• SÃO PAULO • 23 de abril DE 2011 • ANO 35 • Lt. 04 • Nº 29 •A

abril 11, 2011

VIGÍLIA PASCAL

(Folheto duplo)

A comunidade é convidada a dirigir-se ao local onde foi preparada a fogueira para a bênção do Fogo Novo. Canta-se, criando um clima de oração e preparação  para o início da vigília.

1. SAUDAÇÃO

P. Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus.

 

2. BÊNÇÃO DO FOGO

P. Oremos (Silêncio) Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que crêem o clarão da vossa luz, santificai V este novo fogo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

Em seguida, prepara-se o
Círio Pascal.

P. Cristo ontem e hoje – Princípio e Fim – Alfa e Ômega – a Ele o tempo – e a eternidade – a glória e o poder – pelos séculos sem fim.

T. Amém.

P. Por suas santas chagas / suas chagas gloriosas / o Cristo Senhor / nos proteja e nos guarde.

T. Amém.

Acende-se o Círio no
Fogo Novo.

P. A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente.

T. Amém.

 

3. PROCISSÃO

Sugestão: O diácono ou quem preside, toma o Círio nas mãos e se encaminha para a igreja, cujas lâmpadas estão apagadas. Tendo à frente o incenso, o diácono dirige-se até o altar, cantando três vezes. As pessoas começam a acender as velas depois da segunda vez. (HL2, p.110) Fx1

P. Eis a luz de Cristo!

T. Demos graças a Deus!

 

4. PROCLAMAÇÃO DA PÁSCOA (mais breve)

Antes da proclamação, o livro de onde será proclamada a Páscoa e o Círio devem ser incensados. Todos devem estar com as velas acesas na igreja.

Exulte o céu e os Anjos triunfantes, mensageiros de Deus, desçam cantando; façam soar trombetas fulgurantes, a vitória de um Rei anunciando.

Alegra-se também a terra amiga, que em meio a tantas luzes resplandece; e, vendo dissipar-se a treva antiga, ao sol do eterno rei brilha e se aquece.

Que a mãe Igreja alegre-se igualmente, erguendo as velas deste fogo novo. E escute, reboando de repente, o Aleluia cantado pelo povo.

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

Sim, verdadeiramente é bom e justo cantar ao Pai de todo o coração, e celebrar seu Filho, Jesus Cristo, tornado para nós um novo Adão.

Foi ele quem pagou do outro a culpa, quando por nós à morte se entregou: para apagar o antigo documento, na cruz todo o seu sangue derramou.

Pois eis agora a Páscoa, nossa festa, em que o real Cordeiro se imolou: marcando nossas portas, nossas almas, com o seu divino sangue nos salvou.

Esta é, Senhor, a noite em que do Egito retirastes os filhos de Israel, transpondo o Mar Vermelho a pé enxuto, rumo à terra onde correm leite e mel.

Ó noite em que a coluna luminosa às trevas do pecado dissipou, e aos que crêem no Cristo em toda a terra em novo povo eleito congregou.

Ó noite em que Jesus rompeu o inferno, ao ressurgir da morte vencedor: de que nos valeria ter nascido, se não nos resgatasse em seu amor?

Ó Deus, quão estupenda caridade vemos no vosso gesto fulgurar: não hesitais em dar o próprio Filho, para a culpa dos servos resgatar.

Ó pecado de Adão indispensável, pois o Cristo o dissolve em seu amor; ó culpa tão feliz que há merecido a graça de um tão grande Redentor!

Pois esta noite lava todo crime, liberta o pecador dos seus grilhões, dissipa o ódio e dobra os poderosos, enche de luz e paz os corações.

Ó noite de alegria verdadeira, que pros­tra o Faraó e ergue os hebreus, que une de novo ao céu a terra intei­ra, pondo na treva humana a luz de Deus.

Na graça desta noite o vosso povo acende um sacrifício de louvor; acolhei, ó Pai santo, o fogo novo: não perde, ao dividir-se, o seu fulgor.

Cera virgem de abelha generosa ao Cristo ressurgido trouxe a luz: eis de novo a coluna luminosa, que o vosso povo para o céu conduz.

O círio que acendeu as nossas velas possa esta noite toda fulgurar; misture sua luz à das estrelas, cintile quando o dia despontar.

Que ele possa agradar-vos como o Filho, que triunfou da morte e vence o mal: Deus, que a todos acende seu brilho, e um dia voltará, sol triunfal.

T. Amém.

Todos apagam as velas e sentam-se. Antes das  leituras, aquele que preside dirige-se à assembléia com estas palavras:

P. Meus irmãos e minhas irmãs, tendo iniciado solenemente esta vigília, ouçamos no recolhimento desta noite a Palavra de Deus. Vejamos como ele salvou outrora seu povo e nestes últimos tempos enviou seu Filho como Redentor. Peçamos que nosso Deus leve à plenitude a salvação inaugurada na Páscoa.

 

5. PRIMEIRA LEITURA (Gn 1,1-2,2)

Leitura do Livro do Gênesis

1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 3Deus disse: “Faça-se a luz!”. E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. 6Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, sepa­rando umas das outras”. E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam em baixo, das que estavam em cima do firma­mento. E assim se fez. 8Ao firma­mento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. 9Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10Ao solo en­xuto Deus chamou terra e ao ajun­tamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom. 11Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que dêem sementes, e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. 14Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15e que resplandeçam no fir­ma­mento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16Deus fez dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro me­nor para presidir a noite e as estrelas. 17Deus colocou-os no fir­ma­mento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. 20Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pás­saros sobre terra, debaixo do fir­ma­mento do céu”. 21Deus criou os gran­des monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em mul­tidão, nas águas, segundo as suas es­pécies, e todas as aves segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multi­plicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23Houve uma tarde e uma ma­nhã: quinto dia.  24Deus  disse: “Pro­duza a terra seres vivos segun­do as suas espécies, animais do­més­ticos, répteis e animas sel­vagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus fez os ani­mais selvagens segundo as espé­cies, os animais domésticos segun­do as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espé­cies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa seme­lhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que ras­tejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à ima­gem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai so­bre os peixes do mar, sobre os pás­saros do céu e sobre todos os ani­mais de toda a terra”. 29E Deus dis­se: “Eis que vos entrego todas as plan­tas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produ­zem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que ras­teja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais pa­ra alimento”. Assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda obra que fizera.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

6. SALMO RESPONSORIAL 103 (104) HL2, p.43 ou 44

(CD Tríduo Pascal II Fx5)

Quando tu, Senhor, teu Espírito envias, todo mundo renasce, é grande alegria!(bis)

1. Ó minh’alma, bendize ao Senhor: ó Deus grande em poder e amor! O esplendor de tua glória reluz e o céu é o teu manto de luz.

2. Firme e sólida a terra fundaste, com o azul do oceano a enfeitaste! E rebentam tuas fontes nos vales, correm as águas e cantam as aves!

3. Lá do alto tu regas os campos, cresce a relva e os viventes se fartam! De tuas obras a terra encheste, todas belas e sábias fizeste!

4. Que se sumam da terra os perversos e minh’alma te entoe os seus versos! Glória ao Pai, pelo Filho, no Amor, ao Deus vivo eterno louvor!

 

7. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, que dispondes de modo admirável todas as vossas obras,  daí aos que foram resgatados pelo vosso Filho a graça de compre­ender que o sacrifício do Cristo, nossa Páscoa, na plenitude dos tempos, ultrapassa em grandeza a criação do mundo realizada no princípio. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

8. SEGUNDA LEITURA (Gn 22,1-18):

Leitura do livro do Gênesis – Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, aos seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”. 6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7Isaac disse a Abraão: “Meu pai”. – “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse: “Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor –, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. – Palavra do Senhor

T. Graças a Deus.

9. Salmo Responsorial

15(16) (HL2 p. 18)

T. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refúgio!

1. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

2. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranqüilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. –

3. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

10. Oração

P. Oremos (silêncio). Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramando sobre eles a graça da filiação e, pelo mistério pascal, tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos, como lhes tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de corresponder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

11. TERCEIRA LEITURA (Ex 14, 15- 15,1a)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias, 15o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por socorro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em seco pelo meio do mar. 17De minha parte, endurecerei o coração dos egípcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Senhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros”. 19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na frente, colocou-se atrás, 20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noite. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros. 21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um vento leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Israel entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à direita e à esquerda. 23Os egípcios puseram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor combate a favor deles, contra nós”. 26O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, cavaleiros e todo o exército do Faraó que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao contrário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Senhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos nas praias do mar, 31e a mão poderosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 1Então, Moisés e os filhos de Israel cantaram ao Senhor este cântico:

12. Cântico RESPONSORIAL (Ex 15) – (HL2, p.60)

Míriam, Moisés, todo povo de Israel, vamos juntos celebrar o Senhor Deus do céu.

1. Vou cantar ao Senhor, que vitória: Cavaleiro e cavalo afogou! O Senhor é mi’a força, meu canto, salvação o Senhor se mostrou!

2. Ao meu Deus, ao Deus de meu pai vou cantar o mais alto louvor! Guerreiro e Senhor é seu nome. Os guerreiros do rei afogou!

3. Com amor conduziste o teu povo, esta gente que tu libertaste, com poder os trouxeste contigo, para a santa morada os levaste!

 

13. ORAÇÃO

P. Oremos: (Silêncio):  Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas mara­vilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, liber­tando um só povo da perseguição do Faraó, realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do batismo. Concedei a todos os seres humanos tornarem-se filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

14. QUARTA LEITURA (Is 54,5-14)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

5Teu esposo é aquele que te criou, seu nome é Senhor dos Exércitos; teu redentor, o Santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6O Se­nhor te chamou, como a mulher aban­donada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, fa­lou o teu Deus. 7Por um breve ins­tan­te eu te abandonarei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu Sal­va­dor, o Senhor. 9Como fiz nos dia de Noé, a quem jurei nunca mais inun­dar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei amea­ças. 10Podem os montes recuar e as co­li­nas abalar-se, mas minha miseri­córdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança da minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 11Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assen­tarei tuas pedras sobre rubis e tuas bases sobre safiras; 12Revestirei de jaspe tuas fortificações, e teus por­tões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. 13Todos os teus filhos serão discí­pulos do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; 14terás a justiça por fun­damento. Longe da opressão nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

15. SALMO RESPONSORIAL 29(30)

R. Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes!

1. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes quando estava já morrendo!

2. Cantai salmo ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira. Se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.

3. Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor, meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!

 

16. ORAÇÃO

P. Oremos: (Silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai a posteridade que prometestes aos nossos pais, aumentando o número de vossos filhos adotivos. Possa a Igreja reco­nhe­cer que já se realizou em grande parte a promessa feita a nos­sos pais, da qual jamais duvi­daram. Por Cristo, nosso Senhor.

 

17. QUINTA LEITURA (Is 55, 1-11)

Leitura do Livro do Profeta Isaías

– Assim diz o Senhor: “1Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e leite, sem nenhuma paga. 2Por que gastar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário senão com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revi­go­ramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvido e vinde a mim, ouvi e tereis vida; farei convosco um pacto eterno, manterei fielmente as graças concedidas a Davi. 4Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, chefe e mestre para as nações. 5Eis que chamarás uma nação que não conhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Israel, que te glorificou. 6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; invocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá piedade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pensamentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu acima da terra. 10Como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia; antes realizará tudo o que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

18. Salmo responsorial (Is 12,2-6) (HL 2 p. 61)

Ao Senhor dai graças, seu nome invocai. Entre os povos seus feitos de amor proclamai!

1. Salvação é meu Deus e confio. É minha força, meu canto e meu brio.

2. Com alegria beber todos vão, vão às fontes beber salvação!

3. Vamos todos cantar ao Senhor, proclamar os seus feitos de amor!

4. Que teu povo exulte e se alegre e teu nome entre nós se celebre!

19. ORAÇÃO

P. Oremos: (Silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, única esperança do mundo, anun­ciastes pela voz dos profetas os mistérios que hoje se realizam. Aumentai o fervor do vosso povo, pois nenhum dos vossos filhos conseguirá prosseguir na virtude sem o auxílio de vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor.

 

20. SEXTA LEITURA (Br 3, 9-15.32-4,4)

Leitura do Livro do Profeta Baruc

9Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. 10Que se passa Israel? Como é que te encontras em terras inimigas? 11Envelheceste num país estrangeiro e te contaminaste com mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. 12Abandonastes a fonte da sabedoria! 13Se tivesses continuado no caminho de Deus, vi-verias em paz para sempre. 14Aprende onde está a sabedoria, onde está a forta­leza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida. 15Quem des­cobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? 32Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; aquele que criou a terra para sem­pre e a encheu de animais quadrú­pedes; 33aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. 34As estrelas cin­­­ti­lam em seus postos de guarda e alegram-se; 35ele chamou-as, elas res­pondem: “aqui estamos”; e iluminam com alegria o que as fez. 36Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. 37Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. . 38Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens. 4,1A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei que permanece para sempre. Todos que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. 2Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, a sua luz. 3Não dês a outro a tua glória nem ceda a uma nação estranha teus privilégios. 4Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

21. Salmo responsorial  18(19)

R. Senhor, tens palavras de vida eterna!

1. A lei  do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.

2. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante para os olhos é uma luz.

3. É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.

4. Mais desejáveis do que o ouro são eles, do que o ouro refinado. Suas palavras são mais doces que o mel, que sai dos favos.

 

22. ORAÇÃO

P. Oremos: (Silêncio): Ó Deus, que fazeis vossa Igreja crescer sempre mais chamando todos os povos ao Evangelho, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do ba­tis­mo. Por Cristo, nosso Senhor.

 

23. SÉTIMA LEITURA (Ez 36,16-17a. 18-28)

Leitura da Profecia de Ezequiel.

16 A palavra do Senhor foi-me diri­gida nestes termos: 17Filho do homem, os da casa de Israel esta­vam morando em sua terra. Man­cha­ram-na com sua conduta e suas más ações. 18Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do san­gue que derramaram no país e dos ídolos com os quais o mancharam. 19Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos pai­ses. Julguei-os de acordo com sua conduta e suas más ações. 20Quan­do eles chegaram às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comen­tava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tiveram de sair do seu país!’ 21Então eu tive  pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profa­nan­do entre as nações para onde foi. 22Por isso, dize à casa de Israel: “Assim fala o Senhor Deus: não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. 23Vou mostrar a santidade do meu grande nome, que profanastes no meio das nações. As nações sabe­rão que eu sou o Senhor, – oráculo do Senhor Deus – quando eu mani­fes­tar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de to­dos os paises, e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purifi­cados. Eu  vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei de vosso corpo o co­ra­ção de pedra e vos darei um co­ra­ção de carne; 27porei o meu es­pí­rito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de obser­var os meus mandamentos. 28Habi­tareis no país que dei a vossos pais. Se­reis o meu povo e seu serei o vosso Deus’”. – Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

24. Salmo responsorial  41(42)

R, A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo!

1. A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?.

2. Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus entre gritos de louvor e alegria da multidão jubilosa.

3. Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia, que me levem ao vosso monte santo, até a vossa morada!

4. Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som de harpas, meu Senhor e meu Deus.

 

25. ORAÇÃO.

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, força imutável e luz inex­tinguível, olhai com bondade o mistério de toda a vossa Igreja e conduzi pelos caminhos da paz a obra da salvação que conce­bestes desde toda a eternidade. Que o mundo todo veja e re­conheça que se levanta o que estava caído, que o velho se tor­na novo e tudo volta à inte­gridade primitiva por aquele que é princípio de todas as coi­sas. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

26. GLÓRIA

(Preferencialmente cantado)

P. Glória a Deus nas alturas,

T. e paz na terra aos homens por Ele amados. / Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. / nós vos louvamos, nós vos bendizemos, / nós vos adoramos, nós vos glorificamos, / nós vos damos graças por vossa imensa glória. / Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, / Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. / Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. / Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. / Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, / só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, / com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

 

27. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igreja o espírito filial, para que, intei­ramente renovados, vos sirva­mos de todo coração. Por N.S.J.C.

T. Amém.

28. OITAVA  LEITURA (Rm 6,3-11)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos.

Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batizados? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, como Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos de certo modo identificados a Jesus Cristo por uma morte semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cristo, para que seja destruído o corpo de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efeito, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo. – Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

29. ACLAMAÇÃO (Hinário Litúrgico 2 p. 48/49) Fx 7

Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia (bis)

Rendei graças ao Senhor!

R. Que seu amor é sem fim!

Diga o povo de Israel!

Digam os seus sacerdotes!

Digam todos que o temem!

30. EVANGELHO (Mt 28,1-10)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

T. Glória a vós, Senhor.

1Depois do sábado, ao amanhecer

do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2De repente, houve um grande tremor de terra: o anjo do Senhor desceu do céu e, aproximando-se, retirou a pedra e sentou-se nela. 3Sua aparência era como um relâmpago, e suas vestes eram brancas como a neve. 4Os guardas ficaram com tanto medo do anjo, que tremeram e ficaram como mortos. 5Então o anjo disse às mulheres: “Não tenhais medo! Sei que procurais Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui! Ressuscitou, como havia dito! Vinde ver o lugar em que ele estava. 7Ide depressa contar aos discípulos que ele ressuscitou dos mortos, e que vai à vossa frente para a Galiléia. Lá vós o vereis. É o que tenho a dizer-vos”. 8As mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: “Alegrai-vos!” As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10Então Jesus disse a elas: “Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galiléia. Lá eles me verão”.

– Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

31. LADAINHA DOS SANTOS (Fx 9)

Solo: Senhor, tende piedade de nós!

