. Que a fraternidade seja a nossa segurança

4. Diante da violência social, externada pela pobreza e pela miséria, peçamos:

5. Diante da violência que ocorre no coração da família, peçamos:

6. Diante da violência da exploração de crianças, até dentro do lar, peçamos:

7. Diante da violência sofrida por menores abandonados, famílias sem teto e trabalhadores desempregados, peçamos:

8. Diante da violência sofrida pela mulher, peçamos:

9.Diante da violência provocada pelo aborto, peçamos:

10. Diante da violência causada pelo desprezo aos idosos, peçamos:

11. Diante da violência sofrida pelas minorias étnicas: peçamos:

12. Diante da violência causada pelas agressões inter-religiosas, peçamos:

13. Diante da violência causada por qualquer tipo de desrespeito aos direitos humanos, peçamos:

14. Diante da violência causada pela injusta distribuição de renda, como fruto do trabalho, peçamos:

15. Diante da indiferença, que é uma forma de violência, peçamos:

P. Ó Pai, por causa de Cristo, nos destes a oportunidade de celebrar a Quaresma e mergulhar no mistério da redenção, dai-nos a graça da purificação, cobrindo-nos com as cinzas da penitência e revestindo-nos com a fraternidade, que vence toda violência. Por Cristo, nosso Senhor

T. Amém.

12. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS (CD CF 2009 Fx 13)

Eis o tempo de conversão, * eis o dia da salvação: * Ao Pai voltemos, juntos andemos. * Eis o tempo de conversão!

1a. Os caminhos do Senhor * são verdade, são amor: * dirigi os passos meus: * em vós espero, Ó Senhor!

b. Ele guia ao bom caminho * quem errou e quer voltar: * Ele é bom, fiel e justo: * Ele busca e vem salvar. (Sl. 25)

2a. Viverei com o Senhor: * Ele é o meu sustento. * Eu confio, mesmo quando * minha dor não mais agüento.

b. Tem valor aos olhos seus * meu sofrer e meu morrer: * libertai o vosso servo * e fazei-o reviver! (Sl. 116)

3a. A Palavra do Senhor * é a luz do meu caminho; * Ela é vida, é alegria: * vou guardá-la com carinho.

b. Sua lei, seu mandamento * é viver a caridade: * Caminhemos todos juntos, * construindo a unidade! (Sl. 119)

 

13. ORAÇÃO

P. Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso.

T. Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

(Sobre as oferendas)

P. Oferecendo-vos este sacrifício no começo da Quaresma, nós vos suplicamos ó Deus, a graça de dominar nossos maus desejos pelas obras de penitência e caridade, para que, purificados de nossas faltas, celebremos com fervor a paixão do vosso Filho. Que vive e reina para sempre.

T. Amém.

 

14. ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

(MR, p. 416)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e a abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados. Unidos à multidão dos anjos e dos santos, nós vos aclamamos, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo,Santo, Santo…

CP. Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

CC.Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito, a fim de que se tornem para nós o Corpo V e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão, ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agradecemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

P. E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o Papa Bento, com o nosso bispo Odilo e todos os ministros do vosso povo.

T. Lembrai-vos, ó Pai da vossa Igreja!

2C. Lembrai-vos também dos nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida: acolhei-os junto a vós na luz da vossa face.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C.Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos por Jesus Cristo, vosso Filho.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

15. PAI NOSSO

 

16. CANTO DE COMUNHÃO

 (CF 2009, Fx19 – CD XIV, Fx 3)

Agora, o tempo se cumpriu, * O reino já chegou, * irmãos, convertam-se * e creiam firmes no Evangelho!

1. Feliz aquele homem que não anda * conforme os conselhos dos perversos;

2. Que não entra no caminho dos malvados * nem junto aos zombadores vai sentar-se;

3. Mas encontra seu prazer na lei de Deus * e a medita, dia e noite, sem cessar.

4. Eis que ele é semelhante a uma árvore * que à beira da torrente está plantada;

5. Ela sempre dá seus frutos a seu tempo * e jamais as suas folhas vão murchar.

6. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, * Mas a estrada dos malvados leva à morte.