T. Senhor, tende piedade de nós!

S: Jesus Cristo, tende piedade de nós!

T. Jesus Cristo, tende piedade de nós!

S: Senhor, tende piedade de nós!           T. Senhor, tende piedade de nós!

S: Maria, Mãe de Deus,.

T. Rogai a Deus por nós!

S: Ó Virgem Imaculada,

T. Rogai a Deus por nós!

S: Senhora Aparecida….

T. Rogai a Deus por nós!

S: Das dores, Mãe amada,

T. Rogai a Deus por nós!

T. Rogai por nós! Rogai por nós! (bis)

S. Ó Anjos do Senhor,…

S. Miguel e Rafael,…

S. De Deus os mensageiros,…

S. Arcanjo Gabriel…

S. Sant’Ana e São Joaquim….

S. Isabel e Zacarias…….

S. João, o precursor…….

S. Esposo de Maria…….

S. São Pedro e São Paulo

S. São João e São Mateus,

S. São Marcos e São Lucas,…

S. São Judas Tadeu,…

S. Estevão e Lourenço…

S. São Cosme e Damião…

S. Inácio de Antioquia…

S. Mártir Sebastião…

S. Maria Madalena…

S. Inês e Luzia…

S. Santa Felicidade…

S. Perpétua e Cecília…

S. Gregório e Atanásio,…

S. Basílio e Agostinho,…

S. São Bento e Santo Amaro,…

S. Ambrósio e São Martinho,…

S. Francisco e Domingos,…

S. Antônio e Gonçalo,…

S. Vianney e Benedito,…

S. São Raimundo Nonato,…

S. Teresa e Teresinha,…

S. Santa Rosa de Lima,…

S. Margarida Maria,…

S. De Sena Catarina,…

S. Ó Senhor, sede nossa proteção,

T. Ouvi-nos, Senhor!

S. Para que nos livreis de todo mal,

T. Ouvi-nos, Senhor!

S. Para que nos livreis da morte eterna,

S. Vos pedimos, por vossa encarnação,

S. Pela vossa paixão e ascensão…

S. Pelo envio do Espírito de Amor

S. Apesar de nós sermos pecadores

(Se houver batismo):

S. Vida nova daí a estes batizandos,

T. Ouvi-nos, Senhor!

(Se não houver batismo):

S. Tornai santa esta água batismal,

T. Ouvi-nos, Senhor!

S. Jesus Cristo, ouvi-nos!

T. Jesus Cristo, ouvi-nos!

S. Jesus Cristo, atendei-nos!

T. Jesus Cristo, atendei-nos!

T. Amém.

32. BÊNÇÃO DA ÁGUA

33. RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO

34. ASPERSÃO DA ÁGUA (HL 3, p. 83) Fx 12

Enquanto a comunidade é aspergida, canta-se:

1. Eu vi, eu vi, vi foi água a manar, do lado direito do templo a jorrar.

Amém, amém, amém, aleluia! * Amém, amém, amém, aleluia!

2. E quantos foram por ela banhados, cantaram o canto dos que foram salvos:

3. Louvai, louvai e cantai ao Senhor, porque ele é bom e sem fim, seu amor:

4. Ao Pai a glória e ao Ressuscitado e seja o Divino pra sempre louvado!

35. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Irmãos e irmãs, elevemos ao Pai nossas preces nesta noite santa em que o Cristo ressuscitado trans­formou a criação e instaurou a vida nova para sempre. Rezemos juntos:

T. Fazei-nos anunciadores do Mistério Pascal!

1. Pai Santo, revigorai a Igreja com a alegria pascal que brota da ressurreição de Cristo.

2. Fortalecei os cristãos com o jubilo do aleluia pascal.

3. Conservai na fé os que foram batizados nesta Páscoa.

4. Ajudai-nos a anunciar o Mistério de Cristo aos que ainda não receberam o dom da fé.

5. Fazei-nos viver este período pascal nos preparando para a celebração do Pentecostes.

(outras preces da comunidade)

P. Isto vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

36. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(Tríduo Pascal II Fx 13)

1. Bendito sejas, ó rei da glória, * ressuscitado Senhor da Igreja! * Aqui trazemos as nossas ofertas!

Vê com bons olhos nossas humildes ofertas, * tudo que temos, seja pra ti, ó Senhor!

2. Vidas se encontram no altar de Deus, * gente se doa, dom que se imola. * Aqui trazemos as nossas ofertas!

3. Maior motivo de oferenda, * pois, o Senhor ressuscitou, * para que todos tivessem vida.

4. Irmãos da terra, irmãos do céu, * juntos cantemos glória ao Senhor. * Aqui trazemos as nossas ofertas!

 

37. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do mistério pascal, seja por vossa graça penhor da eterni­dade. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

38. ORAÇÃO EUCARÍSTICA I (Prefácio MR, p. 421)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, mas sobretudo nesta noite em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o verdadeiro Cordeiro, que tira o pecado do mundo. Morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, deu-nos a vida. Transbordando de alegria pascal, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, para celebrar a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que abençoeis V estas oferendas apresentadas ao vosso altar.

T. Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!

Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso servo, o Papa Bento, por nosso Bispo Odilo, e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos.

T. Conservai a vossa Igreja sempre unida.

1C Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas…,e de todos os que cir­­cundam este altar, dos quais conhe­ceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem co­nosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o per­dão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam.

T. Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos!

2C. Em comunhão com toda a Igreja, celebramos a noite santa da ressurreição de Nossa Senhor Jesus Cristo. Veneramos também a sempre Virgem Maria e seu esposo São José, os santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André… e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção.

T. Em comunhão com toda a

Igreja aqui estamos!

CP. Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família. Nós a oferecemos também por aqueles que fizestes renascer pela água e pelo Espírito Santo, dando-lhes o perdão dos pecados. Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

CC. Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo vosso Filho e Senhor nosso.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão em suas mãos, elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMIS­SÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

CC. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e dos dons de Melquisedeque.

Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

3C Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. e N. que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé. A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

4C. E a todos nós pecadores, que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estevão, Matias e Barnabé … e todos os vossos santos. Por Cristo, Senhor nosso.

T. Concedei-nos o convívio dos eleitos!

Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.

CP ou CC. Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre.

T. Amém.

39. RITO DA COMUNHÃO

40. CANTO DE COMUNHÃO Fx 14

Mal começava o domingo, a semana, * lá vêm as mulheres com flores e aromas, * de passo em passo, de rua em rua. * O sol já havia surgido, aleluia!

1. Bendito seja o Deus de Israel, * que seu povo visitou * e deu-nos libertação, * enviando um Salvador, * /: da casa do rei Davi, * seu ungido servidor.:/

2. Cumpriu a voz dos profetas, * desde os tempos mais antigos, * quis libertar o seu povo * do poder dos inimigos, * /: lembrando-se da aliança * de Abraão e dos antigos.:/

3. Fez a seu povo a promessa * de viver na liberdade, * sem medos e sem pavores * dos que agem com maldade * /: e sempre a ele servir * na justiça e santidade.:/

4. Menino, serás profeta * do Altíssimo Senhor * pra ir à frente aplainando * os caminhos do Senhor, * /: anunciando o perdão * a um povo pecador.:/

5. É ele o Sol Oriente * que nos veio visitar. * \Da morte, da escuridão, * vem a todos libertar. * /: A nós seu povo remido * para a paz faz caminhar.:/

 

41. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO

P. Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacra­mentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

42. BÊNÇÃO E DESPEDIDA

43. CANTO FINAL (HL2 p. 128)

Cristo ressuscitou, aleluia! Venceu a morte com o amor! Cristo ressuscitou, aleluia! Venceu a morte com o amor, Aleluia!

1. Tendo vencido a morte, o Senhor ficará para sempre entre nós, para manter viva a chama do amor que reside em cada cristão, a caminho do Pai.

2. Tendo vencido a morte, o Senhor nos abriu um horizonte feliz, pois nosso peregrinar pela face do mundo terá seu final lá, na casa do Pai.

 

músicas:

Triduo Pascal II Ed. Paulus  e Hinário Litúrgico 2

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoA_quaresma_triduo_pascal_03_sabado.htm

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• SÃO PAULO • 22 DE ABRIL DE 2011 • ANO 35 • Lt.04 • Nº 28 • A •

abril 11, 2011

SEXTA-FEIRA SANTA (Folheto duplo)

PAIXÃO DO SENHOR

GRANDE SILÊNCIO

Orientações: O altar deve estar sem toalhas, flores ou velas. Será preparado somente na hora da comunhão; terminada a comunhão ele é novamente desnudado. O ambiente, neste dia, deve ser de total silêncio.

Antes de iniciar a liturgia, o animador convida a assembléia a ficar de joelhos, em profundo silêncio, adorando o mistério da entrega do Senhor. Depois do momento de silêncio, todos se levantam e o que preside reza a oração seguinte.

 

1. ORAÇÃO (MR 271)

P. (Não se diz Oremos): Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos, pela natureza, a imagem do homem terreno, possamos trazer, pela graça, a imagem do homem novo. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Mergulhemos no mistério da Paixão de Cristo, ouvindo as leituras que nesta tarde a Igreja nos apresenta. Assim,  participemos do drama que mudou a história do mundo e fez brotar a vida nova para todos.

2. PRIMEIRA LEITURA (Is 52, 13-53,12)

Leitura do livro do profeta Isaías.

– 13Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido; sua ascensão será ao mais alto grau. 14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano –, 15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos. Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram. 53,1″Quem de nós deu crédito ao que ouvimos? E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor? 2Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse. 3Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele. 4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores; e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado! 5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura. 6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas, cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós. 7Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca; como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca. 8Foi atormentado pela angústia e foi condenado. Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer. 9Deram-lhe sepultura entre ímpios, um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal, nem se encontrou falsidade em suas palavras. 10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos. Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor. 11Por esta vida de sofrimento, alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o Justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas. 12Por isso, compartilharei com ele multidões e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores. – Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

3. SALMO RESPONSORIAL 30(31)

(HL2,p.28) Fx 11

Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos e espero pela tua salvação! (bis)

1. Junto de ti, ó Senhor, eu me abrigo, não tenha eu de que me envergonhar; por tua justiça me salva e teu ouvido ouça meu grito: “Vem logo libertar!”

2. Sê para mim um rochedo firme e forte, uma muralha que sempre me proteja; por tua honra, Senhor, vem conduzir-me, vem desatar-me, és minha fortaleza!

3. Em tuas mãos eu entrego o meu espírito, ó Senhor Deus, és tu quem me vai salvar; tu não suportas quem serve a falsos deuses. Somente em ti, ó Senhor, vou confiar!

4. Meus opressores são tantos, que eu me acanho; de mim se enojam vizinhos e amigos; quem me encontra na rua, vira a cara, sou feito um traste, de todos esquecido.

5. De minha parte, Senhor, em ti confio, tu és meu Deus, meu destino, em tuas mãos! Vem libertar-me de quantos me perseguem, por teu amor, faz brilhar tua salvação!

 

4. SEGUNDA LEITURA (Hb 4,14-16;5,7-9)

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos: 14Temos um Sumo Sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15Com efeito, temos um Sumo Sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. 5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre, dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus. 8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu. 9Mas, na consumação de sua vida, tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

5. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (Fx. l2) (HL2, p.189)

Salve, ó Cristo obediente! Salve, amor onipotente, que se entregou à cruz e nos recebeu na luz!

1. O Cristo obedeceu até a morte, humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, humilhou-se e obedeceu até a cruz.

2. Por isso o Pai do céu o exaltou, exaltou-o e lhe deu um grande nome, exaltou-o e lhe deu poder e glória, diante dele céus e terra se ajoelhem!

 

6. EVANGELHO (Jo 18, 1-19,42)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.

L1: Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos Sumos Sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse: P: “A quem procurais?” L1: 5Responderam: T: “A Jesus, o Nazareno.” L1: Ele disse: P: “Sou eu.” L1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou: P: “A quem procurais?” L1: Eles responderam:
T:
“A Jesus, o Nazareno.” L1: 8Jesus respondeu: P: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.” L1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro: P: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?” L1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: L2:“É preferível que um só morra pelo povo”. L1:15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro: L2: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” L1: Ele respondeu: L2: “Não”. L1: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu: P: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.” L1: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo: L2: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?” L1: 23Respondeu-lhe Jesus: P: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?” L1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe: L2: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?” L1: Pedro negou: L2: “Não!” L1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: L2: “Será que não te vi no jardim com ele?” L1: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse: L2: “Que acusação apresentais contra este homem?” L1: 30Eles responderam: T: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!” L1: 31Pilatos disse: L2: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei.” L1: Os judeus lhe responderam: T: “Nós não podemos condenar ninguém à morte. “ L1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe: L2: “Tu és o rei dos judeus?” L1: 34Jesus respondeu: P: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?”L1: 35Pilatos falou: L2: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?” L1: 36Jesus respondeu: P: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui. L1: 37Pilatos disse a Jesus: L2: “Então tu és rei?” L1: Jesus respondeu: P: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.” L1: 38Pilatos disse a Jesus: L2: “O que é a verdade?” L1: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes: L2: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?” L1: 40Então, começaram a gritar de novo: T: “Este não, mas Barrabás!” L1: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: T: “Viva o rei dos judeus!” L1: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus: L2: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.” L1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes: L2: “Eis o homem!” L1: 6Quando viram Jesus, os Sumos Sacerdotes e os guardas começaram a gritar: T: “Crucifica-o! Crucifica-o!” L1: Pilatos respondeu: L2: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.” L1: 7Os judeus responderam: T: “Nós temos uma lei, e, segundo esta lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.” L1: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus: L2: “De onde és tu?” L1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse: L2: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” L1: 11Jesus respondeu: P: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.” L1: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam: T: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César.” L1: 13Ouvindo estas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: L2: “Eis o vosso rei!” L1: 15Eles, porém, gritavam: T: “Fora! Fora! Crucifica-o!” L1: Pilatos disse: L2: “Hei de crucificar o vosso rei?” L1: Os Sumos Sacerdotes responderam: T: “Não temos outro rei senão César.” L1: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o rei dos judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: T: “Não escrevas ‘o Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o rei dos judeus’ “. L1: 22Pilatos respondeu: L2: “O que escrevi, está escrito.” L1:23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si: T: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.” L1: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: P: “Mulher, este é o teu filho.” L1: 27Depois disse ao discípulo: P: “Esta é a tua mãe.” L1: Dessa hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: P: “Tenho sede”. L1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse: P: “Tudo está consumado.” L1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

(Todos se ajoelham em silêncio.)

L1: 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu, dá testemunho e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. 38Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. 39Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. 40Então tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho, como os judeus costumam sepultar. 41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. 42Por causa da preparação da Páscoa, e como o túmulo estava perto, foi ali que colocaram Jesus.

– Palavra da salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

7. ORAÇÃO UNIVERSAL (MR, p. 255)

P. A salvação de Cristo é oferecida a todos. Cons­cientes dessa verdade, rezemos por todos os povos e nações, para que ressuscitem para uma vida nova.

 

I – Pela Santa Igreja

Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranqüila, para sua própria glória.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelas­tes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e procla­me sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

II – Pelo Papa

Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa Bento XVI. O Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, governando o povo de Deus.

(Silêncio)

Deus Eterno e todo-poderoso, que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão que governais por meio dele possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

III – Por todas as ordens e catego­rias de fiéis.

Oremos pelo nosso Arcebispo, o Cardeal D. Odilo Pedro Scherer  e seus bispos auxiliares, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

IV – Pelos Catecúmenos

Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

V- Pela unidade dos Cristãos

Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que crêem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VI – Pelos Judeus

Oremos pelos judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.

(Silêncio)

Deus Eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces da vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VII- Pelos que não crêem no Cristo

Oremos pelos que não crêem no Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da salvação.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não crêem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e participando com maior solicitude do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VIII – Pelos que não crêem em Deus.

Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso. Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que crêem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

IX – Pelos Poderes Públicos

Oremos por todos os governantes: que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

X – Por todos os que sofrem pro­vações

Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

8. ADORAÇÃO DA CRUZ

(O que preside vai até a porta da Igreja e tomando a cruz, a descobre aos poucos cantando três vezes)

Eis o lenho da cruz (HL2 p. 134)

P. Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.

T. Vi nde, adoremos!

(Em procissão, a Assembléia segue para a adoração da cruz, cantando)

Fiel madeiro (HL2, p. 145-146) (Fx 17)

Fiel madeiro da santa cruz, ó árvore sem rival. Que selva outro lenho produz, que traga em si fruto igual? Quão doce peso conduz, ó lenho celestial! Fiel madeiro da santa cruz, ó árvore sem rival!

1. Cantem meus lábios a luta que sobre a cruz se travou; cantem o nobre triunfo que no madeiro alcançou o Redentor do universo, quando por nós se imolou.

2. O Criador teve pena do primitivo casal, que foi ferido de morte, comendo o fruto fatal, e marcou logo outra árvore, para curar-nos do mal.

3. Tal ordem foi exigida na obra da salvação: cai o Inimigo no laço de sua própria invenção. Do próprio lenho da morte Deus fez nascer redenção.

4. Na plenitude dos tempos, a hora santa chegou e, pelo Pai enviado, nasceu do mundo o autor; e duma Virgem no seio a nossa carne tomou.

5. Seis lustros tendo passado, cumpriu a sua missão. Só para ela nascido, livre se entrega à Paixão. Na cruz se eleva o Cordeiro, como perfeita oblação.

6. Glória e poder à Trindade. Ao Pai e ao Filho, louvor. Honra ao Espírito Santo. Eterna glória ao Senhor, que nos salvou pela graça e nos reuniu no amor.

 

Lamentos (Vamos Cantar nº542 Cantos e Orações nº232)

1. Povo meu, que te fiz eu? Dize em que te contristei? Por que à morte me entregaste? Em que foi que te faltei?

Deus santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!

2. Eu te fiz sair do Egito, com maná te alimentei. Preparei-te bela terra, tu, a cruz para o teu rei.

3. Bela vinha eu te plantara, tu plantaste a lança em mim. Águas doces eu te dava, foste amargo até o fim.

4. Flagelei por ti o Egito, primogênitos matei. Tu, porém, me flagelaste, entregaste o próprio Rei.

5. Eu abri o Mar Vermelho, tu me abriste o coração. A Pilatos me levaste, eu levei-te pela mão.

6. Só na cruz tu me exaltaste, quando em tudo te exaltei. Que mais podia eu ter feito? em que foi que te faltei?

 

Vitória (HL2, p. 199)

Vitória, tu reinarás! Ó cruz, tu nos salvarás! (bis)

1. Nós vamos à cidade e lá eu irei sofrer; serei crucificado, mas hei de reviver!

2. Vocês não são do mundo, do mundo os escolhi! Se o mundo os odeia, primeiro odiou a mim!

3. Vocês vão ter no mundo tristezas e aflições, mas eu venci o mundo, coragem, e vencerão!

4. Se o grão, que cai por terra, não morre, fica só… Se morre, germina e cresce, seu fruto será maior!

5. Pois era necessário um só sofrer por todos e, assim, os separados formarem um só povo.

6. Escutem meu mandamento, reparem como os amei! Por todos eu dei a vida, se amem, assim, vocês!

7. Se alguém quer ser meu servo, me siga e, então, verá, esteja onde eu ‘stiver, meu Pai o honrará!

 

2º Bendita e louvada seja (H2 p. 121) CO235

1. Bendita e louvada seja no céu a divina luz, e nós, também, cá na terra, louvemos a santa cruz.

2. Os céus cantam a vitória de Nosso Senhor Jesus; cantemos nós, igualmente, louvores à Santa Cruz.

3. Sustenta gloriosamente nos braços ao bom Jesus; sinal de esperança e vida o lenho da Santa Cruz.

4. Humildes e confiantes, levemos a nossa cruz; seguindo o sublime exemplo de Nosso Senhor Jesus.

5. Cordeiro imaculado, por todos morreu Jesus; pagando as nossas culpas, e Rei pela sua Cruz.

6. É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz; bandeira vitoriosa, o santo sinal da Cruz.

7. Ao povo, aqui reunido, dai graça, perdão e luz; salvai-nos, ó Deus clemente, em nome da Santa Cruz.

 

9. RITO DA COMUNHÃO

P. Rezemos, com amor e confiança, a oração que o Senhor nos ensinou:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

P. Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

10. CANTO DE COMUNHÃO Sl 22(21)

(HL2, p. 21)

Meu Deus, ó meu Deus, por que me abandonaste?…

1. Meu Deus, ó meu Deus, por que me abandonaste? Não acha este traste paz em seu lamento. De dia eu não agüento de tanto chorar, de noite a gritar e sem ter alento.

2. E tu que estás no trono assentado, os pais no passado em Ti confiavam; Quando eles chamavam, eram libertados, assim confiados, não se envergonhavam.

3. Por ti fui formado no ventre materno e co’amor tão terno, eu fui aleitado, a ti consagrado bem pequenininho, e, hoje, sozinho e tão angustiado.

4. Furaram minhas mãos, cravaram meus pés, meus ossos, de vez, eu posso contar; pessoas a olhar, mexendo as cabeças, minhas vestes sorteiam e se põem a zombar.

5. Vou anunciar teu nome aos irmãos e na reunião de ti vou falar. Quem com Deus está, entoe o estribilho, Jacó e seus filhos num eterno cantar!

6. Deus não desprezou o pobre coitado, ficou do seu lado e ouviu seu clamor; A ti meu louvor em frente do povo, renovo de novo meus votos de amor.

7. Os pobres famintos verão a fartura, numa terra futura a Deus louvarão! E os povos, então, de terras distantes, alegres, confiantes, pra ti voltarão.

8. És Rei e Senhor de todas as gentes, da terra os potentes te adorarão. A ti servirão os meus descendentes, que és justo, contentes, aos filhos dirão.

2º Canto de Comunhão Sl 22(21) VC 538

1. Minha alma se esvai em tristeza e meus anos se vão em gemidos; enganado por meus opressores, só em ti eu encontro abrigo!

Atende, Senhor, ao clamor do meu coração: “O meu espírito entrego em tuas mãos!”

2. Quanta angústia!… meus olhos são tristes, e me vejo qual vaso partido. Mas tua face é a luz que procuro, de tua vista eu não seja excluído!

3. Às ocultas me dizem blasfêmias, por tua graça tão plena me salves! Em correntes pesadas me ataram, vem depressa, Senhor, libertar-me!

4. Tem piedade de mim, Senhor Santo! Sê a casa que possa abrigar-me! Ao meu lado só tramam a morte, mas confio que vens libertar-me!

 

3º Canto (HL2, p. 183) ( Fx 18)

Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão.

1. Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

2. Vós sereis os meus amigos, se seguirdes meu preceito: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

3. Como o Pai sempre me ama, assim também, eu vos amei: Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

4. Permanecei em meu amor e segui meu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

5. E chegando a minha Páscoa, vos amei até o fim: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

6. Nisto todos saberão, que vós sois os meus discípulos: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

 

11. ORAÇÃO Após a comunhão

(MR p. 268)

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

12. ORAÇÃO sobre o povo

P. Que a vossa bênção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo, que acaba de celebrar a morte de vosso Filho, na esperança de sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

(Todos se retiram em silêncio.
O altar é oportunamente desnudado).

Músicas CD Tríduo Pascal I ( TP I)  – Cantos e Orações (CO)

Cantos Opcionais

Adoração da Cruz

Que mais podia eu ter feito? (CO 233)

Que mais podia eu ter feito? * Que mais podia eu te dar?!…

1. Plantei-te como vinha nova, * toda graciosa, nada havia igual; * e castiguei os malfeitores * que te perseguiram pra fazer-te mal.

2. Abri o mar na tua passagem, * e da escravidão eu te levei à paz, e e fiz caminho no deserto, * para o lugar certo, para o bem total. * E esqueceste o amor, e entregaste o Senhor * O mundo inteiro se esqueceu da luz, * e pregou o Salvador na Cruz!

3. Eu dei o pão da nova vida, * e a pedra ferida a sede apagou; * e fiz para o meu povo eleito * os maiores feitos, como ninguém viu.

4. Eu dei o sol da liberdade, * a luz da verdade, onde nasce o amor; * e dei o pão da caridade, * na fraternidade do mundo melhor. * E esquecestes o amor, e entregaste o Senhor. * O mundo inteiro se esqueceu da luz, * e pregou o Salvador na cruz!

 

Cristo está crucificado (CO 234)

1. Cristo está crucificado, * maltrapilho e sem abrigo. * E vem me pedir comida * com o rosto de mendigo. * Cristo está crucificado * pelo vício, e não tem paz. * E vem me pedir amor, com o rosto de rapaz.

//: Cristo está crucificado, * mas será ressuscitado.://

2. Cristo está crucificado, * oprimido em seu salário. * E vem me pedir justiça, * com o rosto de operário. * Cristo está crucificado, * na velhice e solidão. * E quer conversar comigo, * com o rosto de ancião.

3. Cristo está crucificado * no abandono e insegurança. * E vem me pedir a vida, * com o rosto de criança. * Cristo está crucificado, *sem direito, chão nem vez. * E pede o que lhe pertence, * feito humilde camponês.

4. Cristo está crucificado * pela vida que não quer. * E vem me pedir a mão, * com o rosto de mulher. * Cristo está crucificado, * esperando fazer jus * ao amor dos nossos braços, * pra poder descer da cruz.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoA_quaresma_triduo_pascal_02_sexta.htm


• SÃO PAULO • 21 de abril DE 2011 • ANO 35 • Lt. 03 • Nº 27 •A

abril 11, 2011

QUINTA – FEIRA SANTA

Missa Vespertina da Ceia do Senhor

Início do Sagrado Tríduo Pascal

Anim. Nesta noite, celebramos  a instituição da Eucaristia e iniciamos  o Tríduo Pascal. Junto com os Apóstolos, entremos no Cenáculo para celebrar a Ceia em que Jesus  se entregou no sacramento do Pão e do Vinho. Deixemos  também que o Senhor lave os nossos pés e, dessa forma,  cumpra-se toda Profecia. Assumamos o seu Mandamento Novo como a nova ordem que regerá a terra e vivamos  com nos­so testemunho, o Manda­mento do Amor que ele entregou à humanidade como um legado perpétuo. Com esta disposição, participemos dos ritos litúrgicos destes três dias que condensam todo o Mistério da nossa redenção.

1. ABERTURA Sl 67(66) Fx 2

CD TRÍDUO PASCAL I

Ninguém pode se orgulhar a não ser nisto, nos orgulhamos na cruz de Jesus Cristo, nele está a vida e a ressurreição, nele, a esperança de libertação. (bis)

1. Deus se compadece e de nós se compraz, em nós resplandece seu rosto de paz.

2. Pra que o povo encontre, Senhor, teu caminho e os povos descubram teu terno carinho.

3. Que todos os povos te louvem, Senhor, que todos os povos te cantem louvor!

4. Por tua justiça se alegram as nações, com ela governas da praia aos sertões.

5. O chão se abre em frutos, é Deus que abençoa! E brotem dos cantos do mundo esta loa!

2. SAUDAÇÃO

P. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

T. Amém.

P. O Deus da esperança, que nos cumula de toda alegria e paz em nossa fé, pela ação do Espírito Santo, esteja convosco.

T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

3. ATO PENITENCIAL

P. Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas para celebramos dignamente os santos mistérios.

(Silêncio)

P. Confessemos os nossos pecados:

T. Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões, por minha culpa, minha tão grande culpa. E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

Kyrie

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

P. Cristo, tende piedade de nós.

T. Cristo, tende piedade de nós.

P. Senhor, tende piedade de nós.

T. Senhor, tende piedade de nós.

4. GLÓRIA (Preferencialmente cantado)

P. Glória a Deus nas alturas,

T. e paz na terra aos homens por Ele amados. / Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso. / nós vos louvamos, nós vos bendizemos, / nós vos adoramos, nós vos glorificamos, / nós vos damos graças por vossa imensa glória. / Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, / Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. / Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. / Vós que tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. / Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. / Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, / só vós o Altíssimo, Jesus Cristo, / com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

 

5. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mis­tério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. Nesta noite em que o Amor se derramou profusamente, ouçamos com atenção as leituras, para beber do mana­ncial que Deus oferece ao seu povo sedento de salvação.

6. PRIMEIRA LEITURA (Ex 12,1-8.11-14 )

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias,

1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito:

2″Este mês será para vós o começo dos meses;

será o primeiro mês do ano.

3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel,

dizendo:

‘No dé­cimo dia deste mês,

cada um tome um cordeiro por família,

um cor­deiro para cada casa.

4Se a família não for bastante numerosa

para co­mer um cordeiro,

convidará também o vizinho mais próximo,

de acordo com o número de pessoas.

Deveis cal­cular o número de comensais,

conforme o tamanho do cordeiro.

5O cordeiro será sem defeito,

ma­cho, de um ano.

Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito:

6e devereis guardá-lo preso

até o dia catorze deste mês.

Então toda a comunidade de Israel reunida

o imolará ao cair da tarde.

7Tomareis um pouco do seu sangue

e untareis os marcos e a travessa da porta,

nas casas em que o comerem.

8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo,

com pães ázimos e ervas amargas.

11Assim de­ve­reis comê-lo: com os rins cingidos,

sandálias nos pés e cajado na mão.

E comereis às pressas, pois é a Páscoa,

isto é, a ‘Passa­gem’ do Senhor!

12E naquela noite passarei pela terra do Egito

e ferirei na terra do Egito todos os primo­gênitos,

desde os homens até os animais;

e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito,

eu, o Senhor.

13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes.

Ao ver o sangue, passarei adiante,

e não vos atingirá a praga exterminadora,

quan­do eu ferir a terra do Egito.

14Este dia será para vós uma festa memorável

em honra do Senhor,

que haveis de celebrar por todas as gerações,

como instituição perpétua”.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

7. SALMO RESPONSORIAL Sl 115 (116)

(CD Tríduo Pascal I, Fx4)

O cálice por nós abençoado * é a nossa comunhão com o sangue de Jesus.

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus, * por tudo aquilo que ele fez em meu favor! * Elevo o cálice da minha salvação * invocando o nome santo do Senhor.

2. É sentida por demais pelo Senhor, * a morte dos seus santos, seus amigos. * Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, * mas me quebrastes os grilhões da escravidão.

3. Por isso, oferto um sacrifício de louvor * invocando o santo nome do Senhor. * Vou cumprir minhas promessas ao Senhor * na presença de seu povo reunido.

 

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 11,23-26)

Leitura da primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.

Irmãos:

23O que eu recebi do Senhor

foi isso que eu vos transmiti:

Na noite em que foi entregue,

o Senhor Jesus tomou o pão

24e, depois de dar graças, partiu-o e disse:

“Isto é o meu corpo que é dado por vós.

Fazei isto em minha memória”.

25Do mesmo modo, depois da ceia,

tomou também o cálice e disse:

“Este cálice é a nova aliança, em meu sangue.

Todas as vezes que dele beberdes,

fazei isto em minha memória”.

26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão

e beberdes deste cálice,

estareis proclamando a morte do Senhor,

até que ele venha.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

(HL2 p. 52)

Eu vos dou um novo man­damento: “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei”, diz o Senhor (bis).

10. EVANGELHO (Jo 13, 1-15)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

T. Glória a vós, Senhor.

P. 1Era antes da festa da páscoa.

Jesus sabia que tinha chegado a sua hora

de passar deste mundo para o Pai;

tendo amado os seus que estavam no mundo,

amou-os até o fim.

2Estavam tomando a ceia.

O diabo já tinha posto

no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes,

o propósito de entregar Jesus.

3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos

e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,

4levantou-se da mesa, tirou o manto,

pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.

5Derramou água numa bacia

e começou a lavar os pés dos discípulos,

enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

6Chegou a vez de Simão Pedro.

Pedro disse:

“Senhor, tu me lavas os pés?”

7Respondeu Jesus:

“Ago­ra, não entendes o que estou fazen­do;

mais tarde com­pre­enderás”.

8Disse-lhe Pedro:

“Tu nunca me lavarás os pés!”

Mas Jesus respondeu:

“Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.

9Simão Pedro disse:

“Senhor, então lava não somente os meus pés,

mas também as mãos e a cabeça”.

10Jesus respondeu:

“Quem já se banhou

não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo.

Também vós es­tais limpos, mas não todos”.

11Jesus sabia quem o ia entregar;

por isso disse:

“Nem todos estais limpos”.

12Depois de ter lavado os pés dos discípulos,

Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo.

E disse aos discípulos:

“Compreendeis o que acabo de fazer?

13Vós me chamais Mestre e Senhor,

e dizeis bem, pois eu o sou.

Portanto, se eu, o Senhor e Mestre,

vos lavei os pés,

também vós deveis lavar os pés uns dos outros.

15Dei-vos o exemplo,

para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

– Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

11. LAVA-PÉS (CD Tríduo Pascal I Fx 6)

(Cantos e Orações nº 211 – Vozes)

1. Jesus, erguendo-se da Ceia, jarro e bacia tomou. Lavou os pés dos discípulos, este exemplo nos deixou. Aos pés de Pedro inclinou-se: ó Mestre não por quem és! Não terás parte comigo se não lavar os teus pés.

2. És o Senhor, tu és o Mestre, os meus pés não lavarás! O que ora faço não sabes, mas depois compreenderás. Se eu vosso Mestre e Senhor, vossos pés hoje lavei, lavai os pés uns dos outros! Eis a lição que vos dei.

3. Eis como irão reconhecer-vos como discípulos meus, se vos amais uns aos outros, disse Jesus para os seus. Dou-vos Novo Mandamento. Deixo, ao partir, nova Lei: “que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei!”

4. Vou para o Pai, mas volto logo, comigo vos levarei. Mestre, qual é o caminho para chegar onde ireis? Sou o Caminho, a Verdade, a vida plena vos dei; perma­necendo em mim sempre, amando como eu amei.

 

12. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Movidos pelo infinito amor de Deus Pai, revelado plenamente em Jesus Cristo, elevemos nesta noite eucarística nossas preces, suplicando:

T. Senhor, dai-nos sempre deste Pão.

1. Pai Santo, que a Igreja, povo sacerdotal, celebre a Eucaristia como fonte e ápice da sua vida.

2. Que os ministérios floresçam e transformem a Igreja numa comunidade toda ministerial.

3. Que o trigo amassado e a uva esmagada estimulem a nossa dedicação diária ao Reino de Deus.

4. Que os campos dourados sejam seara da nossa luta pela transformação do mundo.

5. Que a Eucaristia fomente em nós o amor ilimitado que moveu os santos de todos os tempos.

6. Que o Tríduo Pascal nos coloque em profunda sintonia com o Amor que gerou e mantém a vida na terra.

7. Que possamos celebrar a Páscoa com um coração inteiramente transformado.

(Outras preces da comunidade)

P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(HL2, p. 170 – CD Tríduo Pascal I Fx 8)

Onde o amor e a caridade, Deus aí está.