 

17. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, fazei que sejamos ajudados pelo sacramento que acabamos de receber, para que o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

18. BÊNÇÃO E DESPEDIDA (MR 521)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Deus, Pai de misericórdia, conceda a todos vós, como concedeu ao filho pródigo, a alegria do retorno à casa.

T. Amém.

P. O Senhor Jesus Cristo, modelo de oração e de vida, vos guie nesta caminhada quaresmal a uma verdadeira conversão.

T. Amém.

P. O Espírito de sabedoria e fortaleza vos sustente na luta contra o mal, para poderdes, com Cristo, celebrar a vitória da Páscoa.

T. Amém.

P. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho V e Espírito Santo.

T. Amém.

P. Glorificai o Senhor com vossa vida; ide em paz, e o Senhor vos acompanhe.

T. Demos graças a Deus.

 

19. CANTO FINAL (CO 161, HL2, 132)

Dizei aos cativos: “Saí!” * Aos que ‘stão nas trevas: * “vinde à luz!” * Caminhemos para as fontes, * é o Senhor quem nos conduz!

1 A) Foi no tempo favorável * que eu te ouvi, te escutei, * no dia da salvação * socorri-te e ajudei.

B) E assim te guardarei, * te farei Mediador * d’Aliança com o povo, * serás seu Libertador!

2 A) Não terão mais fome e sede, * nem o sol os queimará, *o Senhor se compadece, *qual pastor os guiará…

B) Pelos montes, pelos vales * passarão minhas estradas, * e virão de toda parte * e encontrarão pousada.

 

Opcional (Distribuição das Cinzas)

(HL2 Pág. 178 CO 175)

1. Pecador, agora é tempo de pesar e de temor * /:serve a Deus despreza o mundo, já não sejas pecador!:/

2. Neste tempo sacrossanto o pecado faz horror: */:contemplando a cruz de Cristo, já não sejas pecador!:/

3. Vais pecando, vais pecando, vais de horror em mais horror: * /:Filho, acorda dessa morte, já não sejas pecador!:/

4. Passam meses, passam anos, sem que busques teu Senhor: * /:Como um dia para o outro, assim morre o pecador!:/

 

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE

Bom é louvar-vos, Senhor, nosso Deus,

que nos abrigais à sombra de vossas asas,

defendeis e protegeis a todos nós, vossa família,

como uma mãe, que cuida e guarda seus filhos.

Nesse tempo em que nos chamais à conversão,

à esmola, ao jejum, à oração e à penitência,

pedimos perdão pela violência e pelo ódio,

que geram medo e insegurança.

Senhor, que a vossa graça venha até nós

e transforme nosso coração.

Abençoai a vossa Igreja e o vosso povo,

para que a Campanha da Fraternidade

seja um forte instrumento de conversão.

Sejam criadas as condições necessárias

para que todos vivamos em segurança,

na paz e na justiça que desejais.

Amém.

Músicas: HL 2 CD XIV e CD – CF 2009 da Paulus

Retirado: http://www.arquidiocese-sp.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoB_quaresma_00_cinzas.htm


Mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma 2009

fevereiro 11, 2009

“Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome”. Este é o tema da Mensagem do papa Bento XVI para a Quaresma de 2009, divulgada hoje, no Vaticano. A mensagem foi apresentada pelo presidente, secretário e sub-secretário do Pontifício Conselho “Cor Unum”, respectivamente, cardeal Paul Josef Cordes, dom Karel Kasteel e dom Giampietro Dal Toso. Também participou da apresentação a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentação das Nações Unidas, Josette Sheeran.  Segue na íntegra o texto.

 

Queridos irmãos e irmãs!

 

No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de refletir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De fato a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demônio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

 

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O “não comas” e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos entorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Onipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua proteção. O mesmo fizeram os habitantes de Nínive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.

 

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se, portanto, a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

 

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).

 

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e… também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).

 

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

 

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas coletas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

 

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».

 

Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação ativa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.

 

Vaticano, 11 de dezembro de 2008.

 

Papa Bento XVI

Retirado:http://www.arquidiocese-sp.org.br/noticias/2009/noticias_090209_mensagem_papa_quaresma.htm