1. Congregou-nos num só corpo o amor de Cristo. Exultemos, pois, e nele jubilemos. Ao Deus vivo nós temamos, mas amemos. E, sinceros, uns aos outros, nos queiramos.

2. Todos juntos, num só corpo congregados: pela mente não sejamos separados! Cessem lutas, cessem rixas, dissensões, mas esteja em nosso meio Cristo Deus!

3. Junto um dia, com os eleitos, nós vejamos tua face gloriosa, Cristo Deus: Gáudio puro, que é imenso e que ainda vem, pelos séculos dos séculos. Amém.

14. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs …

P. Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar dignamente da Eucaristia, pois todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória do vosso Filho torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

(MR, p. 482)( Pref. p. 439)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

P. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, instituiu o Sacrifício da nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica. Por essa razão, os anjos do céu, as mulheres e os homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamam, jubilosos, vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

CP. Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.

T. Santificai e reuni o vosso povo!

CC. Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo  e V o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA RE­MIS­SÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, os vossos Apóstolos e Mártires, São Paulo, patrono da nossa Arqui­diocese, N. e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

T. Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C. E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa Bento, o nosso bispo Odilo, com os Bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.

T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso.

T. A todos saciai com vossa glória!

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

CP ou CC. Por Cristo, …

T. Amém.

 

16. RITO DA COMUNHÃO

17. 1º CANTO (HL2 p. 149) (Fx.10)

Hoje é festa, diz o povo, * a nação santa de Deus. * Bata palma, cante um hino: * Este pão do céu desceu! (bis)

1. Aquela noite tão linda, de amor ela estava cheia: era a quinta-feira santa, era a derradeira Ceia! (bis)

2. E as coisas mais sublimes, então, Ele revelou. Tendo amado a nós aqui, até o fim Ele amou. (bis)

3. E Jesus, partindo o pão, nesta Ceia tão sagrada, se entregou como ali­mento, o manjar da caminhada. (bis)

4. E depois, tomou o vinho, entregou aos doze, então, “é meu Sangue derramado, para a vossa redenção!” (bis)

5. Tudo q’Ele, então, cumpriu nesta Ceia, sem igual, mandou que se repetisse, até a vinda final. (bis)

6. Na dureza desta vida, este pão é o sinal, dizendo: Cristo é a porta da viagem terminal. (bis)

7. Somos todos caminheiros, procurando um mundo novo. Somos irmãos, companheiros, Cristo é o guia do seu povo! (bis)

8. Somos todos caminheiros, procurando eterno porto. Somos irmãos, companheiros, Cristo é nosso conforto! (bis)

 

2º CANTO (HL2, p. 141) (Fx 9)

1. Eu quis comer esta ceia agora, pois vou morrer, já chegou minha hora.

Tomai, comei, é meu Corpo e meu Sangue que dou. Vivei no amor! Eu vou preparar a ceia na casa do Pai. (bis)

2. Comei o Pão: é meu Corpo imolado * por vós, perdão para todo pecado.

3. E vai nascer do meu Sangue a esperança, * o amor, a paz; uma nova aliança.

4. Eu vou partir, deixo o meu testamento: * vivei no amor! Eis o meu mandamento.

5. Irei ao Pai; sinto a vossa tristeza; * po­rém, no céu, vos preparo outra mesa.

6. De Deus virá o Espírito Santo, * que vou mandar pra enxugar vosso pranto.

7. Eu vou, mas vós me vereis novamente; * estais em mim e eu em vós estou presente.

8. Crerá em mim e estará na verdade, * quem vir cristãos na perfeita unidade.

 

18. ORAÇÃO APÓS COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Deus todo-poderoso, que hoje nos renovastes pela ceia do vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do seu reino. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

Anim. Agora, acompanhemos Jesus eucarístico até o altar da reposição. Esta procissão nos coloca no clima de vigília e adoração que deve permanecer até o final do Tríduo Pascal, quan­do a Igreja proclama a Páscoa na alegria da ressurreição.

1º CANTO (HL2, p. 195 – CO 422)

1. Vamos todos louvar juntos o mistério do amor, pois o preço deste mundo foi o sangue redentor, recebido de Maria, que nos deu o Salvador.

2. Veio ao mundo por Maria, foi por nós que ele nasceu. Ensinou sua doutrina, com o povo conviveu. No final de sua vida, um presente ele nos deu.

3. Observando a lei mosaica, se reuniu com os irmãos. Era noite, despedida, numa ceia: refeição. Deu-se aos doze em alimento, pelas suas próprias mãos.

4. A Palavra do Deus vivo transformou o vinho e o pão, no seu Sangue e no seu Corpo para a nossa salvação. O milagre nós não vemos, basta a fé no coração.

5. Tão sublime sacramento adoremos neste altar, pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar. Venha a fé por suplemento os sentidos completar.

 

2º CANTO (Cantos e Orações nº 222)

1. Deus de Amor, nós te adoramos neste Sacramento, Corpo e sangue que fizeste nosso alimento. És o Deus escondido, vivo e vencedor, a teus pés depositamos todo o nosso amor.

2. Meus pecados redimistes sobre tua cruz, com teu Corpo e com teu Sangue, Ó Senhor Jesus! Sobre os nossos altares, vítima sem par, teu divino sacrifício queres renovar.

3. No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade. Creio em ambas e peço, como o arrependido ladrão. No teu Reino, eternamente, tua salvação.

4. Creio em ti ressuscitado, mais que São Tomé, mas aumenta na minh’alma o poder da fé. Guarda a minha esperança, cresce o meu amar. Creio em Ti ressuscitado, meu Deus e Senhor.

As coletas de amanhã, sexta-feira santa,

são destinadas aos lugares santos

 

Indulgência Plenária

A Igreja concede indulgência plenária aos que, amanhã, Sexta-feira Santa, participam piedosamente da veneração da Santa Cruz e a beijam devotamente.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoA_quaresma_triduo_pascal_01_quinta.htm

 


• SÃO PAULO • 3 DE abril DE 2010 • ANO 34 • Lt 3 • Nº 26 • C

março 28, 2010

VIGÍLIA PASCAL

 (Folheto duplo)

SAUDAÇÃO

P. Meus irmãos e minhas irmãs. Nesta noite santa, em que nosso Senhor Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos dispersos por toda a terra a se reunirem em vigília e oração. Se comemorarmos a Páscoa do Senhor ouvindo sua palavra e celebrando seus mistérios, podemos ter a firme esperança de participar do seu triunfo sobre a morte e de sua vida em Deus. 1. BÊNÇÃO DO FOGO P. Oremos (Silêncio) Ó Deus, que pelo vosso Filho trouxestes àqueles que crêem o clarão da vossa luz, santificai V este fogo novo. Concedei que a festa da Páscoa acenda em nós tal desejo do céu, que possamos chegar purificados à festa da luz eterna. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. Em seguida, prepara-se o Círio Pascal. P. Cristo ontem e hoje – Princípio e Fim – Alfa e Ômega – a Ele o tempo – e a eternidade – a glória e o poder –pelos séculos sem fim. T. Amém. P. Por suas santas chagas / suas chagas gloriosas / o Cristo Senhor / nos proteja e nos guarde. T. Amém. Acende-se o Círio no Fogo Novo. P. A luz do Cristo que ressuscita resplandecente dissipe as trevas de nosso coração e nossa mente. T. Amém. 2. PROCISSÃO Procissão com o Círio ( HL2, p.110 – TP II Fx 1) P. Eis a luz de Cristo! T. Demos graças a Deus! 3. PROCLAMAÇÃO DA PÁSCOA (Tríduo Pascal Fx2) Antes da proclamação, o livro e o Círio são incensados. Todos devem estar com as velas acesas nas mãos. “Exulte de alegria”, (HL2, p. 143). Solo: 1. Exulte de alegria, dos anjos a multidão, exultemos, também, nós por tão grande salvação! 2. Do grande Rei a vitória cantemos o resplendor: das trevas surgiu a glória, da morte o Libertador. P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Os corações para o alto, T. A Deus ressoe nossa voz. 1. No esplendor desta noite, que viu os hebreus libertos, nós os cristãos bem despertos, brademos: morreu a morte! Bendito seja o Cristo, Senhor, que é do Pai imortal, esplendor! 2. No esplendor desta noite, que viu vencer o Cordeiro, por Cristo salvos, cantemos: A seu sangue justiceiro! 3. No esplendor desta noite, que viu ressurgir Jesus do sepulcro, exultemos: Pela vitória da cruz! 4. Noite mil vezes feliz, Deus por nós seu Filho deu, o Filho salva os escravos, quem tanto amor mereceu?… 5. Noite mil vezes feliz, ó feliz culpa de Adão, que mereceu tanto amor, que recebeu tal perdão! 6. Noite mil vezes feliz, aniquilou-se a maldade, as algemas se quebraram, despontou a liberdade! 7. Noite mil vezes feliz, o opressor foi despojado, os pobres enriquecidos, o céu à terra irmanado! 8. Noite mil vezes feliz, em círio de virgem cera, nova esperança se acende no seio de tua Igreja! 9. Noite mil vezes feliz, noite clara como o dia, na luz de Cristo glorioso exultemos de alegria. P. Meus irmãos e minhas irmãs, tendo iniciado solenemente esta vigília, ouçamos no recolhimento desta noite a Palavra de Deus. Vejamos como ele salvou outrora seu povo e nestes últimos tempos enviou seu Filho como Redentor. Peçamos que nosso Deus leve à plenitude a salvação inaugurada na Páscoa. Anim. Na vigília desta noite fazemos memória de toda a História da salvação. Ouçamos com atenção: 4. 1ª LEITURA (Gn 1,1-2,2) + longa Leitura do Livro do Gênesis 1No princípio Deus criou o céu e a terra. 2A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 3E Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia. 6Deus disse; “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam em baixo, das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia. 9Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto”. E assim se fez. 10Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom. 11Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que dêem semente, arvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele a sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12A terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia. 14Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as festas, os dias e os anos, 15e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir o dia, e o luzeiro menor para presidir a noite, e as estrelas. 17Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. 19E Deus viu que era bom. E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. 20E Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem os pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies, e todas as aves, segundo as suas espécies. 22E Deus viu que era bom. E Deus os abençoou dizendo: “Sede fecundo e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23E houve uma tarde e uma manhã: quinto dia. 24Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, o animais domésticos, segundo as suas espécies e todos os répteis do solo, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo à nossa semelhança, para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais de toda a terra, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão semente sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente, para vos servirem de alimento. 30E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31E Deus viu tudo quanto havia feito, eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia. 2,1E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 5. SALMO RESPONSORIAL 103 (104) (HL2, p.43 ou 44 – CD TP II Fx5) Quando tu, Senhor, teu Espírito envias, todo mundo renasce, é grande alegria! (bis) 1. Ó minh’alma, bendize ao Senhor: ó Deus grande em poder e amor! O esplendor de tua glória reluz e o céu é o teu manto de luz. 2. Firme e sólida a terra fundaste, com o azul do oceano a enfeitaste! E rebentam tuas fontes nos vales, correm as águas e cantam as aves! 3. Lá do alto tu regas os campos, cresce a relva e os viventes se fartam! De tuas obras a terra encheste, todas belas e sábias fizeste! 4. Que se sumam da terra os perversos e minh’alma te entoe os seus versos! Glória ao Pai, pelo Filho, no Amor, Ao Deus vivo eterno louvor! 6. ORAÇÃO P. Oremos (silêncio): Ó Deus, admirável na criação do ser humano, e mais ainda na sua redenção, dai-nos a sabedoria de resistir ao pecado e chegar à eterna alegria. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 7. 2ª LEITURA (Gn 22,1-2.9.10.15-18) + breve Leitura do livro do Gênesis Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirije-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor –, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 8. Salmo responsorial (15/16) (HL 2 p.18) R. Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refúgio! 1. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 2. Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranqüilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 3. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 9. ORAÇÃO Oração (Silêncio):Ó Deus, Pai de todos os fiéis, vós multiplicais por toda a terra os filhos da vossa promessa, derramando sobre eles a graça da filiação e, pelo mistério pascal, tornais vosso servo Abraão pai de todos os povos, como lhe tínheis prometido. Concedei, portanto, a todos os povos a graça de corresponder ao vosso chamado. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 10. 3ª Leitura (Ex 14, 15 15,1) Leitura do Livro do Êxodo. Naqueles dias, 15o Senhor disse a Moisés: “Por que clamas a mim por so­corro? Dize aos filhos de Israel que se ponham em marcha. 16Quanto a ti, ergue a vara, estende o braço sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel caminhem em se­co pelo meio do mar. 17De minha par­te, endurecerei o coração dos egí­pcios, para que sigam atrás deles, e eu seja glorificado às custas do Faraó, e de todo o seu exército, dos seus carros e cavaleiros. 18E os egípcios saberão que eu sou o Se­nhor, quando eu for glorificado às custas do Faraó, dos seus carros e cavaleiros”. 19Então, o anjo do Senhor, que caminhava à frente do acampamento dos filhos de Israel, mudou de posição e foi para trás deles; e com ele, ao mesmo tempo, a coluna de nuvem, que estava na fren­te, pôs-se atrás, 20inserindo-se entre o acampamento dos egípcios e o acampamento dos filhos de Israel. Para aqueles a nuvem era tenebrosa, para estes, iluminava a noi­te. Assim, durante a noite inteira, uns não puderam aproximar-se dos outros. 21Moisés estendeu a mão so­bre o mar, e durante toda a noite o Senhor fez soprar sobre o mar um ven­to leste muito forte; e as águas se dividiram. 22Então, os filhos de Is­rael entraram pelo meio do mar a pé enxuto, enquanto as águas formavam como que uma muralha à di­reita e à esquerda. 23Os egípcios pu­seram-se a persegui-los, e todos os cavalos do Faraó, carros e cavaleiros os seguiram mar adentro. 24Ora, de madrugada, o Senhor lançou um olhar, desde a coluna de fogo e da nuvem, sobre as tropas egípcias e as pôs em pânico. 25Bloqueou as rodas dos seus carros, de modo que só a muito custo podiam avançar. Disseram, então, os egípcios: “Fujamos de Israel! Pois o Senhor com­bate a favor deles, contra nós”. 26O Senhor disse a Moisés: “Estende a mão sobre o mar, para que as águas se voltem contra os egípcios, seus carros e cavaleiros”. 27Moisés estendeu a mão sobre o mar e, ao romper da manhã, o mar voltou ao seu leito normal, enquanto os egípcios, em fuga, corriam ao encontro das águas, e o Senhor os mergulhou no meio das ondas. 28As águas voltaram e cobriram carros, ca­valeiros e todo o exército do Faraó, que tinha entrado no mar em perseguição de Israel. Não escapou um só. 29Os filhos de Israel, ao con­trário, tinham passado a pé enxuto pelo meio do mar, cujas águas lhes formavam uma muralha à direita e à esquerda. 30Naquele dia, o Se­nhor livrou Israel da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mor­tos nas praias do mar, 31e a mão po­derosa do Senhor agir contra eles. O povo temeu o Senhor, e teve fé no Senhor e em Moisés, seu servo. 1En­tão, Moisés e os filhos de Israel can­taram ao Senhor este cântico: – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 11. Cântico RESPONSORIAL (Ex 15) – (HL2, p.43) Míriam, Moisés, todo povo de Israel, vamos juntos celebrar o Senhor Deus do céu. 1. Vou cantar ao Senhor, que vitória: Cavaleiro e cavalo afogou! O Senhor é mi’a força, meu canto, Salvação o Senhor se mostrou! 2. É meu Deus, é o Deus de meu pai, vou cantar o mais alto louvor! É guerreiro e Senhor é seu nome, os guerreiros do rei afogou! 3. Com amor conduziste o teu povo esta gente que tu libertaste, com poder os trouxeste contigo para a santa morada os levaste! 12. ORAÇÃO P. Oremos: (Silêncio): Ó Deus, vemos brilhar ainda em nossos dias as vossas antigas maravilhas. Como manifestastes outrora o vosso poder, libertando um só povo da perseguição do Faraó, realizais agora a salvação de todas as nações, fazendo-as renascer nas águas do batismo. Concedei a todos os seres humanos tornarem-se filhos de Abraão e membros do vosso povo eleito. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 13. 4º leitura (Is 54,5-14): Leitura do profeta Isaías – 5Teu es­po­so é aquele que te criou, seu no­me é Senhor dos exércitos; teu redentor, o santo de Israel, chama-se Deus de toda a terra. 6O Senhor te cha­mou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa re­pudiada na mocidade, falou o teu Deus. 7Por um breve instante eu te aban­donei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. 8Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. 9Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a ter­ra, assim juro que não me irritarei con­tra ti nem te farei ameaças. 10Podem os montes recuar e as co­linas se abalar, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fa­rá mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor. 11Pobrezinha, batida por vendavais, sem nenhum consolo, eis que assen­tarei tuas pedras sobre rubis, e tuas bases sobre safiras; 12revestirei de jas­pe tuas fortificações, e teus portões, de pedras preciosas, e todos os teus muros, de pedra escolhida. 13Todos os teus filhos serão discípu­los do Senhor, teus filhos possuirão muita paz; 14terás a justiça por fun­da­mento. Longe da opressão, nada terás a temer; serás livre do terror, porque ele não se aproximará de ti. – Palavra do Senhor T. Graças a Deus. 14. Salmo Responsorial (29/30) (HL 2 p. 27) R. Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes! 1. Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo! 2. Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria. 3. Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos! 15. ORAÇÃO Oração: (Silêncio): Deus eterno e todo-poderoso, para a glória do vosso nome, multiplicai a prosperidade que prometestes aos nossos pais, aumentando o número dos vossos filhos adotivos. Possa a Igreja reconhecer que já se realizou em grande parte a promessa feita a nossos pais, da qual jamais duvidaram. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 16. 5ª LEITURA (Is 55,1-11) Leitura do Livro do Profeta Isaías Assim diz o Senhor: 1“Ó vós todos que estais com sede, vinde às águas; vós que não tendes dinheiro, apressai-vos, vinde e comei, vinde comprar sem dinheiro, tomar vinho e lei­te, sem nenhuma paga. 2Por que gas­tar dinheiro com outra coisa que não o pão, desperdiçar o salário se­não com satisfação completa? Ouvi-me com atenção, e alimentai-vos bem, para deleite e revigoramento do vosso corpo. 3Inclinai vosso ouvi­do e vinde a mim, ouvi e tereis vida; fa­rei convosco um pacto eterno, man­terei fielmente as graças concedidas a Davi. 4Eis que fiz dele uma testemunha para os povos, che­fe e mestre para as nações. 5Eis que chamarás uma nação que não co­nhecias, e acorrerão a ti povos que não te conheciam, por causa do Senhor, teu Deus, e do Santo de Is­rael, que te glorificou. 6Buscai o Senhor, enquanto pode ser achado; in­vocai-o, enquanto ele está perto. 7Abandone o ímpio seu caminho, e o homem injusto, suas maquinações; volte para o Senhor, que terá pie­dade dele, volte para nosso Deus, que é generoso no perdão. 8Meus pen­samentos não são como os vossos pensamentos e vossos caminhos não são como os meus caminhos, diz o Senhor. 9Estão meus caminhos tão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos, quanto está o céu aci­ma da terra. 10Assim como a chu­va e a neve descem do céu e pa­ra lá não voltam mais, mas vêm irri­gar e fecundar a terra, e fazê-la ger­minar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a pa­lavra que sair de minha boca: não vol­tará para mim vazia; antes, reali­zará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 17. CÂNTICO responsorial (Is 12) (Cantando os Salmos, p. 30) R. Com alegria bebereis do manancial da salvação. 1. Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. Com alegria bebereis do manancial da salvação. 2. E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime”. 3. Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!”. 18. ORAÇÃO Oração: (silêncio):Deus eterno e todo-poderoso, única esperança do mundo, anunciastes pela voz dos profetas os mistérios que hoje se realizam. Aumentai o fervor do vosso povo, pois nenhum dos vossos filhos conseguirá progredir na virtude sem o auxílio da vossa graça. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 19. 6ª leitura (Br 3,9-15.32-4,4) Leitura do profeta Baruc – 9Ouve, Israel, os preceitos da vida; presta atenção, para aprenderes a sabedoria. 10Que se passa, Israel? Como é que te encontras em terra inimiga? 11Envelheceste num país estrangeiro, te contaminaste com os mortos, foste contado entre os que descem à mansão dos mortos. 12Abandonaste a fonte da sabedoria! 13Se tivesses continuado no caminho de Deus, viverias em paz para sempre. 14Aprende onde está a sabedoria, onde está a fortaleza e onde está a inteligência, e aprenderás também onde está a longevidade e a vida, onde está o brilho dos olhos e a paz. 15Quem descobriu onde está a sabedoria? Quem penetrou em seus tesouros? 32Aquele que tudo sabe, conhece-a, descobriu-a com sua inteligência; 33aquele que criou a terra para sempre e a encheu de animais e quadrúpedes; aquele que manda a luz, e ela vai, chama-a de volta, e ela obedece tremendo. 34As estrelas cintilam em seus postos de guarda e alegram-se; 35ele chamou-as, e elas respondem: “Aqui estamos”; e alumiam com alegria o que as fez. 36Este é o nosso Deus, e nenhum outro pode comparar-se com ele. 37Ele revelou todo o caminho da sabedoria a Jacó, seu servo, e a Israel, seu bem-amado. 38Depois, ela foi vista sobre a terra e habitou entre os homens. 4,1A sabedoria é o livro dos mandamentos de Deus, é a lei, que permanece para sempre. Todos os que a seguem, têm a vida, e os que a abandonam, têm a morte. 2Volta-te, Jacó, e abraça-a; marcha para o esplendor, à sua luz. 3Não dês a outro a tua glória nem cedas a uma nação estranha teus privilégios. 4Ó Israel, felizes somos nós, porque nos é dado conhecer o que agrada a Deus. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 20.Salmo RESPONSORIAL (18/19) (HL 2 p. 20) R. Senhor, tens palavras de vida eterna. 1. A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes. 2. Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz. 3. É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente. 21. ORAÇÃO Oração: (silêncio):Ó Deus, que fazeis vossa Igreja crescer sempre mais chamando todos os povos ao Evangelho, guardai sob a vossa contínua proteção os que purificais na água do batismo. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 22. 7ª leitura (Ez 36,16-28): Leitura da profecia de Ezequiel 16A palavra do Senhor foi-me diri­gida nestes termos: 17“Filho do homem, os da casa de Israel estavam mo­rando em sua terra. Mancharam-na com sua conduta e suas más ações. 18Então derramei sobre eles a minha ira, por causa do sangue que derramaram no país e dos ído­los com os quais o mancharam. 19Eu dispersei-os entre as nações, e eles foram espalhados pelos países. Julguei-os de acordo com sua con­duta e suas más ações. 20Quando eles chegaram às nações para on­de foram, profanaram o meu santo nome; pois deles se comentava: ‘Esse é o povo do Senhor; mas tive­ram de sair do seu país!’ 21Então eu tive pena do meu santo nome que a casa de Israel estava profa­nan­do entre as nações para onde foi. 22Por isso, dize à casa de Israel: ‘Assim fala o Senhor Deus: Não é por causa de vós que eu vou agir, casa de Israel, mas por causa do meu santo nome, que profanastes entre as nações para onde fostes. 23Vou mostrar a santidade do meu gran­de nome, que profanastes no meio das nações. As nações saberão que eu sou o Senhor, – oráculo do Senhor Deus – quando eu mani­fes­tar minha santidade à vista delas por meio de vós. 24Eu vos tirarei do meio das nações, vos reunirei de todos os países, e vos conduzirei para a vossa terra. 25Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. 26Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; 27porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos. 28Habitareis no país que dei a vossos pais. Sereis o meu povo e eu serei o vosso Deus”. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 23.Salmo Responsorial (41/42) (HL2 p.30) R. A minha alma tem sede de Deus. 1. A minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus? 2. Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa. 3. Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso monte santo, até a vossa morada! 4. Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus! 24. ORAÇÃO Oração: (silêncio): Ó Deus, para celebrarmos o mistério da Páscoa, vós nos instruís com o Antigo Testamento. Fazei-nos compreender a vossa misericórdia, para que recebendo os bens que nos dais hoje, esperemos firmemente os que hão de vir. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 25. HINO DE LOUVOR (CO916) 1. Glória a Deus nos altos céus, paz na terra a seus amados, a vós louvam, Rei celeste, os que foram libertados. Glória a Deus lá nos céus, e paz aos seus. Amém! 2. Deus e Pai, nós vos louvamos, adoramos, bendizemos; damos glória ao vosso nome, vossos dons agradecemos! 3. Senhor nosso, Jesus Cristo, Unigênito do Pai, vós de Deus Cordeiro santo, nossas culpas perdoai! 4.Vós somente, sois o Santo, o Altíssimo, o Senhor, com o Espírito divino, de Deus Pai no esplendor! 26. ORAÇÃO P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai na vossa Igre­ja o espírito filial, para que, intei­ramente renovados, vos sirvamos de todo coração. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. T. Amém. 27. 8ª LEITURA (Rm 6,3-11) Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos. Irmãos: 3Será que ignorais que todos nós, batizados em Jesus Cristo, é na sua morte que fomos batiza­dos? 4Pelo batismo na sua morte, fomos sepultados com ele, para que, co­mo Cristo ressuscitou dos mortos pela glória do Pai, assim também nós levemos uma vida nova. 5Pois, se fomos de certo modo iden­ti­ficados a Jesus Cristo por uma mor­te semelhante à sua, seremos semelhantes a ele também pela ressurreição. 6Sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com Cris­to, para que seja destruído o cor­po de pecado, de maneira a não mais servirmos ao pecado. 7Com efei­to, aquele que morreu está livre do pecado. 8Se, pois, morremos com Cris­to, cremos que também viveremos com ele. 9Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não mor­re mais; a morte já não tem poder so­bre ele. 10Pois aquele que morreu, morreu para o pecado uma vez por todas; mas aquele que vive, é para Deus que vive. 11Assim, vós também considerai-vos mortos para o pecado e vivos para Deus, em Jesus Cristo. – Palavra do Senhor. T. Graças a Deus. 28. ACLAMAÇÃO (H L 2 p. 48/49 – TP II Fx7) Aleluia, aleluia, aleluia, aleluia, aleluia (bis) Coro. Rendei graças ao Senhor! Todos: Que seu amor é sem fim! C. Diga o povo de Israel: T. Que seu amor é sem fim! C. Digam os seus sacerdotes: T. Que seu amor é sem fim! C. Digam todos que o temem: T. Que seu amor é sem fim! C. Eis o dia do Senhor! T. Alegres nele exultemos! C. Que nos salve, imploremos, T. Alegres nele exultemos! C. Bem-vindos à sua casa, T. Alegres nele exultemos! C. Nós todos, os seus amados! T. Alegres nele exultemos! 29. EVANGELHO (Lc 24,1-12) P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas. T. Glória a vós, Senhor. P. 1No primeiro dia da semana, bem de madrugada, as mulheres foram ao túmulo de Jesus, levando os perfumes que haviam preparado. 2Elas encontraram a pedra do túmulo removida. 3Mas ao entrar, não encontraram o corpo do Senhor Jesus 4e ficaram sem saber o que estava acontecendo. Nisso, dois homens com roupas brilhantes pararam perto delas. 5Tomadas de medo, elas olhavam para o chão, mas os dois homens disseram: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? 6Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que ele vos falou, quando ainda estava na Galiléia: 7 ‘O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia’”. 8Então as mulheres se lembraram das palavras de Jesus. 9Voltaram do túmulo e anunciaram tudo isso aos Onze e a todos os outros. 10Eram Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago. Também as outras mulheres que estavam com elas contaram essas coisas aos apóstolos. 11Mas eles acharam que tudo isso era desvario, e não acreditaram. 12Pedro, no entanto, levantou-se e correu ao túmulo. Olhou para dentro e viu apenas os lençóis. Então voltou para casa, admirado com o que havia acontecido. -Palavra da Salvação. T. Glória a vós, Senhor. 30. INTRODUÇÃO À LITURGIA BATISMAL Se houver batismo P. Caros fiéis, apoiemos com as nossas preces a alegre esperança dos nossos irmãos e irmãs (N.N) para que Deus todo-poderoso acompanhe com sua misericórdia os que se apro­­xi­mam da fonte do novo nascimento. Se NÃO houver batismo, mas só a benção da água batismal. P. Meus irmãos e minhas irmãs, invoquemos sobre estas águas a graça de Deus Pai onipotente, para que em Cristo sejam reunidos aos filhos(as) adotivos aqueles que renasceram pelo batismo. 31. LADAINHA (CO 259) TP 2 Fx9 Solo: Senhor, tende piedade de nós! Todos: Senhor, tende piedade de nós! S. Jesus Cristo, tende piedade de nós! T. Jesus Cristo, tende piedade de nós! S. Senhor, tende piedade de nós! T. Senhor, tende piedade de nós! S. Maria, Mãe de Deus, T. Rogai a Deus por nós! S. Ó Virgem Imaculada, T. Rogai a Deus por nós! S. Senhora Aparecida T. Rogai a Deus por nós! S. Das dores, Mãe amada, T. Rogai a Deus por nós! T. Rogai por nós! Rogai por nós! (bis) S. Ó Anjos do Senhor, S. Miguel e Rafael, S. De Deus os mensageiros, S. Arcanjo Gabriel S. Sant’Ana e São Joaquim S. Isabel e Zacarias S. João, o precursor S. Esposo de Maria T. Rogai por nós! Rogai por nós! (bis) S. São Pedro e São Paulo S. São João e São Mateus, S. São Marcos e São Lucas, S. São Judas Tadeu, S. Estevão e Lourenço S. São Cosme e Damião S. Inácio de Antioquia S. Mártir Sebastião S. Maria Madalena S. Inês e Luzia S. Santa Felicidade S. Perpétua e Cecília S. Gregório e Atanásio, S. Basílio e Agostinho, S. São Bento e Santo Amaro, S. Ambrósio e São Martinho, S. Francisco e Domingos, S. Antônio e Gonçalo, S. Vianney e Benedito, S. São Raimundo Nonato, S. Teresa e Teresinha, S. Santa Rosa de Lima, S. Margarida Maria, S. De Sena Catarina, S. Ó Senhor, sede nossa proteção, T. Ouvi-nos, Senhor! S. Para que nos livreis de todo mal, T. Ouvi-nos, Senhor! S. Para que nos livreis da morte eterna, T. Ouvi-nos, Senhor! S. Vos pedimos, por vossa encarnação, T. Ouvi-nos, Senhor! S. Pela vossa paixão e ascensão T. Ouvi-nos, Senhor! S. Pelo envio do espírito de Amor T. Ouvi-nos, Senhor! S. Apesar de nós sermos pecadores Se houver batismo S. Vida nova dai a estes batizandos, T. Ouvi-nos, Senhor! Se não houver batismo S. Tornai santa esta água batismal, T.Ouvi-nos, Senhor! S. Jesus Cristo, ouvi-nos! T.Jesus Cristo, ouvi-nos! S. Jesus Cristo, atendei-nos! T. Jesus Cristo, atendei-nos! Se houver batismo, o presidente diz a seguinte oração: P. Ó Deus de bondade, manifestai o vosso poder nos sacramentos que revelam vosso amor. Enviai o espírito de adoção para criar um novo povo, nascido para vós nas águas do batismo. E assim possamos ser, em nossa fraqueza, instrumentos do vosso poder. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 32. BÊNÇÃO DA ÁGUA BATISMAL MR p.285 33. RENOVAÇÃO DAS PROMESSAS DO BATISMO (Com as velas acesas ) P. Meus irmãos e minhas irmãs, pelo mistério pascal fomos no batismo sepultados com Cristo para vivermos com Ele uma vida nova. Por isso, terminados os exercícios da Quaresma, renovemos as promessas do nosso batismo, pelas quais já renunciamos a Satanás e suas obras, e prometemos servir a Deus na Santa Igreja Católica. Portanto: P. Para viver na liberdade dos filhos e filhas de Deus, renunciais ao pecado? T. Renuncio. P. Para viver como irmãos e irmãs, renunciais a tudo o que vos possa desunir, para que o pecado não domine sobre vós? T. Renuncio. P. Para seguir Jesus Cristo, renunciais ao demônio, autor e princípio do pecado? T. Renuncio. P. Credes em Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra? T. Creio. P. Credes em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu da Virgem Maria, padeceu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e subiu ao céu? T. Creio. P. Credes no Espírito Santo, na santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição dos mortos e na vida eterna? T. Creio. P. O Deus todo-poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos fez renascer pela água e pelo Espírito Santo e nos concedeu o perdão de todo pecado, guarde-nos em sua graça para a vida eterna, no Cristo Jesus, nosso Senhor. T. Amém. 34. ASPERSÃO DA ÁGUA (HL 3, p. 83) Enquanto a comunidade é aspergida, se canta: 1. Eu vi, eu vi, vi foi água a manar, do lado direito do templo a jorrar. Amém, amém, amém, aleluia! Amém, amém, amém, aleluia! 2. E quantos foram por ela banhados, cantaram o canto dos que foram salvos: 3. Louvai, louvai e cantai ao Senhor, porque ele é bom e sem fim, seu amor: 4. Ao Pai a glória e ao Ressuscitado e seja o Divino pra sempre louvado! 5. Quão grande, ó Deus, é a vossa bondade, * Senhor, eu vos peço, ouvi-me, escutai-me! 35. ORAÇÃO DOS FIÉIS P. Nesta noite santa, em que Jesus ressuscitou, roguemos ao Pai que ilumine o mundo com a luz de Cristo e preencha os corações com a alegria pascal. Rezemos juntos: T. Alegrai-nos, Senhor, com a Páscoa do Ressuscitado. 1. Pai Santo, revigorai a Igreja com a força de Cristo Ressuscitado. 2. Dissolvei as trevas com a luz do Ressuscitado. 3. Fortalecei a economia nos rumos da fraternidade. 4. Ajudai-nos a combater a corrupção e a falta de dignidade. 5. Renovai as forças dos que lutam por um mundo novo. 6. Revigorai o testemunho dos cristãos e das pessoas de boa vontade. (outras intenções da comunidade) P. Tudo isso vos pedimos, ó Pai, por Cristo ressuscitado. T. Amém. 36. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS (TP II fx13) 1. Bendito sejas, ó rei da glória, * ressuscitado Senhor da Igreja! * Aqui trazemos as nossas ofertas! Vê com bons olhos nossas humildes ofertas, * tudo que temos, seja pra ti, ó Senhor! 2. Vidas se encontram no altar de Deus, * gente se doa, dom que se imola. * Aqui trazemos as nossas ofertas! 3. Maior motivo de oferenda, * pois, o Senhor ressuscitou, * para que todos tivessem vida. 4. Irmãos da terra, irmãos do céu, * juntos cantemos glória ao Senhor. * Aqui trazemos as nossas ofertas! 37. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS P. Acolhei, ó Deus, com estas oferendas as preces do vosso povo, para que a nova vida, que brota do mistério pascal, seja por vossa graça penhor da eternidade. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 38. ORAÇÃO EUCARÍSTICA I (Pref. p. 421) P. O Senhor esteja convosco. T. Ele está no meio de nós. P. Corações ao alto. T. O nosso coração está em Deus. P. Demos graças ao Senhor nosso Deus. T. É nosso dever e nossa salvação. Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, mas sobretudo nesta noite em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado. Ele é o verdadeiro Cordeiro, que tira o pecado do mundo. Morrendo, destruiu a morte e, ressurgindo, deu-nos a vida. Transbordando de alegria pascal, nós nos unimos aos anjos e a todos os santos, para celebrar a vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz: Santo, santo, santo… CP. Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que abençoeis V estas oferendas apresentadas ao vosso altar. T. Abençoai nossa oferenda, ó Senhor! Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vos­so servo o Papa Bento, por nosso Bis­po Odilo e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos. T. Conservai a vossa Igreja sempre unida. 1C Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas…, e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam. T. Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos! 2C. Em comunhão com toda a Igreja celebramos a noite santa da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José, os santos Apóstolos e Mártires: Pedro e Paulo, André… e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces concedei-nos sem cessar a vossa proteção. T. Em comunhão com toda a Igreja aqui estamos! CP. Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família; Nós a oferecemos também por aqueles que fizestes renascer pela água e pelo Espírito Santo, dando-lhes o perdão de todos os pecados. Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação e acolhei-nos entre os vossos eleitos. CC. Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo vosso Filho e Senhor Nosso. T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor! Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão em suas mãos, elevou os olhos a vós, ó Pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS. Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo: TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS, PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM. Eis o mistério da fé! T. Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição. CC. Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação. T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta! Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifício de Abraão e dos dons de Melquisedeque. Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho, sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu. T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta! C3 Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. e N. que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé. A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz. T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos! C4. E a todos nós pecadores, que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires: João Batista e Estevão, Matias e Barnabé … e todos os vossos santos. Por Cristo, Senhor nosso. T. Concedei-nos o convívio dos eleitos! Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós. CP ou CC. Por Cristo… T. Amém. 39. PAI NOSSO P. Iluminados pela sabedoria do Evangelho, ousamos dizer: T. Pai nosso,… 40. CANTO DE COMUNHÃo) (Fx 14) Mal começava o domingo, a semana, * lá vêm as mulheres com flores e aromas, * de passo em passo, de rua em rua. * O sol já havia surgido, aleluia! 1. Bendito seja o Deus de Israel, * que seu povo visitou * e deu-nos libertação, * enviando um Salvador, * /: da casa do rei Davi, * seu ungido servidor.:/ 2. Cumpriu a voz dos profetas, * desde os tempos mais antigos, * quis libertar o seu povo * do poder dos inimigos, * /: lembrando-se da aliança * de Abraão e dos antigos.:/ 3. Fez a seu povo a promessa * de viver na liberdade, * sem medos e sem pavores * dos que agem com maldade * /: e sempre a ele servir * na justiça e santidade.:/ 4. Menino, serás profeta * do Altíssimo Senhor * pra ir à frente aplainando * os caminhos do Senhor, * /: anunciando o perdão * a um povo pecador.:/ 5. É ele o Sol Oriente * que nos veio visitar. * \Da morte, da escuridão, * vem a todos libertar. * /: A nós seu povo remido * para a paz faz caminhar.:/ 41. ORAÇÃO APÓS A COMUNHÃO P. Ó Deus, derramai em nós o vosso espírito de caridade, para que, saciados pelos sacramentos pascais, permaneçamos unidos no vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor. T. Amém. 42. BÊNÇÃO E DESPEDIDA (MR p. 522 n° 6) 43. CANTO FINAL – (HL2 p. 130) (CO 275) Cristo venceu, aleluia. Ressuscitou, aleluia. * O Pai lhe deu glória e poder, eis nosso canto aleluia. 1. Este é o dia a em que o amor venceu. Brilhante luz iluminou as trevas. * Nós fomos salvos para sempre. 2. Suave aurora veio anunciando que nova era foi inaugurada. * Nós fomos salvos para sempre.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_triduo_pascal_03_sabado_vigilia.htm


• SÃO PAULO • 2 DE abril DE 2010 • ANO 34 • Lt 3 • Nº 25 • C

março 28, 2010

SEXTA-FEIRA SANTA PAIXÃO DO SENHOR

(Folheto duplo)

PAIXÃO DO SENHOR

 GRANDE SILÊNCIO

Orientações: O altar deve estar sem toalhas, flores ou velas. Será preparado somente na hora da comunhão; terminada a comunhão ele é novamente desnudado. O ambiente, neste dia, deve ser de total silêncio.

No início, todos ficam de joelhos, em profundo silêncio, adorando o mistério da entrega do Senhor. Depois do momento de silêncio, todos se levantam e quem preside reza a oração seguinte.

1. ORAÇÃO (MR P.254)

P. (Não se diz Oremos): Ó Deus, pela paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, destruístes a morte que o primeiro pecado transmitiu a todos. Concedei que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho e, assim como trouxemos, pela natureza, a imagem do homem terreno, possamos trazer, pela graça, a imagem do homem novo. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

Anim. A paixão de Jesus realiza a profecia do Servo Sofredor que se entrega pela salvação do mundo. Ouçamos com atenção:

 

2. PRIMEIRA LEITURA (Is 52, 13-53,12)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

13Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido;

sua ascensão será ao mais alto grau.

14Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo

– tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem

ou ter aspecto humano –,

15do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos.

Diante dele os reis se manterão em silêncio,

vendo algo que nunca lhes foi narrado

e conhecendo coisas que jamais ouviram.

53,1“Quem de nós deu crédito ao que ouvimos?

E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?

2Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta

ou como raiz em terra seca.

Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos,

não tinha aparência que nos agradasse.

3Era desprezado como o último dos mortais,

homem coberto de dores, cheio de sofrimentos;

passando por ele, tapávamos o rosto;

tão desprezível era, não fazíamos caso dele.

4A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades

e sofria, ele mesmo, nossas dores;

e nós pensávamos fosse um chagado,

golpeado por Deus e humilhado!

5Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados,

esmagado por causa de nossos crimes;

a punição a ele imposta era o preço da nossa paz,

e suas feridas, o preço da nossa cura.

6Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas,

cada qual seguindo seu caminho;

e o Senhor fez recair sobre ele

o pecado de todos nós.

7Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca;

como cordeiro levado ao matadouro

ou como ovelha diante dos que a tosquiam,

ele não abriu a boca.

8Foi atormentado pela angústia e foi condenado.

Quem se preocuparia com sua história de origem?

Ele foi eliminado do mundo dos vivos;

e por causa do pecado do meu povo

foi golpeado até morrer.

9Deram-lhe sepultura entre ímpios,

um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal,

nem se encontrou falsidade em suas palavras.

10O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos.

Oferecendo sua vida em expiação,

ele terá descendência duradoura,

e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.

11Por esta vida de sofrimento,

alcançará luz e uma ciência perfeita.

Meu servo, o justo, fará justos inúmeros homens,

carregando sobre si suas culpas.

12Por isso, compartilharei com ele multidões

e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores,

pois entregou o corpo à morte,

sendo contado como um malfeitor;

ele, na verdade, resgatava o pecado de todos

e intercedia em favor dos pecadores.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

3. SALMO RESPONSORIAL 30(31) (TP – I -Fx11)

Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos e espero pela tua salvação! (bis)

1. Junto de ti, ó Senhor, eu me abrigo, não tenha eu de que me envergonhar; por tua justiça me salva e teu ouvido ouça meu grito: “Vem logo me libertar!”

2. Sê para mim um rochedo firme e forte, uma muralha que sempre me proteja; por tua honra, Senhor, vem conduzir-me, vem desatar-me, és minha fortaleza!

3. Em tuas mãos eu entrego o meu espírito, ó Senhor Deus, és tu quem me vai salvar; tu não suportas quem serve a falsos deuses. Somente em ti, ó Senhor, vou confiar!

4. Meus opressores são tantos, que eu me acanho; de mim se enojam vizinhos e amigos; quem me encontra na rua, vira a cara, sou feito um traste, de todos esquecido.

5. De minha parte, Senhor, em ti confio, tu és meu Deus, meu destino, em tuas mãos! Vem libertar-me de quantos me perseguem, por teu amor, faz brilhar tua salvação!

4. SEGUNDA LEITURA (Hb 4,14-16;5,7-9)

Leitura da Carta aos Hebreus

Irmãos:

14Temos um Sumo Sacerdote eminente,

que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus.

Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos.

15Com efeito, temos um Sumo Sacerdote

capaz de se compadecer de nossas fraquezas,

pois ele mesmo foi provado em tudo como nós,

com exceção do pecado.

16Aproximemo-nos então, com toda a confiança,

do trono da graça,

para conseguirmos misericórdia e alcançarmos

a graça de um auxílio no momento oportuno.

5,7Cristo, nos dias de sua vida terrestre,

dirigiu preces e súplicas,

com forte clamor e lágrimas,

àquele que era capaz de salvá-lo da morte.

E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.

8Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa

a obediência a Deus, por aquilo que ele sofreu.

9Mas, na consumação de sua vida,

tornou-se causa de salvação eterna

para todos os que lhe obedecem.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

5. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO (Fx.2) (HL2, p.189)

Salve, ó Cristo obediente! Salve, amor onipotente, que se entregou à cruz e nos recebeu na luz!

1. O Cristo obedeceu até a morte, humilhou-se e obedeceu o bom Jesus, humilhou-se e obedeceu, sereno e forte, humilhou-se e obedeceu até a cruz.

2. Por isso o Pai do céu o exaltou, exaltou-o e lhe deu um grande nome, exaltou-o e lhe deu poder e glória, diante dele céus e terra se ajoelhem!

6. EVANGELHO (Jo 18, 1-19,42)

Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João.

L1: Naquele tempo, 1Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos. 2Também Judas, o traidor, conhecia o lugar, porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos. 3Judas levou consigo um destacamento de soldados e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas. 4Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer, saiu ao encontro deles e disse:

P: “A quem procurais?”

L1: 5Responderam:

T: “A Jesus, o Nazareno.”

L1: Ele disse:

P: “Sou eu.”

L1: Judas, o traidor, estava junto com eles. 6Quando Jesus disse “sou eu”, eles recuaram e caíram por terra. 7De novo lhes perguntou:

P: “A quem procurais?”

L1: Eles responderam:

T: “A Jesus, o Nazareno.”

L1: 8Jesus respondeu:

P: “Já vos disse que sou eu. Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem.”

L1: 9Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito: “Não perdi nenhum daqueles que me confiaste”. 10Simão Pedro, que trazia uma espada consigo, puxou dela e feriu o servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco. 11Então Jesus disse a Pedro:

P: “Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”

L1: 12Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus e o amarraram. 13Conduziram-no primeiro a Anás, que era o sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. Foi Caifás que deu aos judeus o conselho: “É preferível que um só morra pelo povo”. 15Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus. Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote. 16Pedro ficou fora, perto da porta. Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro. 17A criada que guardava a porta disse a Pedro:

L2: “Não pertences também tu aos discípulos desse homem?”

L1: Ele respondeu:

L2: “Não”.

L1: 18Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira e estavam se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se. 19Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento. 20Jesus lhe respondeu:

P: “Eu falei às claras ao mundo. Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, onde todos os judeus se reúnem. Nada falei às escondidas. 21Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; eles sabem o que eu disse.”

L1: 22Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava deu-lhe uma bofetada, dizendo:

L2: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”

L1: 23Respondeu-lhe Jesus:

P: “Se respondi mal, mostra em quê; mas, se falei bem, por que me bates?”

L1: 24Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás, o Sumo Sacerdote. 25Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se. Disseram-lhe:

T: “Não és tu, também, um dos discípulos dele?”

L1: Pedro negou:

L2: “Não!”

L1: 26Então um dos empregados do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse:

L2: “Será que não te vi no jardim com ele?”

L1: 27Novamente Pedro negou. E na mesma hora, o galo cantou. 28De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador. Era de manhã cedo. Eles mesmos não entraram no palácio, para não ficarem impuros e poderem comer a Páscoa. 29Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:

L3: “Que acusação apresentais contra este homem?”

L1: 30Eles responderam:

T: “Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”

L1: 31Pilatos disse:

L3: “Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa Lei.”

L1: Os judeus lhe responderam:

T: “Nós não podemos condenar ninguém à morte.”

L1: 32Assim se realizava o que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer. 33Então Pilatos entrou de novo no palácio, chamou Jesus e perguntou-lhe:

L3: “Tu és o rei dos judeus?”

L1: 34Jesus respondeu:

P: “Estás dizendo isto por ti mesmo, ou outros te disseram isto de mim?”

L1: 35Pilatos falou:

L3: “Por acaso, sou judeu? O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim. Que fizeste?”

L1: 36Jesus respondeu:

P: “O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que eu não fosse entregue aos judeus. Mas o meu reino não é daqui.

L1: 37Pilatos disse a Jesus:

L3: “Então tu és rei?”

L1: Jesus respondeu:

P: “Tu o dizes: eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para isto: para dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz.”

L1: 38Pilatos disse a Jesus:

L3: “O que é a verdade?”

L1: Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus, e disse-lhes:

L3: “Eu não encontro nenhuma culpa nele. 39Mas existe entre vós um costume, que pela Páscoa eu vos solte um preso. Quereis que vos solte o rei dos judeus?”

L1: 40Então, começaram a gritar de novo:

T: “Este não, mas Barrabás!”

L1: Barrabás era um bandido. 19,1Então Pilatos mandou flagelar Jesus. 2Os soldados teceram uma coroa de espinhos e puseram na cabeça de Jesus. Vestiram-no com um manto vermelho, 3aproximavam-se dele e diziam: T: “Viva o rei dos judeus!”

L1: E davam-lhe bofetadas. 4Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:

L3: “Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós, para que saibais que não encontro nele crime algum.”

L1: 5Então Jesus veio para fora, trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho. Pilatos disse-lhes:

L3: “Eis o homem!”

L1: Quando viram Jesus, os sumos sacerdotes e os guardas começaram a gritar:

T: “Crucifica-o! Crucifica-o!”

L1: Pilatos respondeu:

L3: “Levai-o vós mesmos para o crucificar, pois eu não encontro nele crime algum.”

L1: 7Os judeus responderam:

T: “Nós temos uma Lei, e, segundo esta Lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.”

L1: 8Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda. 9Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:

L3: “De onde és tu?” L1: Jesus ficou calado. 10Então Pilatos disse:

L3: “Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?”

L1: 11Jesus respondeu:

P: “Tu não terias autoridade alguma sobre mim, se ela não te fosse dada do alto. Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior.”

L1: 12Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus. Mas os judeus gritavam:

T: “Se soltas este homem, não és amigo de César. Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César.”

L1: 13Ouvindo estas palavras, Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”. 14Era o dia da preparação da Páscoa, por volta do meio-dia. Pilatos disse aos judeus:

L3: “Eis o vosso rei!”

L1: 15Eles, porém, gritavam:

T: “Fora! Fora! Crucifica-o!”

L1: Pilatos disse:

L3: “Hei de crucificar o vosso rei?”

L1: Os sumos sacerdotes responderam:

T: “Não temos outro rei senão César.”

L1: 16Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado, e eles o levaram. 17Jesus tomou a cruz sobre si e saiu para o lugar chamado “Calvário”, em hebraico “Gólgota”. 18Ali o crucificaram, com outros dois: um de cada lado, e Jesus no meio. 19Pilatos mandou ainda escrever um letreiro e colocá-lo na cruz; nele estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o Rei dos judeus”. 20Muitos judeus puderam ver o letreiro, porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego. 21Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos:

T: “Não escrevas ‘o Rei dos Judeus’, mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus’ ”.

L1: 22Pilatos respondeu:

L3: “O que escrevi, está escrito.”

L1:23Depois que crucificaram Jesus, os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes, uma parte para cada soldado. Quanto à túnica, esta era tecida sem costura, em peça única de alto a baixo. 24Disseram então entre si:

T: “Não vamos dividir a túnica. Tiremos a sorte para ver de quem será.”

L1: Assim se cumpria a Escritura que diz: “Repartiram entre si as minhas vestes e lançaram sorte sobre a minha túnica”. Assim procederam os soldados. 25Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe:

P: “Mulher, este é o teu filho.”

L1: 27Depois disse ao discípulo:

P: “Esta é a tua mãe.”

L1: Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. 28Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse:

P: “Tenho sede.”

L1: 29Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30Ele tomou o vinagre e disse:

P: “Tudo está consumado.”

L1: E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

(Todos se ajoelham um instante).

L1: 31Era o dia da preparação para a Páscoa.

Os judeus queriam evitar

que os corpos ficassem na cruz durante o sábado,

porque aquele sábado era dia de festa solene.

Então pediram a Pilatos

que mandasse quebrar as pernas aos crucificados

e os tirasse da cruz.

32Os soldados foram

e quebraram as pernas de um e depois do outro

que foram crucificados com Jesus.

33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto,

não lhe quebraram as pernas;

 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,

e logo saiu sangue e água.

35Aquele que viu, dá testemunho

e seu testemunho é verdadeiro;

e ele sabe que fala a verdade,

 para que vós também acrediteis.

36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,

que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.

37E outra Escritura ainda diz:

“Olharão para aquele que transpassaram”.

38Depois disso, José de Arimatéia,

que era discípulo de Jesus –

mas às escondidas, por medo dos judeus –

pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.

Pilatos consentiu.

Então José veio tirar o corpo de Jesus.

39Chegou também Nicodemos,

o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus.

Trouxe uns trinta quilos de perfume

feito de mirra e aloés.

40Então tomaram o corpo de Jesus

e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,

como os judeus costumam sepultar.

41No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim

e, no jardim, um túmulo novo,

onde ainda ninguém tinha sido sepultado.

42Por causa da preparação da Páscoa,

e como o túmulo estava perto,

foi ali que puseram Jesus.

– Palavra da salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

 

7. ORAÇÃO UNIVERSAL (MR, p. 255)

P. A salvação de Cristo é oferecida a todos. Conscientes dessa verdade, rezemos por todos os povos e nações, para que ressuscitem para uma vida nova.

I – Pela Santa Igreja

Oremos, irmãos e irmãs caríssimos, pela santa Igreja de Deus: que o Senhor nosso Deus lhe dê a paz e a unidade, que ele a proteja por toda a terra e nos conceda uma vida calma e tranqüila, para sua própria glória.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que em Cristo revelastes a vossa glória a todos os povos, velai sobre a obra do vosso amor. Que a vossa Igreja, espalhada por todo o mundo, permaneça inabalável na fé e proclame sempre o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

II – Pelo Papa

Oremos pelo nosso santo Padre, o Papa Bento. O Senhor nosso Deus, que o escolheu para o Episcopado, o conserve são e salvo à frente da sua Igreja, governando o povo de Deus.

(Silêncio)

Deus Eterno e todo-poderoso, que dispusestes todas as coisas com sabedoria, dignai-vos escutar nossos pedidos: protegei com amor o Pontífice que escolhestes, para que o povo cristão que governais por meio dele possa crescer em sua fé. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

III – Por todas as ordens e

categorias de fiéis.

Oremos pelo nosso Arcebispo Dom Odilo e seus bispos auxiliares, por todos os bispos, presbíteros e diáconos da Igreja e por todo o povo fiel.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que santificais e governais pelo vosso Espírito todo o corpo da Igreja, escutai as súplicas que vos dirigimos por todos os ministros do vosso povo. Fazei que cada um, pelo dom da vossa graça, vos sirva com fidelidade. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

IV – Pelos Catecúmenos

Oremos pelos (nossos) catecúmenos: que o Senhor nosso Deus abra os seus corações e as portas da misericórdia, para que, tendo recebido nas águas do batismo o perdão de todos os seus pecados, sejam incorporados no Cristo Jesus.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que por novos nascimentos tornais fecunda a vossa Igreja, aumentai a fé e o entendimento dos (nossos) catecúmenos, para que, renascidos pelo batismo, sejam contados entre os vossos filhos adotivos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

V- Pela unidade dos Cristãos

Oremos por todos os nossos irmãos e irmãs que crêem no Cristo, para que o Senhor nosso Deus se digne reunir e conservar na unidade da sua Igreja todos os que vivem segundo a verdade.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que reunis o que está disperso e conservais o que está unido, velai sobre o rebanho do vosso Filho. Que a integridade da fé e os laços da caridade unam os que foram consagrados por um só batismo. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VI – Pelos Judeus

Oremos pelos judeus, aos quais o Senhor nosso Deus falou em primeiro lugar, a fim de que cresçam na fidelidade de sua aliança e no amor do seu nome.

(Silêncio)

Deus Eterno e todo-poderoso, que fizestes vossas promessas a Abraão e seus descendentes, escutai as preces da vossa Igreja. Que o povo da primitiva aliança mereça alcançar a plenitude da vossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VII- Pelos que não crêem no Cristo

Oremos pelos que não crêem no Cristo, para que, iluminados pelo Espírito Santo, possam também ingressar no caminho da salvação.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, dai aos que não crêem no Cristo e caminham sob o vosso olhar com sinceridade de coração, chegar ao conhecimento da verdade. E fazei que sejamos no mundo testemunhas mais fiéis da vossa caridade, amando-nos melhor uns aos outros e participando com maior solicitude do mistério da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

VIII – Pelos que não crêem em Deus.

Oremos pelos que não reconhecem a Deus, para que, buscando lealmente o que é reto, possam chegar ao Deus verdadeiro.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, vós criastes todos os seres humanos e pusestes em seu coração o desejo de procurar-vos para que, tendo-vos encontrado, só em vós achassem repouso. Concedei que, entre as dificuldades deste mundo, discernindo os sinais da vossa bondade e vendo o testemunho das boas obras daqueles que crêem em vós, tenham a alegria de proclamar que sois o único Deus verdadeiro e Pai de todos os seres humanos. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

IX – Pelos Poderes Públicos

Oremos por todos os governantes: que o nosso Deus e Senhor, segundo sua vontade, lhes dirija o espírito e o coração para que todos possam gozar de verdadeira paz e liberdade.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, que tendes na mão o coração dos seres humanos e o direito dos povos, olhai com bondade aqueles que nos governam. Que por vossa graça se consolidem por toda a terra a segurança e a paz, a prosperidade das nações e a liberdade religiosa. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

X – Por todos os que sofrem provações

Oremos, irmãos e irmãs, a Deus Pai todo-poderoso, para que livre o mundo de todo erro, expulse as doenças e afugente a fome, abra as prisões e liberte os cativos, vele pela segurança dos viajantes e transeuntes, repatrie os exilados, dê saúde aos doentes e a salvação aos que agonizam.

(Silêncio)

Deus eterno e todo-poderoso, sois a consolação dos aflitos e a força dos que labutam. Cheguem até vós as preces dos que clamam em sua aflição, sejam quais forem os seus sofrimentos, para que se alegrem em suas provações com o socorro da vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

8. ADORAÇÃO DA SANTA CRUZ

(O que preside vai até a porta da Igreja e, tomando a cruz, a descobre aos poucos, cantando três vezes)

Eis o lenho da cruz (HL2 p. 134)

P. Eis o lenho da cruz, do qual pendeu a salvação do mundo.

T. Vinde, adoremos!

(Em procissão, a Assembléia segue para a
adoração da cruz, cantando)

Fiel madeiro (HL2, p. 145-146 – TP I – Fx17)

Fiel madeiro da santa cruz, ó árvore sem rival. Que selva outro lenho produz, que traga em si fruto igual? Quão doce peso conduz, ó lenho celestial! Fiel madeiro da santa cruz, ó árvore sem rival!

1. Cantem meus lábios a luta que sobre a cruz se travou; cantem o nobre triunfo que no madeiro alcançou o Redentor do universo, quando por nós se imolou.

2. O Criador teve pena do primitivo casal, que foi ferido de morte, comendo o fruto fatal, e marcou logo outra árvore, para curar-nos do mal.

3. Tal ordem foi exigida na obra da salvação: cai o inimigo no laço de sua própria invenção. Do próprio lenho da morte Deus fez nascer redenção.

4. Na plenitude dos tempos, a hora santa chegou e, pelo Pai enviado, nasceu do mundo o autor; e duma Virgem no seio a nossa carne tomou.

5. Seis lustros tendo passado, cumpriu a sua missão. Só para ela nascido, livre se entrega à Paixão. Na cruz se eleva o Cordeiro, como perfeita oblação.

6. Glória e poder à Trindade. Ao Pai e ao Filho, louvor. Honra ao Espírito Santo. Eterna glória ao Senhor, que nos salvou pela graça e nos reuniu no amor.

Lamentos (Vamos Cantar nº542 Cantos e Orações nº232)

1. Povo meu, que te fiz eu? Dize em que te contristei? Por que à morte me entregaste? Em que foi que te faltei?

Deus santo, Deus forte, Deus imortal, tende piedade de nós!

2. Eu te fiz sair do Egito, com maná te alimentei. Preparei-te bela terra, tu, a cruz para o teu rei.

3. Bela vinha eu te plantara, tu plantaste a lança em mim. Águas doces eu te dava, foste amargo até o fim.

4. Flagelei por ti o Egito, primogênitos matei. Tu, porém, me flagelaste, entregaste o próprio rei.

5. Eu abri o Mar Vermelho, tu me abriste o coração. A Pilatos me levaste, eu levei-te pela mão.

6. Só na cruz tu me exaltaste, quando em tudo te exaltei. Que mais poderia eu ter feito? Em que foi que te faltei?

Vitória (HL2, p. 199)

Vitória, tu reinarás! Ó cruz, tu nos salvarás! (bis)

1. Nós vamos à cidade e lá eu irei sofrer; serei crucificado, mas hei de reviver!

2. Vocês não são do mundo, do mundo os escolhi! Se o mundo os odeia, primeiro odiou a mim!

3. Vocês vão ter no mundo tristezas e aflições, mas eu venci o mundo, coragem, e vencerão!

4. Se o grão que cai por terra não morre, fica só. Se morre, germina e cresce, seu fruto será maior!

5. Pois era necessário um só sofrer por todos e, assim, os separados formarem um só povo.

6. Escutem meu mandamento, reparem como os amei! Por todos eu dei a vida, se amem, assim, vocês!

7. Se alguém quer ser meu servo, me siga e, então, verá, esteja onde eu ‘stiver, meu Pai o honrará!

2º Bendita e louvada seja (H2 P. 121)

1. Bendita e louvada seja no céu a divina luz, e nós, também, cá na terra louvemos a santa cruz.

2. Os céus cantam a vitória de Nosso Senhor Jesus; cantemos nós, igualmente, louvores à Santa Cruz.

3. Sustenta gloriosamente nos braços ao bom Jesus; sinal de esperança e vida, o lenho da Santa Cruz.

4. Humildes e confiantes levemos a nossa cruz; seguindo o sublime exemplo de Nosso Senhor Jesus.

5. Cordeiro Imaculado, por todos morreu Jesus; pagando as nossas culpas, é rei pela sua Cruz.

6. É arma em qualquer perigo, é raio de eterna luz; bandeira vitoriosa o santo sinal da Cruz.

7. Ao povo, aqui reunido, dai graça, perdão e luz; salvai-nos, ó Deus clemente, em nome da Santa Cruz.

9. PAI NOSSO

P. O Senhor nos comunicou o seu Espírito. Com a confiança e a liberdade de filhos, digamos juntos:

T. Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso Reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de ca­da dia nos daí hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

P. Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

T. Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre.

P. Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

T. Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

10. CANTO DE COMUNHÃO Sl 21(22) (HL2, p. 21)

Meu Deus, ó meu Deus, por que me abandonaste?…

1. Meu Deus, ó meu Deus, por que me abandonaste? Não acha este traste paz em seu lamento. De dia eu não agüento de tanto chorar, de noite a gritar e sem ter alento.

2. E tu que estás no trono assentado, os pais no passado em ti confiavam; quando eles chamavam, eram libertados, assim confiados, não se envergonhavam.

3. Por ti fui formado no ventre materno e co’amor tão terno, eu fui aleitado, a ti consagrado bem pequenininho, e, hoje, sozinho e tão angustiado.

4. Furaram minhas mãos, cravaram meus pés, meus ossos de vez eu posso contar; pessoas a olhar, mexendo as cabeças, minhas vestes sorteiam e se põem a zombar.

5. Porém, meu Senhor, não fiques de fora! Me livra da hora, da facada certa! Dos dentes das feras, do lobo feroz, da ira do algoz, minha vida liberta.

6. Vou anunciar teu nome aos irmãos e na reunião de ti vou falar. Quem com Deus está, entoe o estribilho, Jacó e seus filhos num eterno cantar!

7. Deus não desprezou o pobre coitado, ficou do seu lado e ouviu seu clamor; a ti meu louvor em frente do povo, renovo de novo meus votos de amor.

8. Os pobres famintos verão a fartura, numa terra futura a Deus louvarão! E os povos, então, de terras distantes, alegres, confiantes, pra ti voltarão.

9. És Rei e Senhor de todas as gentes, da terra os potentes te adorarão. A ti servirão os meus descendentes, que és justo, contentes, aos filhos dirão.

2º Canto de Comunhão Sl 21(22) VC 538

1. Minha alma se esvai em tristeza e meus anos se vão em gemidos; enganado por meus opressores, só em ti eu encontro abrigo!

Atende, Senhor, o clamor do meu coração: “O meu espírito entrego em tuas mãos!

2. Quanta angústia!… meus olhos são tristes, e me vejo qual vaso partido. Mas tua face é a luz que procuro, de tua vista eu não seja excluído!

3. Às ocultas me dizem blasfêmias, por tua graça tão plena me salves! Em correntes pesadas me ataram, vem depressa, Senhor libertar-me!

4. Tem piedade de mim, Senhor Santo! Sê a casa que possa abrigar-me! Ao meu lado só tramam a morte, mas confio que vens libertar-me!

3º Canto Prova de Amor (HL2, p. 183)

Prova de amor maior não há que doar a vida pelo irmão.

1. Eis que eu vos dou o meu novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

2. Vós sereis os meus amigos, se seguirdes meu preceito: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

3. Como o Pai sempre me ama, assim também, eu vos amei: Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

4. Permanecerei em meu amor e segui meu mandamento: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

5. E chegado a minha Páscoa, vos amei até o fim: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!”

6. Nisto todos saberão, que vós sois os meus discípulos: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos tenho amado!

4º (TP I – Fx19 – CD XIII Fx 13)

Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente.

1- Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor; reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão: onde está o teu irmão eu estou presente nele.

2- “Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males”. Hoje és minha presença junto a todo sofredor: onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.

3- “Entreguei a minha vida pela salvação de todos”. Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes: onde está o teu irmão, eu estou morrendo nele.

4- “Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido”. Busca, salva e reconduz a quem perdeu toda a esperança: onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

5- “Este pão, meu corpo e vida para a salvação do mundo” é presença e alimento nesta santa comunhão: onde está o teu irmão, eu estou, também, com ele.

6-”Salvará a sua vida quem a perde, quem a doa”. “Eu não deixo perecer nenhum daqueles que são meus”: onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

7- “Da ovelha desgarrada eu me fiz o Bom Pastor”. Reconduz, acolhe e guia a quem de mim se extraviou: onde acolhes teu irmão, tu me acolhes, também, nele.

11. ORAÇÃO Após a comunhão

(MR p. 268)

P. Oremos (silêncio): Ó Deus, que nos renovastes pela santa morte e ressurreição do vosso Cristo, conservai em nós a obra de vossa misericórdia, para que, pela participação deste mistério, vos consagremos sempre a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

12. ORAÇÃO sobre o povo

P. Que a vossa bênção, ó Deus, desça copiosa sobre o vosso povo que acaba de celebrar a morte de vosso Filho, na esperança de sua ressurreição. Venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

(Todos se retiram em silêncio.

O altar é oportunamente desnudado).

 

 

 

cantos opcionais

Adoração da Cruz

Que mais podia eu ter feito? (CO 233)

Que mais podia eu ter feito? * Que mais podia eu te dar?!…

1. Plantei-te como vinha nova, * toda graciosa, nada havia igual; * e castiguei os malfeitores * que te perseguiram pra fazer-te mal.

2. Abri o mar na tua passagem, * e da escravidão eu te levei à paz, e e fiz caminho no deserto, * para o lugar certo, para o bem total. * E esqueceste o amor, e entregaste o Senhor * O mundo inteiro se esqueceu da luz, * e pregou o Salvador na Cruz!

3. Eu dei o pão da nova vida, * e a pedra ferida a sede apagou; * e fiz para o meu povo eleito * os maiores feitos, como ninguém viu.

4. Eu dei o sol da liberdade, * a luz da verdade, onde nasce o amor; * e dei o pão da caridade, * na fraternidade do mundo melhor. * E esquecestes o amor, e entregaste o Senhor. * O mundo inteiro se esqueceu da luz, * e pregou o Salvador na cruz!

Cristo está crucificado (CO 234)

1. Cristo está crucificado, * maltrapilho e sem abrigo. * E vem me pedir comida * com o rosto de mendigo. * Cristo está crucificado * pelo vício, e não tem paz. * E vem me pedir amor, com o rosto de rapaz.

//: Cristo está crucificado, * mas será ressuscitado.://

2. Cristo está crucificado, * oprimido em seu salário. * E vem me pedir justiça, * com o rosto de operário. * Cristo está crucificado, * na velhice e solidão. * E quer conversar comigo, * com o rosto de ancião.

3. Cristo está crucificado * no abandono e insegurança. * E vem me pedir a vida, * com o rosto de criança. * Cristo está crucificado, *sem direito, chão nem vez. * E pede o que lhe pertence, * feito humilde camponês.

4. Cristo está crucificado * pela vida que não quer. * E vem me pedir a mão, * com o rosto de mulher. * Cristo está crucificado, * esperando fazer jus * ao amor dos nossos braços, * pra poder descer da cruz.

 

Músicas CD Tríduo Pascal I ( TP I)

Cantos e Orações (CO)

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_triduo_pascal_02_sexta.htm


• SÃO PAULO • 1 DE ABRIL DE 2010 • ANO 34 • Lt 3 • Nº 24 • C

março 28, 2010

 QUINTA – FEIRA SANTA

Missa Vespertina da Ceia do Senhor

 Anim. Iniciamos o Sagrado Tríduo da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo,  isto é, o Tríduo Pascal. Comemorando a instituição da Eucaristia, a Igreja ressalta o sacerdócio ordenado e a sua missão de levar todas as pessoas à iniciação da fé, que culmina com o Sacramento da Eucaristia. Esta noite lembra aquela outra noite em que o povo de Israel celebrou a Páscoa comendo os cordeiros imolados antes de partir para a Terra Pro­metida. Agora comemos a Páscoa do Cordeiro único que instituiu o sacramento pascal definitivo, uma vez que nossa vida é uma con­tínua peregrinação para a Jerusalém celeste. Esta é a noite do amor, cujo ápice está na celebração da Ceia e na entrega do Senhor, depois de ter ensinado os seus a lavarem os pés uns dos outros.

 

1. ABERTURA Sl 67(66)

(Tríduo Pascal I – Fx2)

Ninguém pode se orgulhar a não ser nisto, * nos orgulhamos na cruz de Jesus Cristo, *nele estão a vida e a ressurreição, * nele, a esperança de libertação. (bis)

1. Deus se compadece e de nós se compraz, em nós resplandece seu rosto de paz.

2. Pra que o povo encontre, Senhor, teu caminho e os povos descubram teu terno carinho.

3. Que todos os povos te louvem, Senhor, que todos os povos te cantem louvor!

4. Por tua justiça se alegram as nações, com ela governas da praia aos sertões.

5. O chão se abre em frutos, é Deus que abençoa! E brotem dos cantos do mundo esta loa!

2. SAUDAÇÃO

3. ATO PENITENCIAL

P. No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do coração, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

(Silêncio)

Solo: Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos.

T. Piedade de nós, piedade de nós (bis)

Solo: Ó Cristo, que viestes chamar os pecadores humilhados.

T. Piedade de nós, piedade de nós (bis)

Solo: Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai que nos perdoa.

T. Piedade de nós, piedade de nós (bis)

P. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

T. Amém.

 

4. HINO DE LOUVOR

(CD Tríduo – I Fx 3)

Solo: Glória a Deus nas alturas!

T. Glória a Deus nas alturas !

S. E paz na terra aos homens por ele amados.

A) Nós vos louvamos,

B) Nós vos bendizemos,

A) Nós vos adoramos,

B) Nós vos glorificamos,

A e B) Nós vos damos graças por vossa imensa glória!

S. Glória a Deus nas alturas!

T. Glória a Deus nas alturas!

A) Senhor Deus, Rei dos céus, * Deus Pai todo-poderoso.

B) Senhor Filho único, Jesus Cristo!

A) e B) Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai!

S. Glória a Deus nas alturas!

T. Glória a Deus nas alturas!

S. Vós, que tirais o pecado do mundo,

T. Tende piedade de nós!

A) Vós, que tirais o pecado do mundo, * acolhei a nossa súplica!

B) Vós, que estais sentado à direita do Pai, * tende piedade de nós!

T. Tende piedade de nós!

S. Porque só vós sois o Santo!

A) Só vós sois o Senhor!

B) Só vós sois o Altíssimo, Jesus Cristo!

T. Com o Espírito Santo, * na glória de Deus Pai. Amém!

S. Glória a Deus nas alturas!

T. Glória a Deus nas alturas!

 

5. ORAÇÃO

P. Oremos (silêncio): Ó Pai, estamos reunidos para a santa ceia, na qual o vosso Filho único, ao entregar-se à morte, deu à sua Igreja um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por N.S.J.C.

T. Amém.

Anim. A Nova Aliança selada  na Eucaristia pereniza a salvação trazida pela Páscoa de Cristo. Ouçamos com atenção:

6. PRIMEIRA LEITURA (Ex 12,1-8.11-14)

Leitura do Livro do Êxodo.

Naqueles dias,

1o Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito:

2“Este mês será para vós o começo dos meses;

será o primeiro mês do ano.

3Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel,

dizendo:

‘No décimo dia deste mês,

cada um tome um cordeiro por família,

um cordeiro por casa.

4Se a família não for bastante numerosa

para comer um cordeiro,

convidará também o vizinho mais próximo,

de acordo com o número de pessoas.

Deveis calcular o número de comensais,

conforme o tamanho do cordeiro.

5O cordeiro será sem defeito,

macho, de um ano.

Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito:

6e devereis guardá-lo preso

até o dia catorze deste mês.

Então toda a comunidade de Israel reunida

o imolará ao cair da tarde.

7Tomareis um pouco do seu sangue

e untareis os marcos e a travessa da porta,

nas casas em que o comerem.

8Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo,

com pães ázimos e ervas amargas.

11Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos,

sandálias nos pés e cajado na mão.

E comereis às pressas, pois é a Páscoa,

isto é, a ‘Passagem’ do Senhor!

12E naquela noite passarei pela terra do Egito

e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos,

desde os homens até os animais;

e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito,

eu, o Senhor.

13O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes.

Ao ver o sangue, passarei adiante,

e não vos atingirá a praga exterminadora,

quando eu ferir a terra do Egito.

14Este dia será para vós uma festa memorável

em honra do Senhor,

que haveis de celebrar por todas as gerações,

como instituição perpétua”.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus.

 

7. SALMO RESPONSORIAL 115 (116) (Tríduo Pascal (TP) I Fx. 4)

O cálice por nós abençoado * é a nossa comunhão com o sangue de Jesus.

1. Que poderei retribuir ao Senhor Deus, * por tudo aquilo que ele fez em meu favor! * Elevo o cálice da minha salvação * invocando o nome santo do Senhor.

2. É sentida por demais pelo Senhor, * a morte dos seus santos, seus amigos. * Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, * vós me quebrastes os grilhões da escravidão.

3. Por isso oferto um sacrifício de louvor * invocando o santo nome do Senhor. * Vou cumprir minhas promessas ao Senhor, * na presença de sue povo reunido.

8. SEGUNDA LEITURA (1Cor 11,23-26)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos:

23O que eu recebi do Senhor

foi isso que eu vos transmiti:

Na noite em que foi entregue,

o Senhor Jesus tomou o pão

24e, depois de dar graças, partiu-o e disse:

“Isto é o meu corpo que é dado por vós.

Fazei isto em minha memória”.

25Do mesmo modo, depois da ceia,

tomou também o cálice e disse:

“Este cálice é a nova aliança, em meu sangue.

Todas as vezes que dele beberdes,

fazei isto em minha memória”.

 26Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão

e beberdes deste cálice,

estareis proclamando a morte do Senhor,

até que ele venha.

– Palavra do Senhor.

T. Graças a Deus

9. ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO

Eu vos dou este novo Man­da­mento, nova ordem, agora vos dou,

Que, também, vos ameis uns aos outros, como eu vos amei, disse o Senhor.

10. EVANGELHO (Jo 13, 1-15)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

T. Glória a vós, Senhor.

P. 1Antes da festa da Páscoa,

Jesus sabia que tinha chegado a sua hora

de passar deste mundo para o Pai;

tendo amado os seus que estavam no mundo,

amou-os até o fim.

2Estavam tomando a ceia.

O diabo já tinha posto

no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes,

o propósito de entregar Jesus.

3Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos

e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,

4levantou-se da mesa, tirou o manto,

pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.

5Derramou água numa bacia

e começou a lavar os pés dos discípulos,

enxugando-os com a toalha com que estava cingido.

6Chegou a vez de Simão Pedro.

Pedro disse:

“Senhor, tu me lavas os pés?”

 7Respondeu Jesus:

“Agora, não entendes o que estou fazendo;

mais tarde compreenderás”.

8Disse-lhe Pedro:

“Tu nunca me lavarás os pés!”

Mas Jesus respondeu:

“Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.

9Simão Pedro disse:

“Senhor, então lava não somente os meus pés,

mas também as mãos e a cabeça”.

10Jesus respondeu:

“Quem já se banhou

não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo.

Também vós estais limpos, mas não todos”.

11Jesus sabia quem o ia entregar;

por isso disse:

“Nem todos estais limpos”.

12Depois de ter lavado os pés dos discípulos,

Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo.

E disse aos discípulos:

“Compreendeis o que acabo de fazer?

13Vós me chamais Mestre e Senhor,

e dizeis bem, pois eu o sou.

Portanto, se eu, o Senhor e Mestre,

vos lavei os pés,

também vós deveis lavar os pés uns dos outros.

15Dei-vos o exemplo,

para que façais a mesma coisa que eu fiz”.

– Palavra da Salvação.

T. Glória a vós, Senhor.

11. LAVA-PÉS (Cantos e Orações nº 211 )

1. Jesus erguendo-se da Ceia, jarro e bacia tomou. Lavou os pés dos discípulos, este exemplo nos deixou. Aos pés de Pedro inclinou-se: ó Mestre não por quem és! Não terás parte comigo se não lavar os teus pés.

2. És o Senhor, tu és o Mestre os meus pés não lavarás! O que ora faço não sabes, mas depois compreenderás. Se eu vosso Mestre e Senhor vossos pés hoje lavei, lavai os pés uns dos outros! Eis a lição que vos dei.

3. Eis como irão reconhecer-vos como discípulos meus, se vos amais uns aos outros disse Jesus para os seus. Dou-vos Novo Mandamento. Deixo, ao partir, nova Lei: “que vos ameis uns aos outros assim como eu vos amei!”

4. Vou para o Pai, mas volto logo, comigo vos levarei. Mestre qual é o caminho para chegar onde ireis? Sou o Caminho, a Verdade, a vida plena vos dei; permanecendo em mim sempre, amando como eu amei.

12. ORAÇÃO DOS FIÉIS

P. Nesta noite em que celebramos a instituição da Eucaristia e ressaltamos o ministério sacerdotal, supliquemos ao Pai que não nos deixe faltar o Pão da vida e suscite santas e dedicadas vocações sacerdotais na Igreja. Rezemos juntos:

T. Dai-nos sempre, ó Senhor, deste Pão.

1. Abençoai, Pai Santo, a Igreja, para que nunca lhe falte a Eucaristia.

2. Aumentai as vocações sacerdotais e a generosidade dos voca­cionados.

3. Protegei os nossos Seminários e iluminai os seus Formadores.

4. Conduzi todos os cristãos à unidade da Ceia do Senhor.

5. Ajudai todo o povo a lutar por uma economia de solidariedade e inclusão.

6. Abençoai o jejum de amanhã, que coroa a nossa penitência quaresmal.

(Outras preces da comunidade)

P. Tudo isso, vos pedimos, ó Pai, por Cristo, que por nós se entregou.

T. Amém.

13. APRESENTAÇÃO DAS OFERENDAS

(HL2, p. 170 CO 214)

Onde o amor e a caridade, Deus aí está.

1. Congregou-nos num só corpo o amor de Cristo. Exultemos, pois, e nele jubilemos. Ao Deus vivo nós temamos, mas amemos. E, sinceros, uns aos outros, nos queiramos.

2. Todos juntos, num só corpo congregados: pela mente não sejamos separados! Cessem lutas, cessem rixas, dissensões, mas esteja em nosso meio Cristo Deus!

3. Junto um dia, com os eleitos, nós vejamos tua face gloriosa, Cristo Deus: Gáudio puro, que é imenso e que ainda vem, pelos séculos dos séculos. Amém.

 

14. ORAÇÃO SOBRE AS OFERENDAS

P. Orai, irmãos e irmãs …

P. Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar dignamente da Eucaristia, pois todas as vezes que celebramos este sacrifício em memória do vosso Filho, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

15. ORAÇÃO EUCARÍSTICA III

(MR, p. 439)

P. O Senhor esteja convosco.

T. Ele está no meio de nós.

P. Corações ao alto.

T. O nosso coração está em Deus.

P. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

T. É nosso dever e nossa salvação.

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele, verdadeiro e eterno sacerdote, oferecendo-se a vós pela nossa salvação, instituiu o Sacrifício da nova Aliança e mandou que o celebrássemos em sua memória. Sua carne, imolada por nós, é o alimento que nos fortalece. Seu sangue, por nós derramado, é a bebida que nos purifica. Por essa razão, os anjos do céu, as mulheres e homens da terra, unidos a todas as criaturas, proclamam, jubilosos, vossa glória, cantando (dizendo) a uma só voz:

T. Santo, Santo, Santo…

Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes proclama o vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo, para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito.

T. Santificai e reuni o vosso povo!

CC. Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas, a fim de que se tornem o Corpo e V o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, que nos mandou celebrar este mistério.

T. Santificai nossa oferenda, ó Senhor!

Na noite em que ia ser entregue, ele tomou o pão, deu graças, e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Do mesmo modo, ao fim da ceia, ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Eis o mistério da fé!

T. Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!

CC. Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e enquanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade.

T. Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!

Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito.

T. Fazei de nós um só corpo e um só espírito!

1C. Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eterna com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, os vossos Apóstolos e Mártires, São Paulo, patrono da nossa Arquidiocese, N. e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença.

T. Fazei de nós uma perfeita oferenda!

2C. E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa Bento, o nosso bispo Odilo, com os Bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes.

T. Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!

Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.

T. Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!

3C. Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que partiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, por Cristo, Senhor nosso.

T. A todos saciai com vossa glória!

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

CP ou CC. Por Cristo…

T. Amém.

 

16. PAI NOSSO

 

17. COMUNHÃO (Triduo I fx 9)

1º CANTO (HL2, p. 141 – CO 218)

1. Eu quis comer esta ceia agora, pois vou morrer, já chegou minha hora.

Tomai, comei, é meu Corpo e meu Sangue que dou. Vivei no amor! Eu vou preparar a ceia na casa do Pai. (bis)

2. Comei o Pão: é meu Corpo imolado por vós, perdão para todo pecado.

3. E vai nascer do meu Sangue a esperança, o amor, a paz; uma nova aliança.

4.Eu vou partir, deixo o meu testamento: Vivei no amor! Eis o meu mandamento.

5. Irei ao Pai; sinto a vossa tristeza; porém, no céu, vos preparo outra mesa.

6. De Deus virá o Espírito Santo, que vou mandar pra enxugar vosso pranto.

7. Eu vou, mas vós me vereis novamente; estais em mim e eu em vós estou presente.

2º CANTO (CD Tríduo Pascal I Fx 10)

Hoje é festa, diz o povo, a nação santa de Deus. Bata palma, cante um hino: Este pão do céu desceu! (bis)

1. Aquela noite tão linda, de amor ela estava cheia: era a quinta-feira santa, era a derradeira Ceia! (bis)

2. E as coisas mais sublimes, então, Ele revelou. Tendo amado a nós aqui, até o fim Ele amou. (bis)

3. E Jesus, partindo o pão, nesta Ceia tão sagrada, se entregou como alimento, o manjar da caminhada. (bis)

4. E depois, tomou o vinho, entregou aos doze, então, “é meu sangue derramado, para a vossa redenção!” (bis)

5. Tudo qu’Ele, então, cumpriu nesta Ceia, sem igual, mandou que se repetisse, até a vinda final. (bis)

6. Na dureza desta vida, este pão é o sinal, dizendo: Cristo é a porta da viagem terminal. (bis)

7. Somos todos caminheiros, procurando um mundo novo. Somos irmãos, companheiros, Cristo é o guia do seu povo! (bis)

8. Somos todos caminheiros, procurando eterno porto. Somos irmãos, companheiros, Cristo é nosso conforto! (bis)

18. ORAÇÃO APÓS COMUNHÃO

P. Oremos (silêncio) : Ó Deus todo-poderoso, que hoje nos renovastes pela ceia do vosso Filho, dai-nos ser eternamente saciados na ceia do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

T. Amém.

 

TRANSLADAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Anim. Acompanhemos, em procissão, o Santíssimo Sacramento até o altar da reposição, não deixando Jesus abandonado como ficou nesta noite em que foi traído e entregue aos seus inimigos. Façamos nosso momento de vigília e adoração, imitando a solidariedade da Virgem Maria, das santas mulheres e dos discípulos.

1º CANTO (HL2, p. 195)

1. Vamos todos louvar juntos o mistério do amor, pois o preço deste mundo foi o sangue redentor, recebido de Maria, que nos deu o Salvador.

2. Veio ao mundo por Maria, foi por nós que ele nasceu. Ensinou sua doutrina, com o povo conviveu. No final de sua vida, um presente ele nos deu.

3. Observando a lei mosaica, se reuniu com os irmãos. Era noite, despedida, numa ceia: refeição. Deu-se aos doze em alimento, pelas suas próprias mãos.

4. A Palavra do Deus vivo transformou o vinho e o pão, no seu Sangue e no seu Corpo para a nossa salvação. O milagre nós não vemos, basta a fé no coração.

5. Tão sublime sacramento adoremos neste altar, pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar. Venha a fé por suplemento os sentidos completar.

6. Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador. Ao Espírito exaltemos, na Trindade eterno amor. Ao Deus uno e Trino demos a alegria do louvor. Amém.

2º CANTO

(Cantos e Orações nº 222)

1. Deus de Amor, nós te adoramos neste Sacramento, Corpo e sangue que fizeste nosso alimento. És o Deus escondido, vivo e vencedor, a teus pés depositamos todo o nosso amor.

2. Meus pecados redimiste sobre tua cruz, com teu Corpo e com teu Sangue, Ó Senhor Jesus! Sobre os nossos altares, vítima sem par, teu divino sacrifício queres renovar.

3. No Calvário se escondia tua divindade, mas aqui também se esconde tua humanidade. Creio em ambas e peço, como o bom ladrão. No teu Reino, ternamente, tua salvação.

4. Creio em ti ressuscitado, mais que São Tomé, mas aumenta na minh’alma o poder da fé. Guarda a minha esperança cresce o meu amar. Creio em Ti ressuscitado, meu Deus e Senhor.

5. Ó Jesus que nesta vida, pela fé eu vejo, realiza, eu te suplico, este meu desejo: ver-te, enfim, face a face, meu divino amigo, lá no céu, eternamente ser feliz contigo.

Retirado:http://www.arquidiocesedesaopaulo.org.br/liturgia/folheto_povo_de_deus_anoC_quaresma_triduo_pascal_01_quinta.htm